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Giovanni Sartori, em Teoria da Democracia revisitada: o debate contemporâneo (1987), discute a simplificação pela qual vêm passando os termos democracia e revolução. Postula que quando as democracias liberais se estabeleceram, com base no sufrágio universal ou quase universal, disseminou-se a crença geral de que as revoluções haviam perdido sua razão de ser. Desde então, a profecia “fim das revoluções” foi decepcionante; no entanto, o argumento subjacente tem uma força lógica mais difícil de invalidar. Os sistemas não democráticos são sistemas rígidos.
Todas as reflexões abaixo dialogam com a discussão de Sartori citada acima, EXCETO:
Os sistemas não democráticos não possuem mecanismos internos nem para mudar a si mesmos nem para responder a demandas de mudanças.
Os sistemas rígidos só podem ser quebrados, isto é, demandam uma derrubada revolucionária.
A revolução Francesa decorreu das sementes que amadureceram durante o Iluminismo e não havia nenhuma utopia nas concepções liberais de Montesquieu, as quais se converteram em realizações da Revolução Francesa no século XIX.
A democracia é um sistema caracteristicamente flexível.
Apesar de a democracia configurar-se como um procedimento para processar quaisquer demandas da sociedade, tudo quanto chegue a ter “voz”, algumas democracias sucumbiram porque não aplicaram esse pressuposto.