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Em contextos marcados por desigualdades sociais, o acesso a atividades culturais, esportivas e de lazer tem sido reconhecido como importante estratégia de promoção da inclusão social. Essas práticas ampliam oportunidades de participação social, favorecem o desenvolvimento de habilidades individuais e coletivas e contribuem para a construção de vínculos comunitários. Considerando esse contexto, analise as afirmativas a seguir:
I.A inclusão social por meio da cultura e do esporte depende exclusivamente de iniciativas individuais, não sendo influenciada por políticas públicas ou projetos sociais.
II.O acesso à cultura e ao esporte pode contribuir para processos de inclusão social ao ampliar oportunidades de participação, expressão e desenvolvimento de habilidades sociais.
III.O desenvolvimento social de indivíduos em situação de vulnerabilidade ocorre independentemente do acesso a espaços culturais ou esportivos.
É CORRETO o que se afirma em:
I, II e III.
I e III, apenas.
III, apenas.
II, apenas.
Desenvolvimento humano é o processo de ampliação das liberdades das pessoas, com relação às suas capacidades e às oportunidades a seu dispor, para que elas possam escolher a vida que desejam ter. O IDH reúne três dos requisitos mais importantes para a expansão das liberdades das pessoas: a oportunidade de se levar uma vida longa e saudável – saúde –, de ter acesso ao conhecimento – educação –, e de poder desfrutar de um padrão de vida digno – renda.
No Município de Brejo do Cruz, em 2010, o Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM), foi:
0,597
0,481
0,576
0,579
A partir de 1532, a colonização portuguesa do Brasil, do mesmo modo que a inglesa da América do Norte e ao contrário da espanhola e da francesa nas duas Américas, caracterizou-se pelo domínio quase exclusivo da família rural ou semirrural. Domínio a que só o da Igreja faz sombra, através da atividade, às vezes hostil ao familismo, dos padres da Companhia de Jesus.
FREYRE, Gilberto. Casa-grande & Senzala. São Paulo: Global, 2006.
De acordo com a perspectiva de Gilberto Freyre, exposta em Casa-grande & Senzala, o núcleo privilegiado, que organizou a sociabilidade colonial brasileira, foi constituído
pelo domínio estatal, por meio do seu aparato estamental-burocrático.
pelo bandeirante de perfil aventureiro e sua sagacidade constitutiva.
pela família patriarcal e sua forma de exploração do latifúndio monocultor.
pelos soldados de fortuna, aventureiros e cristãos novos, fugidos da perseguição religiosa.
pelos traficantes de madeira, que legaram o principal traço da feição econômica do Brasil.
A atividade cujo trabalho dos membros da família é indispensável à própria subsistência e ao desenvolvimento socioeconômico do núcleo familiar, sendo exercido em condições de mútua dependência e colaboração, sem a utilização de empregados permanentes, é entendido, na forma da Lei nº 8.212/1991, como:
regime de trabalho análogo ao trabalho familiar escravo.
regime de trabalho penitenciário.
regime de trabalho avulso.
regime de economia família.
Quais ações das políticas públicas de segurança alimentar visam garantir a produção e o abastecimento alimentar sustentável, com foco na agricultura familiar e em práticas ambientais responsáveis?
As políticas públicas de segurança alimentar promovem o apoio à agricultura familiar por meio de financiamento e assistência técnica, além de fomentar sistemas agroecológicos que respeitam o meio ambiente, garantindo a produção e o abastecimento sustentável.
A produção e o abastecimento alimentar sustentável baseiam-se exclusivamente em grandes monoculturas e na exportação de alimentos, ignorando o apoio à agricultura familiar e a preservação do meio ambiente, pois estas ações são secundárias no combate à insegurança alimentar.
A produção sustentável deve priorizar grandes agronegócios, pois a agricultura familiar é economicamente inviável, porém contribui para o abastecimento significativo da população.
Fomentar sistemas agroecológicos é necessário, já que práticas intensivas de produção geram maiores lucros e garantem o abastecimento global.
A assistência técnica na agricultura deve ser exclusiva para grandes produtores, pois pequenos agricultores não têm capacidade de inovar ou implementar novas práticas.
O indicador de desenvolvimento econômico per capita é suficiente para medir a qualidade de vida de uma população.
Certo
Errado
Sobre questões que envolvem a psicologia do desenvolvimento humano, assinale a alternativa correta:
As variáveis externas descrevem a influência exercida pelo ambiente no desenvolvimento do indivíduo nas diferentes sociedades e períodos históricos.
A cultura faz parte de uma variável interna que permanece imutável na vida do indivíduo, no decorrer de seu desenvolvimento.
Uma variável interna se sobre sobrepõe à externa no desenvolvimento humano, por exemplo, os valores recebidos pela família.
A crença em uma religião específica é uma variável interna, parte da crença interior e particular do indivíduo e incide sobre o desenvolvimento humano.
As transformações ocorridas no mundo do trabalho, por meio da revolução tecnológica associada aos mecanismos ideológicos neoliberais, têm provocado a intensificação e precarização do trabalho e, dificultado a organização das lutas da classe trabalhadora. No que tange ao trabalho rural, há avanço significativo de tecnologias para a monocultura, acarretando a diminuição dos agricultores familiares e camponeses, entre outros impactos. A esse respeito, assinale a alternativa incorreta.
Os processos de descarte precoce de trabalhadores rurais em atividades como as da indústria canavieira, por exemplo, aumentam a demanda desses trabalhadores para as políticas de Seguridade Social
O avanço da monocultura acarreta a desertificação, sendo essencial que se discutam outras alternativas para o trabalho no campo
O atual modelo agrícola brasileiro está voltado ao agronegócio, na contracorrente do modelo hegemônico, que poderia contribuir para a reforma agrária
A precarização do trabalho rebate nas áreas rurais, causando a concentração de índices de pobreza e acirrando as lutas pela terra
Alguns fatos marcaram o surgimento do campesinato como sujeito político coletivo e o debate sobre a questão agrária no Brasil, como uma das expressões da questão social. Entre esses destacam-se:
As mobilizações camponesas por terra nos anos 1980-1990 que tem como sujeito coletivo os posseiros, a Confederação dos Trabalhadores na Agricultura e a Comissão Pastoral da Terra (CPT).
As mobilizações camponesas da década de 1980 com o surgimento do Movimento dos Trabalhadores Rurais sem Terra (MST).
O surgimento do Movimento dos Atingidos por Barragens, dos Pequenos Agricultores Familiares e o de Mulheres Trabalhadoras Rurais.
As mobilizações camponesas por terra nos anos 1950-1960, sobretudo com as Ligas Camponesas e os Sindicatos de Trabalhadores Rurais.
As políticas de modernização da agricultura brasileira na década de 1995-2005 tiveram como objetivo apoiar exatamente os setores produtivos rurais menos capitalizados, a exemplo do Pronaf.