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No ínterim das lutas de classes, historicamente, a ideologia burguesa e dominante atua pela “via” da separação: do campo e da cidade, dos que planejam e dos que executam, dos que pensam e dos que fazem, e também separa a teoria da prática, o que constitui parte desse processo em que relações sociais de produção determinam a configuração das classes sociais. Sobre o tema, é INCORRETO afirmar que:
A alienação, o egoísmo individualista e a fragmentação são características do trabalho abstrato ou do trabalho na sociedade burguesa.
Separar a teoria da prática é parte do processo de reprodução capitalista, porque assim a prática se limita à simples reprodução do que interessa ao capital, pois lhe é retirado seu potencial revolucionário.
A cultura capitalista tem a função ideológica de separar quando lhe interessa e de unir de modo alienado quando lhe convém para ampliar seus lucros e domínios.
A contradição, ou a luta dos contrários, está na base da luta de classes, conceito-chave para a teoria marxiana.
O modo de produção capitalista, no que diz respeito à ciência, estabelece os conhecimentos que são relevantes e os que são secundários, prioriza investimentos para aquilo que emancipa humanamente, ao mesmo tempo que estabelece valores hierarquizados para áreas e profissões.