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A síntese da ureia, realizada por Friedrich Wöhler em 1828, é considerada um marco histórico da síntese artificial de substâncias orgânicas. Essa síntese ocorreu com o aquecimento de cianato de amônio. Hoje é possível compreender que esse feito contradizia vários aspectos das possíveis concepções vitalistas da época, como a de que as transformações químicas que produziam substâncias orgânicas eram conduzidas por forças diferentes das que produziam compostos inorgânicos. No entanto, o próprio Wöhler não especulou a respeito da influência de seu trabalho sobre a crença na força vital. Isso porque o texto de Wöhler tem foco nas possíveis contribuições de seu experimento para o isomerismo, tema que ocupava a atenção dos químicos no início do século XIX, pois acreditava ter sintetizado uma substância com propriedades idênticas às da ureia.
VIDAL, P. H.; PORTO, P. A. Algumas contribuições do episódio histórico
da síntese artificial da ureia para o ensino de Química. História da
Ciência e Ensino: construindo interfaces, v. 4, 2011 (adaptado).
Tendo em vista a importância de integrar os conhecimentos históricos sobre a síntese da ureia aos conteúdos da Química Orgânica, uma proposta didática para estudantes do Ensino Médio, com base nesse texto, deve
destacar a importância do trabalho de Wöhler para a definição de substâncias inorgânicas, mesmo que o próprio autor do experimento não tenha percebido sua importância.
evidenciar que esse experimento é historicamente importante para a Química Orgânica, mesmo não auxiliando a descartar ou derrubar o vitalismo naquele momento histórico.
reforçar o contexto teórico da definição de isomeria na Química Orgânica, levando em consideração que o próprio autor destacou essa contribuição do trabalho.
apontar que o experimento poderia explicar transformações orgânicas e inorgânicas pelo vitalismo, apesar de não contribuir, de fato, para o conhecimento sobre isomeria.