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Segundo CISNE e SANTOS (2018) em Feminismo, diversidade sexual o Serviço Social, “o Serviço Social não está alheio a esse tempo histórico eivado de conservadorismo, responsabilização das mulheres pelas expressões da agudização da questão social, feminicído e LGBTfobia. Mesmo que tenhamos consolidado um amadurecimento teórico-político crítico ao longo do processo de renovação profissional frente ao conservadorismo e ao viés moralizante e doutrinário que marcaram fortemente a gênese da profissão, esse processo não é definitivo, tampouco, necessariamente progressivo “. Sobre este assunto NÃO podemos que:
Por influência dos movimentos sociais e populares, a partir do final da década de 1950, no esteio das lutas sociais frente as forças conservadoras, transformamos o caráter conservador da profissão e passamos a ter um compromisso explicito com as classes trabalhadoras, sendo expresso no Código de Ética de 1965.
Embora o serviço social tenha sofrido um processo de renovação profissional, a permanência desse selo de identidade profissional do feminino ainda continua persistente.
Na origem da profissão não se tinha uma análise crítica de que a questão social resultava da contradição capital- trabalho e do processo de lutas da classe trabalhadora, que dão visibilidade a desigualdade social.
Apesar da significativa guinada teórico-ético-política na profissão, continuamos com um dos selos da identidade profissional da nossa gênese ser uma profissão predominantemente composta por mulheres.
O feminismo e a defesa da diversidade sexual se encontram no projeto ético político do Serviço social, numa luta continua contra todas as formas de opressão e exploração.