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As diretrizes curriculares contemporâneas para o Ensino de Química enfatizam a necessidade de superar uma abordagem puramente propedêutica e mnemônica, na qual os alunos apenas decoram fórmulas e conceitos abstratos. Propõe-se, em vez disso, uma prática pedagógica que contextualize o conhecimento químico, relacione-o com o cotidiano e a tecnologia, e promova a construção do saber pelo aluno, formando um cidadão cientificamente letrado e crítico. Assinale a alternativa que melhor descreve uma estratégia de ensino alinhada a essa perspectiva.
Apresentar aos alunos a lista completa das regras de nomenclatura da União Internacional de Química Pura e Aplicada e solicitar a memorização dos nomes de centenas de compostos, aplicando em seguida uma prova para verificar a capacidade de nomeá-los corretamente.
Focar o ensino exclusivamente na resolução de longas listas de exercícios de cálculo estequiométrico, pois o domínio da matemática é a habilidade mais importante para a compreensão da química, sendo os aspectos conceituais e sociais secundários.
Realizar aulas experimentais seguindo um roteiro fechado, nas quais o único objetivo é comprovar que as leis e teorias apresentadas no livro didático são verdadeiras, sem espaço para questionamentos ou investigação de novas hipóteses.
Ensinar a história da química de forma linear e anedótica, retratando os cientistas como gênios isolados que nunca erravam, para que sirvam de modelo de inspiração para os alunos, sem abordar as controvérsias e os erros que fazem parte da construção da ciência.
Partir de um problema socialmente relevante, como a questão do lixo plástico, para investigar a composição, as propriedades e as reações de polimerização, bem como discutir os impactos ambientais e as soluções tecnológicas, construindo os conceitos químicos de forma contextualizada.