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Texto 2A4
Luís, com 3 anos de idade, foi levado pelos pais à avaliação com equipe multiprofissional, os quais relataram no atendimento inicial, que:
“A maior preocupação é porque ele não fala. Nunca falou. A gente sempre teve que adivinhar o que ele queria. Chegou a apontar no começo. Depois de um ano, parece que perdeu tudo que tinha conquistado. Ele nunca foi igual às crianças que a gente vê que não deixa os pais quietos, querendo brincar, chamando pra correr... Ninguém sabe que tem criança em casa. É caladinho. Não exige nada da gente. Parece que nem fome sente. Fica lá brincando com as rodinhas do carrinho, com os pedacinhos de barbante prensados pelos dedinhos, com os trecos dele. Está sempre segurando alguma coisa. Vai tirar pra você ver! Precisa sempre ter algo na mão, normalmente um pedaço de brinquedo quebrado ou retalho de pano. Sempre comeu até bem, apesar de não gostar de frutas e verduras. Dificilmente come sozinho.” (sic)
Considerando, no texto 2A4, o relato dos pais de Luís e as contribuições clínicas do psicodiagnóstico, é correto afirmar que Luís apresenta
déficit persistente na interação social, interesse fixo e restrito, anormal em intensidade e foco.
quadro típico de seletividade alimentar e hiporreatividade a estímulos sensoriais.
transtorno do movimento estereotipado associado ao atraso de fala.
anormalidade de atenção e habilidades motoras finas, ambas características encontradas em quadros de transtorno de déficit de atenção.