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Descentralização e globalização são dois termos que nos últimos dez anos, se tornaram recorrência frequente nos discursos e propostas dos políticos e burocratas brasileiros. Também na área social do governo a globalização, como impacto radical e a descentralização – como estratégia de ganhos – têm sido objeto da análise e das considerações de técnicos, burocratas, organizações governamentais e diversos outros segmentos da sociedade, direta ou indiretamente interessados no tema.
Analisando sob a ótica da descentralização brasileira temos, por um lado, que:
O novo modelo econômico associado ao processo de globalização, que entre outras coisas preceitua o liberalismo econômico em um ambiente totalmente nacional, implicava a necessidade de um Estado menos moderno e capaz de atender ao livre mercado e à sua finalidade social;
Durante os anos 80, descentralização era “recomendada” como estratégia ótima para alcançar o “novo modelo” de Estado adequado ao processo de internacionalização das economias;
O antigo modelo econômico associado ao processo de globalização, que entre outras coisas preceitua o neoliberalismo econômico em um ambiente internacional, implicava a necessidade de um Estado mais moderno e capaz de atender ao livre mercado e à sua finalidade social;
Durante os anos 70, descentralização era “recomendada” como estratégia ainda fraca para alcançar o “novo modelo” de Estado adequado ao processo de internacionalização das economias.