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A pandemia causada pelo Coronavírus (SARS-CoV-2) exigiu dos laboratórios de todo o Mundo rápida adequação às condições de biossegurança necessárias às pesquisas nessa área. Embora o SARS-CoV-2, um novo vírus, não se encontre formalmente classificado quanto a classe de risco, por consenso mundial é tratado como um patógeno humano da classe de risco 3, semelhante a outros vírus pertencentes a mesma classe. Nesse contexto a Organização Pan-americana de Saúde (OPAS, 2021) estabelece que o trabalho não propagativo, como por exemplo, o sequenciamento, do vírus, pode ser realizado em laboratórios de Nível de Biossegurança 2 (NB-2), enquanto atividades que envolvam culturas virais só poderão acontecer em laboratórios NB-3. Sobre o tema, é correto afirmar:
São cinco os Níveis de Biossegurança de laboratórios: NB1, NB-2, NB-3, NB-4 e NB-5, crescentes no maior grau de contenção e complexidade do nível de proteção, de acordo com a Classe de Risco do agente patogênico ou organismo geneticamente modificado (OGM).
Laboratórios NB-1 são adequados ao trabalho com agentes bem caracterizados, que não provoquem doenças em seres humanos sadios, com mínimo risco aos integrantes do laboratório e ao meio ambiente, exigindo os mesmos equipamentos de segurança e procedimentos operacionais dos níveis de segurança NB-2 e NB-3.
Laboratórios que conduzem experimentos com microrganismos geneticamente modificados (OGM), mesmo com menor classe de risco, devem adotar devem adotar o nível NB-4.
Os laboratórios NB-3 devem ser equipados com sistemas de biossegurança como de dupla-porta, e sistema de ventilação composto por filtros HEPA (High Efficiency Particulate Arrestance), que não permita o acesso do ar ao meio externo, devendo haver recondicionamento e recirculação no laboratório.
Os laboratórios NB-4 são estruturados de modo semelhante aos NB-3, sem sistemas de segurança adicionais, porém são destinados ao trabalho somente agentes patogênicos desconhecidos.