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Behring (2008), ao analisar o que caracteriza como “contrarreforma do Estado”, destaca alguns exemplos do desmonte do Estado no Brasil, que ocorreu, segundo a autora, na perspectiva da adaptação do país à dinâmica do capitalismo contemporâneo na busca dos superlucros. Sendo assim, a “saída da crise” no cenário contemporâneo estaria relacionada:
à redução de custo, por meio da flexibilização das relações contratuais de trabalho, retirando-se o Estado da regulação dessas relações, inclusive no que se refere à questão da proteção social, com a redução dos encargos sociais
ao fortalecimento das relações contratuais de trabalho pela via da terceirização, a qual flexibiliza a contratação de mão-de-obra, ainda que reconfigure os direitos dos trabalhadores e a proteção social
à radicalização do desmonte dos direitos sociais historicamente conquistados e ao visível aumento da oferta de empregos informais e incentivo da proteção social privada
à redução de custos, por meio da flexibilização das relações contratuais de trabalho, retirando-se o Estado da regulação dessas relações, no entanto mantendo-se forte no que se refere à proteção social pela via dos programas de transferência de renda
ao aumento de custos por meio da terceirização que tem provocado o adoecimento de milhares de trabalhadores e demandado do Estado o aumento nos investimentos relativos à proteção social, sobretudo no que tange a políticas inscritas na seguridade social