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Constata-se, no exercício profissional dos psicólogos no âmbito judiciário, a predominância das atividades de confecção de laudos, pareceres e relatórios, no pressuposto de que cabe à Psicologia, neste contexto, uma atividade predominantemente avaliativa e de subsídio aos magistrados (Arantes, 2004).
ARANTES, E.M.M. Pensando a Psicologia aplicada à justiça. ln: GONÇALVES, H.S.; BRANDÃO, E.P. (orgs.) Psicologia Jurídica no Brasil. Rio de Janeiro: Nau Ed., 2004, p.15-49. |
De acordo com as informações citadas pela autora, é incorreto afirmar que:
No caso específico da atuação dos psicólogos em Varas de Família, constatou-se o predomínio das atividades de perícia nos casos de separações litigiosas, em que havia disputa pela guarda dos filhos.
A imagem do psicólogo exercendo uma atividade predominantemente avaliativa tem causado mal-estar entre a nova geração de psicólogos, que preferiria ter de si uma imagem menos comprometida com a manutenção da ordem social vigente, considerada injusta e excludente.
A perícia tem sido um dos procedimentos mais utilizados na área jurídica, tendo por objetivo fornecer subsídios para a tomada de uma decisão, dentro do que impõe a lei.
Não há críticas mencionadas na literatura da área sobre o mal-estar vivido pela nova geração de psicólogos no âmbito jurídico, devido ao fato de exercer uma atividade predominantemente avaliativa.
Ao buscar a objetividade, a Psicologia transformou-se em instrumentalista, esquecendo-se de se situar em relação às circunstâncias nas quais se constituiu.