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Profissionais das equipes de atendimento nas políticas sociais, com destaque os Assistentes Sociais, têm sofrido historicamente problemas na relação entre operadores/as do campo sociojurídico e trabalhadores/as das políticas sociais, devido à ausência de entendimento daquilo que constitui o trabalho profissional nestes espaços ocupacionais. E a disputa pelo significado deste dispositivo legal denominado “escuta especializada (lei 13.431/2017)” pode trazer impactos profundos ao atendimento de crianças, adolescentes e suas famílias. Tendo como mirante a perspectiva de um/a profissional de Serviço Social, a partir do que se prevê como as "atribuições privativas" e as "competências profissionais", previstas na lei que regulamenta a profissão de Serviço Social, Lei nº 8.662/1993, cabe ao Assistente Social atuando em políticas públicas:
Buscar a verdade dos fatos e responsabilizar o agressor.
Realizar procedimento de entrevista sobre situação de violência com criança ou adolescente.
Realizar processos interventivos, a fim de compreender suas demandas, viabilizar o acesso a direitos e identificar estratégias e recursos, sempre em conjunto com o/a atendido, para o enfrentamento e superação dessa vivência, buscando a superação de práticas fragmentadas e a eficiência para atingir os objetivos e resultados, a partir da intersetorialidade e o trabalho em rede.
Contribuir com o judiciário para a produção de provas, realizando boletins de ocorrência e depoimento especial.