

Seu próximo nível começa aqui
Com a Assinatura Ilimitada, você tem tudo que precisa para sua aprovação.
Com a Assinatura Ilimitada, você combina prática, teoria e método em uma única assinatura com tudo que você precisa para sua aprovação.
A Reforma do Estado brasileiro, que ganhou força a partir da década de 1990, promoveu reestruturações significativas no papel do Estado, na gestão das políticas sociais e na forma como os direitos sociais são concebidos e efetivados. Nesse contexto de mudanças, o Serviço Social foi desafiado a redefinir e adaptar suas estratégias de intervenção profissional. Considerando essa conjuntura de Reforma do Estado e suas implicações para as políticas e os direitos sociais, e para o Serviço Social, analise as afirmativas a seguir:
I - A Reforma do Estado, ao priorizar a eficiência gerencial e a desregulamentação, impulsionou a focalização das políticas sociais em segmentos específicos da população, levantando debates sobre a universalidade dos direitos sociais;
II - O Serviço Social, em face da redefinição do papel estatal e da crescente limitação de recursos públicos, foi impelido a fortalecer sua dimensão técnico-operativa e política, buscando estratégias para a defesa e efetivação dos direitos sociais;
III - O principal impacto da Reforma do Estado foi a garantia da universalidade plena de todos os direitos sociais, com um substancial aumento dos investimentos públicos e a eliminação de qualquer seletividade no acesso às políticas;
IV - As políticas sociais foram integralmente privatizadas, desobrigando o Estado de qualquer responsabilidade na provisão de serviços e benefícios, com a completa substituição do setor público pelo terceiro setor;
V - A questão dos direitos sociais perdeu totalmente sua relevância na agenda governamental durante a Reforma do Estado, sendo completamente desconsiderada em favor de um modelo puramente econômico sem qualquer interface com o social.
Dos itens acima:
apenas, os itens I e II estão corretos.
apenas, os itens I, II e IV estão corretos.
apenas, os itens I, III e V estão corretos.
apenas, os itens I, II, III, e V estão corretos.
todos os itens estão corretos.
Acerca da rede de proteção social no contexto das políticas públicas, analise as assertivas a seguir:
I. São constituídas exclusivamente por instituições governamentais responsáveis pela execução direta das políticas sociais.
II. Pressupõem articulação intersetorial entre diferentes políticas públicas e atores sociais.
III. Têm como finalidade a garantia e a efetivação de direitos sociais.
IV. Caracterizam-se pela atuação fragmentada dos serviços, com baixa integração entre as ações ofertadas.
Assinale a alternativa correta:
Apenas as assertivas I e II estão corretas.
Apenas as assertivas II e III estão corretas.
Apenas as assertivas I, III e IV estão corretas.
Apenas as assertivas II, III e IV estão corretas.
Devem ser considerados como elementos essenciais na análise do surgimento e desenvolvimento das políticas sociais sob o enfoque dialético:
Desarticulação entre política e luta de classes.
Desenvolvimento capitalista e estratégias de distribuição de riqueza.
Irrelevância do Estado na regulamentação e implementação de polícias sociais.
Natureza do capitalismo, papel do Estado e papel das classes sociais.
Igualdade social e ausência de luta de classes.
No debate sobre o Estado Democrático de Direito e as determinações econômicas, sociais e políticas postas diante da concretude dos direitos humanos, sociais, políticos e civis no capitalismo, é possível reconhecer os impactos e as consequências no âmbito da materialização da cidadania. Nesse contexto, considerando a inconciliabilidade da cidadania plena nos marcos do capitalismo, é correto afirmar que as políticas sociais no Brasil:
expressam a dialética contraditória que determina a forma como o Estado responde à luta de classes.
concretizam o Estado de Bem-Estar Social constituído no Brasil desde a década de 1990.
materializam, prioritariamente, as conquistas advindas das lutas da classe trabalhadora.
revelam a exclusividade do capital sob as lutas da classe trabalhadora.
acompanham o movimento crescente de conquista e garantia irrestrita de direitos sociais.
Em referência à relação intrínseca entre o Serviço Social, as políticas sociais e a questão social, analise as afirmações a seguir:
I. A política social como sinônimo genérico de proteção aos pobres, envolvendo o Estado e a sociedade sob diferentes justificações (morais, religiosas, educativas, correcionais), é um fenômeno antigo.
II. É no bojo desse duplo movimento, sereno e cordato e sensível, ao mesmo tempo, aos interesses do capital e do trabalho, que nasce a política social moderna, integrante de um complexo político-institucional.
III. Uma das implicações mais sensíveis das mudanças no mundo do trabalho para o sistema de proteção social prevalecente foi o fato de o uso capitalista da alta tecnologia inviabilizar o compromisso com o pleno emprego e o aumento das atividades industriais intensivas em trabalho.
IV. A resistência à mudança é esperada: políticas estabelecidas há muito tempo se institucionalizam e criam grupos interessados na sua perpetuação. Assim, sistemas de seguridade social não se prestam facilmente a reformas radicais e, quando estas se realizam, tendem a ser negociadas ou consensuais.
Está correto o que se afirma em
I, II, III e IV.
I, II e III, apenas.
II, III e IV, apenas.
I, III e IV, apenas.
III e IV, apenas.
O debate contemporâneo sobre o equilíbrio entre equidade social e desenvolvimento econômico, especialmente no licenciamento de grandes obras de infraestrutura, confronta visões utilitaristas com perspectivas focadas nas capacidades humanas. À luz das reflexões de Amartya Sen sobre a liberdade substantiva, assinale a alternativa correta.
O equilíbrio entre desenvolvimento e equidade é alcançado quando o Estado garante que todos os indivíduos possuam a mesma renda per capita, independentemente de suas capacidades individuais ou das restrições culturais impostas pelo meio social em que vivem.
O desenvolvimento econômico de uma região deve ser avaliado primordialmente pela expansão das liberdades substantivas e das capacidades das populações locais de escolherem modos de vida que valorizam, superando a métrica exclusiva do crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) regional.
O desenvolvimento como liberdade pressupõe que a economia de mercado é o único mecanismo capaz de garantir a equidade social, sendo a intervenção estatal para o reconhecimento de territórios tradicionais um entrave ao progresso técnico-científico nacional.
A equidade social é um objetivo secundário que deve ser buscado apenas após a consolidação do desenvolvimento econômico absoluto, pois a redistribuição de renda em fases iniciais de industrialização impede o acúmulo de capital necessário para a infraestrutura.
A avaliação de políticas sociais no Brasil, a partir da década de 1980, sofreu forte influência da ótica gerencialista, que prioriza a aferição da eficiência e da eficácia governamental. Em contraposição a essa tendência tecnicista e pautada no racionalismo, a perspectiva histórico-dialética propõe uma análise fundamentada na totalidade concreta. Nessa direção, a avaliação de uma política social deve
restringir-se ao estabelecimento de uma relação de causalidade entre um programa e seu resultado, utilizando como parâmetro exclusivo o alcance das metas institucionais.
pautar-se na abordagem sequencial para explicar a política como uma sucessão linear de ações com início, meio e fim, visando à resolução de problemas individuais.
fundamentar-se na neutralidade técnica do Estado para determinar a relação custo-benefício entre os gastos efetuados e o montante de pessoas beneficiadas pela ação.
situar-se na compreensão do significado do papel do Estado e das classes sociais, apreendendo a política em sua múltipla causalidade e funcionalidade.
A construção do pacto fordista-keynesiano esteve diretamente associada às transformações nas relações entre capital e trabalho, que pressionaram
o capital à incorporar parte das demandas sociais e adoção de medidas de proteção social.
a criação de uma nova hegemonia do capital, articulando, de modo original, coerção capitalista e consentimento operário.
o sindicalismo participativo para a adesão à lógica da corresponsabilização dos trabalhadores na gestão do processo produtivo.
a imposição unilateral do capital sobre o trabalho sem reconhecimento das reivindicações dos trabalhadores.
Durante a ditadura civil-militar brasileira, o Serviço Social se institucionalizou como função de Estado, expressando uma atuação marcada por contradições inerentes a esse processo.
As contradições mencionadas se expressam no fato de que a atuação profissional estava
voltada ao atendimento de demandas sociais em contexto de ampliação de direitos políticos.
orientada para o atendimento de demandas sociais articulada à manutenção das relações sociais vigentes.
voltada pela autonomia técnica e desvinculada das determinações políticas do Estado.
baseada na transformação das relações sociais e alinhada a projetos coletivos emancipatórios.
voltada à neutralidade científica e afastada das disputas sociais presentes na sociedade.
O mercado de trabalho brasileiro é considerado historicamente heterogêneo, desigual e excludente, sendo marcado pelas variadas formas precárias de contratos de trabalho. Tal cenário tem como uma de suas consequências a deterioração do poder de compra das famílias mais pobres e o aumento do número de famílias vivendo abaixo da linha da pobreza. Essas mudanças expressam-se nas condições de trabalho e na perda dos direitos trabalhistas, configurando uma situação de:
apoio social
suporte social
controle social
proteção social
desproteção social
A reestruturação do Estado brasileiro provocou profundas transformações na intrínseca relação entre o Serviço Social, o arcabouço das políticas sociais e a concretização dos direitos sociais. Este processo culminou na reformulação do próprio papel estatal, impulsionando a adoção de novas modalidades de implementação das políticas públicas, a exemplo da crescente terceirização de serviços. Considerando essa conjuntura de Reforma do Estado e suas implicações para as políticas e os direitos sociais, e para o Serviço Social, analise as afirmativas a seguir a partir das proposições de Raichelis et. al (2024).
I- Desde que surgiu como sistema e modo de produção dominante, o capitalismo tem sido pródigo em deixar explícitas as suas consequências insidiosas sobre os modos de vida das populações que a ele estão submetidas;
II- Como fruto de mobilizações populares e das lutas da classe que vive da venda de sua força de trabalho, os direitos consignados na CF-88 se ancoram nas possibilidades de democratização do Estado por meio, sobretudo, de mecanismos de participação social e popular;
III- Existe uma complexa conjuntura política atual, marcada por um governo federal que se depara com um Congresso conservador e uma composição ministerial influenciada pelo fisiologismo do “centrão”;
IV- Os caminhos da construção da esfera pública no Brasil com participação popular remetem necessariamente à CF-88 e ao vigoroso contexto movimentista, que apostou na possibilidade de renovação dos espaços e dos sujeitos da luta política, em torno de um novo modo de fazer política, que articulasse democracia representativa e democracia de base;
V- Desde os anos 1990, existem muitas/os assistentes sociais inseridas/os nos conselhos de políticas e de direitos, representando tanto a sociedade civil como o poder público, e, ainda, representando uma variedade de instituições.
Dos itens acima:
apenas os itens I e II estão corretos.
apenas os itens I, II e IV estão corretos.
apenas os itens I, III e V estão corretos.
apenas os itens I, II, III, e V estão corretos.
todos os itens estão corretos.
A perspectiva dialética orienta a análise da realidade no Serviço Social. Assinale a alternativa correta.
A complexidade da realidade dificulta a elaboração de análises teóricas abrangentes.
O rigor científico depende principalmente da observação de fenômenos mensuráveis.
A análise deve concentrar-se nos elementos diretamente observáveis de cada situação.
Compreender a realidade exige relacionar cada situação às suas múltiplas determinações e mediações históricas.
Segundo Matos (2009), a temática da assessoria cresceu muito nos anos 1990, representando um boom na temática. Esse processo se deu devido especialmente a dois fatores, quais sejam:
Ampliação das contrarreformas do Estado e as determinações do II Congresso Brasileiro de Assistentes Sociais.
Conjuntura de reestruturação produtiva e reforma do aparelho do Estado que exigiu a reorganização das instituições.
Contexto de retração do Estado sob perspectiva neoliberal e crescimento do neoconservadorismo com forte apelo de líderes evangélicos.
Publicação do Código de Ética de 1986 e crescimento exponencial das organizações sociais como os sindicatos e centrais dos trabalhadores.
A literatura existente sinaliza que o capitalismo não é estático e que as transformações desse sistema/modo de produção interferem em todos os âmbitos da vida social. Autores, como José Paulo Netto (2009), elaboraram análises sobre o capitalismo como uma totalidade histórica, mas também se dedicaram ao estudo de uma fase específica.
Nesse sentido, considerando as interpretações críticas a respeito do capitalismo monopolista, as mudanças provocadas no papel e função social do Estado e nas políticas sociais (que inferem no cotidiano profissional do Serviço Social), analise as afirmativas a seguir e marque V para as verdadeiras e F para as falsas:
( ) A fase do capitalismo monopolista aprofundou as contradições do sistema e ampliou a atuação do Estado. Além disso, criou o cenário para que as políticas sociais voltadas ao enfrentamento das manifestações da “questão social” se tornassem necessárias.
( ) O Estado, influenciado pelo capitalismo monopolista, passa a atuar de forma neutra e técnica, atendo-se apenas às ações que dizem respeito ao provimento de direitos, sem vínculos com disputas sociais ou interesses de classe.
( ) O Serviço Social surgiu como uma evolução das práticas de caridade e somente foi reconhecida como profissão porque também se expandiram, naturalmente, a oferta de serviços privados.
( ) A atuação do assistente social tem se concentrado mais em instituições responsáveis pela execução de políticas e serviços sociais, as quais incidem diretamente sobre situações concretas relacionadas às desigualdades sociais.
( ) O reconhecimento e a inserção dos assistentes sociais no mundo do trabalho estão relacionados às demandas institucionais de gestão da “questão social” e à divisão social e técnica do trabalho.
Assinale a alternativa que apresenta a sequência CORRETA, considerando as afirmativas de cima para baixo.
F, V, V, F, V.
F, F, V, V, F.
V, V, F, F, V.
V, F, F, V, F.
V, F, F, V, V.
Nas economias dependentes, como a brasileira, a Seguridade Social assume centralidade na luta de classes porque a venda da força de trabalho não garante proteção social suficiente à maioria dos trabalhadores, e mecanismos estruturais limitam o financiamento das políticas sociais, visto a permanente disputa entre capital e trabalho pelo(a)
controle social.
regulação estatal.
hegemonia política.
fundo público.
A análise e a avaliação das políticas sociais nas contraditórias relações entre Estado e sociedade requerem compreender o quadro institucional que dá forma às políticas e/ou aos programas sociais, estabelecendo alguns aspectos que constituem elementos empíricos de análise, como
os serviços técnicos e éticos assumidos socialmente. Dimensão política. Determinantes estruturais.
as ações políticas e sociais demarcadas na conjuntura. Arcabouço democrático. Legalidade social.
a relação constituída entre público e privado. Mediação. Análise e natureza das ações quantitativas.
os direitos e benefícios estabelecidos e assegurados. Financiamento. Gestão e Controle social democrático.
Em um município, diferentes órgãos públicos acompanham a situação de uma criança inserida em contexto de vulnerabilidade social que demanda atendimento simultâneo em serviços de saúde, acesso a benefícios socioassistenciais e proteção previdenciária de seu núcleo familiar.
A análise técnica do caso exige a compreensão da arquitetura constitucional da proteção social brasileira, notadamente do desenho da seguridade social e da articulação entre seus componentes, à luz das diretrizes estruturantes previstas na Constituição Federal.
Considerando o modelo constitucional da seguridade social (CF/88, arts. 194 e 195) e a forma como saúde, assistência social e previdência social se organizam e se articulam na garantia de direitos sociais, assinale a alternativa INCORRETA.
A seguridade social configura um conjunto integrado de ações, de iniciativa dos Poderes Públicos e da sociedade, destinado a assegurar direitos relativos à saúde, à previdência e à assistência social, operando por políticas institucionalmente diferenciadas e orientadas por diretrizes comuns de proteção social.
A seguridade social se organiza por políticas públicas setoriais com campos próprios de atuação estatal, cuja articulação institucional se vincula a princípios e diretrizes constitucionais que estruturam a proteção social e balizam a conformação de mecanismos de acesso, cobertura e financiamento.
A seguridade social se estrutura por políticas com bases institucionais próprias, cuja integração pressupõe, como requisito transversal de acesso a benefícios e serviços, a contribuição direta do beneficiário para o custeio, em razão do princípio da equidade na forma de participação no financiamento.
A seguridade social compreende políticas públicas que se diferenciam quanto às formas de acesso, financiamento e cobertura, combinando regimes contributivos e não contributivos e mantendo articulação institucional orientada à proteção social em múltiplas dimensões.
A seguridade social se estrutura a partir de políticas públicas com competências específicas e instrumentos próprios de intervenção, cuja integração se relaciona à configuração constitucional de um sistema de proteção social que articula distintos meios de garantia de direitos sociais.
Analise as afirmativas a seguir sobre o fundo público e o financiamento das políticas sociais.
I- O orçamento público é um instrumento neutro de planejamento estatal e a sua finalidade principal é possibilitar que os governos consigam alcançar uma maior eficiência administrativa na aplicação dos recursos arrecadados.
II- A Constituição da República Federativa do Brasil (1988) prevê os recursos orçamentários e os seus respectivos percentuais que devem ser direcionados para o provimento das políticas públicas e sociais, o que assegura, por si só, a universalização dos direitos sociais e a superação das desigualdades socioeconômicas que existem na sociedade brasileira.
III- A análise crítica do orçamento público permite compreender que a definição das prioridades governamentais não resulta apenas de critérios técnicos de planejamento e eficiência administrativa, mas também está envolvida em disputas políticas e interesses de classe.
IV- Os recursos do fundo público e do orçamento brasileiro advém, predominantemente, da tributação sobre o patrimônio das heranças e grandes fortunas, o que favorece a implementação de políticas públicas e sociais redistributivas.
V- O orçamento público pode ser compreendido como uma expressão das correlações de forças presentes na sociedade, revelando tanto quem financia o Estado quanto os grupos e setores mais beneficiados pelos gastos públicos.
Está CORRETO o que se afirma apenas em
I e II.
I, III, IV e V.
I e IV.
III, IV e V.
III e V.
José Paulo Netto, autor de “Transformações societárias e serviço social: notas para uma análise prospectiva da profissão no Brasil”, dedicou-se ao estudo das mudanças ocorridas no capitalismo, considerando elementos diferenciadores desde a década de 1970. Entre elas, são destacados os processos de reestruturação produtiva, a flexibilização das relações de trabalho, a financeirização da economia, a difusão das políticas neoliberais e os seus impactos em todas as dimensões da vida social. Considerando tais elementos e possíveis impactos, assinale a alternativa CORRETA.
A ampliação da proteção social estatal constitui efeito das mudanças no mundo do trabalho e dos processos emergentes de flexibilização produtiva, pois essas mudanças promovem maior instabilidade socioeconômicas e fortalecem as condições de acesso da população aos direitos sociais.
A expansão do setor de serviços e a potencialização do desenvolvimento tecnológico reduzem a relevância do trabalho como categoria explicativa da vida social, o que favorece a produção de novas questões sociais, que são objetos de trabalho particulares dos assistentes sociais.
A globalização produziu um cenário de maior estabilidade social, pois a abertura do comércio internacional ampliou a capacidade dos Estados de criarem políticas mais efetivas para redução dos níveis de desemprego e precarização do trabalho.
O modelo de produção e gestão política fordista-keynesiano reduz as desigualdades, em decorrência da institucionalização do welfare state em todo o mundo, ampliando os mecanismos de inclusão econômica e social.
O redimensionamento das políticas sociais que incidem sobre a emergência de novas demandas profissionais ocorre com as transformações advindas no mundo do trabalho e o agravamento das expressões da “questão social”.
Ao referir-se à literatura que trata das políticas sociais no Brasil, Guerra (2018) afirma que as elaborações teóricas do Serviço Social sobre o tema encontram-se influenciadas por uma racionalidade posta no/pelo processo de organização das relações sociais capitalistas e redundam em análises reducionistas sobre as questões sociais e suas resultantes: políticas sociais e funções estatais. Para a autora, tais publicações tem como características três tendências que as comprometem, em vista da predominância dos vetores “distributivista, moralista e politicista” que a direcionam. Afirma ainda que o eixo que articula tais vetores encontra sua unidade numa visão
sócio-histórica.
construtivista.
dialética.
abstrato-formal.
crítico-funcional.