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Durante a implantação de um laboratório de ensino de Química em uma escola pública de zona urbana, foi identificado o descarte recorrente de resíduos contendo metais pesados e soluções corrosivas no sistema de esgoto comum da instituição. Após notificação da vigilância ambiental, foi proposto um plano emergencial de adequação que incluía a instalação de um sistema de contenção e neutralização, além de um programa de formação continuada para os docentes da área de Ciências da Natureza.
Considerando os princípios da educação ambiental e as responsabilidades socioambientais no exercício da prática profissional, a situação apresentada revela
a suficiência da abordagem técnica para conter o impacto ambiental, uma vez que o problema é resolvido com infraestrutura adequada e procedimentos operacionais.
a priorização da atuação do poder público, cuja função principal é garantir fiscalização e controle, sendo secundária a formação de professores no contexto escolar.
um modelo de gestão baseado na mitigação de danos, o que dispensa a necessidade de repensar as práticas pedagógicas associadas ao ensino experimental.
a deficiência de uma abordagem educativa integrada, em que aspectos éticos, científicos e ambientais deveriam ser articulados no processo formativo dos profissionais envolvidos.
a inevitabilidade de riscos ambientais no ensino experimental de Química, que justifica práticas de descarte em pequena escala quando não há alternativas imediatas viáveis.