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Após o movimento de reconceituação, o tema família foi pouco focalizado pelo Serviço Social, visto que diante da necessidade de expansão do capitalismo a família passa a ser um trivial espaço de reprodução da mão de obra, porém, nas últimas décadas o debate sobre família intensifica-se e está presente nos aspectos que envolvem o âmbito de ação, as políticas sociais, a diversidade de constituição e organização familiar, aspectos relativos à divisão sexual e racial do trabalho, dentre outros. Deste modo as políticas públicas de atenção à família têm se tornado um núcleo central de programas e ações sociais que são compartilhados entre Estado e a própria família. Assim, é CORRETO afirmar que:
a centralidade da família nas políticas públicas se destaca na área da saúde e assistência social, aparecendo como estratégia mais adequada e eficiente para o enfrentamento das deficiências e ausências pelas quais são acometidas, possibilitando não só o enfrentamento de suas demandas como sua superação.
diante das reformas neoliberais e a retração do Estado nos gastos públicos, a tendência cada vez maior é ressaltar a centralidade da família como sujeito de direitos nas políticas públicas, garantindo a perspectiva do Estado de Bem-Estar Social.
o Estado e a família desempenham papéis análogos de provisão e bem-estar, mas de fato cabe às redes primárias e informais, de apoio espontâneo como a vizinhança e a parentela a principal responsabilidade de tais garantias.
o Estado e a família desempenham papéis análogos de provisão e bem-estar, e à família atribuem-se funções discriminadas aos gêneros, garantindo a necessária solidariedade e dependência, configurando um sistema harmônico e complementar que tem como objetivo primeiro prover o afeto, a socialização e o apoio mútuo.