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De acordo com Spink (1999), no cotidiano de nossas vidas, somos, de fato, produtos de nossa época e não escapamos das convenções, das ordens morais e das estruturas de legitimação. A pesquisa construcionista em Psicologia Social é um convite a examinar essas convenções e entendê-las enquanto regras socialmente construídas e historicamente localizadas.
Nesse sentido, é incorreto afirmar:
O construcionismo incorpora a noção de que os critérios e conceitos por nós utilizados para descrever, explicar, escolher entre as opções que se apresentam são construções humanas, produtos de nossas convenções, práticas e peculiaridades.
A adoção da perspectiva construcionista exige um esforço de desconstrução de noções profundamente arraigadas na nossa cultura. Essas noções convidam a investigar e a refletir sobre as bases históricas e culturais das variadas formas de construção do mundo.
O construcionismo convida a refletir sobre os modelos mentais construídos em bases historicamente determinadas e a compreender os valores morais e éticos, aceitando-os na dinâmica das relações humanas.
A adoção da perspectiva construcionista nos impõe a necessidade de explicar nossas posições e de participar ativamente do processo de transformação social, a partir de nossos posicionamentos políticos e éticos.
Com base em Ardoino e Lourau, a socioanálise define instituição como:
uma reificação do instituído, apropriável pela intencionalidade arquitetônica
um objeto imaterial, apreensível por intermédio da materialidade da organização
uma equivalência entre instituído e instituinte, sistematizada pela dialética libidinal
um procedimento burocrático, fundamentado na institucionalização do contrato social
uma normatização de códigos posturais, correlacionável à estrutura do poder moderno
Certos sociólogos consideram que a vida cotidiana de alunos, professores e funcionários das escolas é dominada pelas necessidades sociais; outros, que ela é dominada pela economia, sistema de classes e ideologia. As duas posturas correspondem, respectivamente, aos seguintes paradigmas:
funcionalista e marxista
durkheimiano e lewiniano
microteórico e macroteórico
estruturalista e fenomenológico
socioanalítico e esquizoanalítico
Assinale o item que melhor descreve a CULPABILIZAÇÃO como uma das funções da subjetividade capitalística (Guattari e Rolnik, 1996).
Característica que identifica qualquer processo com quadros de referências imaginários, propiciando diversas formas de manipulação, através de sistemas de hierarquia inconsciente, sistemas de escala de valor e sistemas de disciplinarização.
Individualização das questões e a despolitização do social perante a institucionalização de subjetividades individualizadas. Aqui, qualquer ato que contrarie a ordem vigente é interpretado como revolta individual contra um direito particular, trazendo como consequência o afastamento dos espaços públicos e a delegação da resolução dos problemas sociais e políticos para o poder estatal.
Destituição dos saberes locais em nome de regimes de verdade constituídos por relações de poder. Aqui, os saberes destituídos são sepultados, desqualificados, mascarados em coerências funcionais ou em sistematizações formais. São os saberes das pessoas que são dominados por regimes de verdade que se pretendem universais e objetivos, que serão interpretados e pronunciados pelos “especialistas”.
Responsabilidade dada à pessoa por um ato que provocou prejuízo material, moral ou espiritual a si mesma ou a outrem. No sentido subjetivo, a culpa é um sentimento que se apresenta à consciência quando o sujeito avalia seus atos de forma negativa, sentindo-se responsável por falhas, erros e imperfeições.
Sobre as pesquisas de levantamento utilizadas nas intervenções comunitárias, é incorreto afirmar
Tal como o estudo de campo, permitem um estudo aprofundado do fenômeno, suscitando novas pesquisas.
O pesquisador obtém informações sobre a variável dependente e procura inferir a variável independente responsável pela ocorrência do fenômeno verificado.
Permitem o estudo de grandes áreas através do exame de uma amostra representativa da população.
Os dados, geralmente colhidos através de um questionário, devem ser analisados considerando-se variáveis tais como sexo, idade, escolaridade, religião, etc.
Requerem a eliminação de possíveis tendenciosidades dos pesquisadores e extremo cuidado na confecção do instrumento de coleta de dados.
O método pelo qual a Antropologia estuda uma sociedade é:
etnografia;
antropografia;
psicologia social;
antropologia cultural;
etnologia.