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Ao analisar a formação de fluoretos de magnésio através do Ciclo de Born-Haber, um professor de Química do IFPI, Campus Pedro II, comparou a formação hipotética do fluoreto de magnésio (I) MgF(s), com o fluoreto de magnésio (II), MgF2(s), que é o composto estável conhecido. Embora a primeira energia de ionização do Magnésio (Mg→ Mg+) seja menor que a soma da primeira com a segunda (Mg → Mg²⁺), o MgF2(s) é preferencialmente formado na natureza. Com base nos conceitos do Ciclo de Born-Haber e entalpia de rede, assinale a alternativa que explica CORRETAMENTE esse fenômeno:
A formação do MgF(s) é desfavorecida porque a afinidade eletrônica do Flúor é insuficiente para compensar a primeira energia de ionização do Magnésio, tornando o ciclo globalmente endotérmico.
A entalpia de rede do MgF2(s) é drasticamente superior à do hipotético MgF(s) devido à maior carga do cátion (Mg2+) e ao menor raio iônico deste em comparação ao Mg+, compensando o alto gasto energético das duas ionizações consecutivas.
A estabilidade do MgF2(s) decorre exclusivamente do fato de o Flúor ser um agente oxidante extremamente forte, o que obriga o Magnésio a atingir seu estado de oxidação máximo independentemente das variações de entalpia envolvidas.
No ciclo de Born-Haber para o MgF2(s), a entalpia de atomização do Flúor é contada em dobro, o que reduz a energia total do sistema e favorece a formação do composto bivalente em relação ao monovalente.
O MgF(s) não se forma porque a entalpia de sublimação do Magnésio metálico é maior quando se tenta produzir um cátion monovalente, dificultando a transição para a fase gasosa necessária no ciclo.