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Uma das principais críticas direcionadas à democracia representativa moderna refere-se à insuficiência da igualdade formal.
Nessa perspectiva, essa crítica fundamenta-se no argumento de que:
A cidadania restringe-se ao gozo de direitos civis e à igualdade perante a lei, sendo a participação na riqueza coletiva um fator estranho ao conceito de democracia.
O direito ao voto toma-se ineficaz quando a desigualdade no acesso à educação e a bens básicos impede uma participação consciente e bem informada.
A representação política deveria ser substituída pelo sorteio aleatório, como ocorria na Grécia Antiga, para evitar a profissionalização da política.
O excesso de direitos sociais desestimula o interesse do cidadão em acompanhar e controlar as atividades dos seus representantes.
As relações internacionais contemporâneas são marcadas por múltiplos atores além dos Estados nacionais, pois com a globalização, organizações intemacionais, empresas transnacionais e organismos não governamentais influenciam decisões de todas as nações. De que forma a atuação de tais entidades desafia as teorias clássicas das relações internacionais, centradas nos Estados nacionais?
Esses atores reforçam o monopólio dos Estados nacionais sobre as decisões políticas e econômicas globais.
Esses atores evidenciam que o poder e a tomada de decisão no sistema internacional não estão restritos apenas aos Estados nacionais.
Esses atores atuam apenas de forma complementar, sem interferir nos interesses estratégicos dos Estados.
Esses atores demonstram que o sistema internacional é composto exclusivamente por relações diplomáticas formais entre governos.
Leia o fragmento a seguir:
“No espesso matagal das ideias sobre a democracia, às vezes impenetrável, é possível identificar alguns critérios a que um processo para o governo de uma associação teria de corresponder, para satisfazer a exigência de que todos os membros estejam igualmente capacitados a participar nas decisões da associação sobre sua política? Acredito que existam pelo menos cinco desses critérios (...)”.
(DAHL, Robert. Sobre a democracia. Tradução de Beatriz Sidou. Editora Universidade de Brasília, 2001 - p. 49-50.)
Segundo Dahl, quais são os critérios para satisfazer a exigência por ele referida?
Participação efetiva, igualdade de voto, entendimento esclarecido, controle do programa de planejamento e inclusão dos adultos.
Participação efetiva, igualdade de voto, entendimento esclarecido, relaxamento do programa de planejamento e igualdade perante a lei.
Participação limitada, igualdade de voto, entendimento esclarecido, controle do programa de planejamento e inclusão dos adultos.
Participação limitada, igualdade de voto, entendimento esclarecido, relaxamento do programa de planejamento e igualdade perante a lei.
A ética é um conceito central na análise das relações sociais e políticas. Sobre o papel da ética nas ciências sociais, assinale a alternativa correta:
Fundamenta os princípios que orientam as práticas sociais e políticas.
É dissociada de conceitos como poder e ideologia nas análises sociológicas.
Limita-se ao campo da filosofia, sem aplicação nas ciências sociais.
É irrelevante para a compreensão das interações humanas e institucionais.
Em capítulo dedicado à análise de símbolos republicanos franceses e brasileiros, José Murilo de Carvalho aponta que, na França revolucionária, a república e a própria liberdade ganharam representações femininas, como no célebre quadro de Delacroix intitulado A Liberdade guiando o povo, considerado uma obra-prima da pintura.
Segundo aponta Murilo de Carvalho (2017), o simbolismo brasileiro da República no século XIX
privilegiou a representação de heróis.
imitou o simbolismo feminino francês.
adotou o simbolismo estadunidense.
usou o simbolismo feminino católico.
utilizou sobretudo símbolos abstratos.


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Para trabalhar o tema Democracia no pensamento contratualista, articulando-o com desafios contemporâneos das democracias, a metodologia de ensino e os recursos didáticos adequados são:
Estudo dirigido com fichamento de textos clássicos sobre teorias contratualistas, com foco na análise conceitual de vontade geral e soberania popular, isenta de conexões com práticas democráticas contemporâneas.
Aula expositiva com texto de apoio sobre evolução histórica dos sistemas democráticos e partidários, seguida de prova escrita sobre características formais das instituições políticas democráticas contemporâneas.
Análise comparativa entre ideal democrático de Rousseau e características da democracia brasileira, utilizando casos atuais de participação popular e tecnologias colaborativas para construção coletiva de propostas.
Seminário sobre biografias de importantes líderes democráticos no século XX, enfocando as trajetórias individuais de políticos que contribuíram para consolidação de regimes democráticos diversos ao redor do mundo.
A contraposição entre democracia deliberativa e democracia ativista apresentada no texto “Desafios ativistas à democracia deliberativa”, de Iris Young, ressalta as diferenças entre ambas as concepções, a primeira voltada ao estabelecimento de diálogos racionais, e a segunda, ao atendimento de interesses parciais.
Considerando a caracterização de ambas concepções de democracia efetuada pela autora, é correto afirmar que, na
democracia deliberativa, o Estado opera como representante dos interesses privados.
democracia ativista, os ideais normativos preponderam como elementos reguladores da militância.
democracia ativista, busca-se beneficiar as elites dominantes e o poder econômico.
democracia deliberativa, a tomada de decisão deve apelar à justiça e apresentar razões.
democracia deliberativa, o sentimento de indignação serve de guia para a tomada de decisões.
Os partidos políticos desempenham funções centrais em democracias modernas. Sobre os partidos políticos, marque a alternativa correta:
São organizações exclusivamente formais, desconsiderando movimentos de base.
Atuam na mediação entre a sociedade civil e o Estado, promovendo a representação política.
Têm como única função a representação dos interesses econômicos de uma classe social específica.
Excluem-se do processo eleitoral, limitando-se à formulação de políticas públicas.
Dentre as alternativas a seguir, assinale a que define CORRETAMENTE a palavra Democracia:
É o mesmo que impor a sua vontade ao grupo ao qual pertença.
Significa colocar limites a partir de sua perspectiva de vida e todos terem que lhe obedecer.
É o mesmo que Autoritarismo.
Significa uma postura em que todos possuem voz, vez e são respeitados em suas formas de pensar e agir.
Significa não decidir nada coletivamente.
O instrumento clássico de legitimação de regimes políticos no mundo moderno é, naturalmente, a ideologia, a justificação racional da organização do poder. Havia no Brasil pelo menos três correntes que disputavam a definição da natureza do novo regime: o liberalismo à americana, o jacobinismo à francesa e o positivismo. As três correntes combateram-se intensamente nos anos iniciais da República, até a vitória da primeira delas, por volta da virada do século. Embora fundamentalmente de natureza discursiva, as justificativas ideológicas possuíam também elementos que extravasavam o meramente discursivo, o cientificamente demonstrável.
(José Murilo de Carvalho, 2017)
José Murilo de Carvalho aponta que os três modelos de república propostos teriam aspectos em comum, entre os quais se encontram aspectos
ideológicos e morais.
éticos e religiosos.
econômicos e políticos.
sociais e educativos.
utópicos e visionários.


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A democracia é um conceito que remonta aos pressupostos da Grécia antiga, momento da história da humanidade em que somente os homens livres nascidos em Atenas poderiam exercer a participação social e política. No Brasil, estabeleceu-se um cenário de participação social muito forte no âmbito político, principalmente nas eleições por meio do modelo de democracia representativa. Considera-se enquanto característica da democracia representativa brasileira:
Eleições em conselhos e Assembleias populares.
Eleição direta via associação de moradores.
Eleição através de unidades do trabalho, em que cada categoria indica o seu representante.
Eleição por voto secreto através das urnas eletrônicas a cada dois anos.
Eleição por meio de voto impresso e aberto a cada quatro anos.
Ao discutir as concepções críticas de ativistas à democracia deliberativa, Iris Marion Young aponta: “A crítica aos processos políticos de discussão e tomada de decisões que incluam apenas os já membros e os poderosos, e acontecem a portas fechadas, é frequente e costuma ser eficaz na política democrática. Em resposta a essas críticas, os organismos deliberativos oficiais, por vezes, tomaram medidas para tornar seus processos mais públicos e inclusivos. Abrem suas portas à observação por parte da imprensa e dos cidadãos, bem como publicam relatórios de seus trabalhos e avaliações de suas operações” (Iris Marion Young, 2014. Adaptado).
Segundo a autora, na perspectiva ativista, para garantir os princípios democráticos fundamentais, a democracia deliberativa seria, no entanto,
suficiente.
direta.
restritiva.
razoável.
abrangente.
Democracia é a prática política de dissolução, de alguma maneira, do poder e das decisões políticas em meio aos cidadãos. O termo democracia tem origem grega, podendo ser etimologicamente dividido da seguinte maneira:
demos (poder), kratos (povo)"
demos (cidade), kratos (poder)"
demos (povo), kratos (poder)"
demos (povo), kratos (polis)"
A transição do autoritarismo para a democracia é um tema recorrente nas ciências sociais. Sobre os processos de transição democrática, assinale a alternativa correta:
Resultam de movimentos sociais que excluem negociações com elites políticas.
São caracterizados por rupturas abruptas, sem continuidade institucional.
Desconsideram a influência de fatores econômicos nas mudanças institucionais.
Envolvem pactos entre diferentes atores sociais para garantir estabilidade política.
A teoria democrática que enfatiza a discussão como critério de legitimidade exige uma teoria mais desenvolvida sobre os tipos e mecanismos de ideologia e métodos para realizar a crítica de discussões políticas específicas. Essa crítica ideológica precisa ser capaz não apenas de analisar as interações e falas específicas, mas também de teorizar sobre como a mídia contribui para naturalizar pressupostos e tornar difícil aos participantes de uma discussão falar fora de um determinado conjunto de conceitos e imagens. Por desconfiar de que alguns acordos mascaram relações de poder injustas, o ativista acredita que é importante continuar a questionar esses discursos e os processos deliberativos que dependem deles, e, muitas vezes, tem que fazê-lo por meios não discursivos (Iris Marion Young, 2014).
Quais meios não discursivos são utilizados pelos ativistas, segundo indicado pela autora?
O confronto armado e a violência.
A utilização da arte e da zombaria.
A desobediência civil e o diálogo.
O debate racional e o convencimento.
A imposição de concessões e de acordos.


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“(...) Mas é um grande estímulo adicional à independência e à autoconfiança de qualquer pessoa quando ela está no mesmo nível das outras e não tem de sentir que seu sucesso depende da impressão que puder causar sobre os sentimentos e as disposições de um corpo do qual ela não faz parte. Ser deixado de fora da Constituição é um grande desencorajamento para um indivíduo e ainda maior para uma classe; bem como ser obrigado a implorar aos árbitros de seu destino, sem poder tomar parte em sua deliberação. O ponto máximo do efeito revigorante da liberdade somente é alcançado quando o indivíduo por ela ativado tornou-se, ou está procurando tornar-se, um cidadão de privilégios tão plenos quanto qualquer outro.”
Com base nos textos reunidos por Francisco Weffort em Clássicos da política, volume 2, marque a alternativa INCORRETA:
Contemporâneo das mudanças políticas que acompanharam as transformações ocorridas na economia e na sociedade da Inglaterra em decorrência da Revolução Industrial, ao incorporar a ideia de ampliação de participação política, John Stuart Mill (1806-1873) pode ser considerado um expoente da vertente democrática do pensamento liberal.
Argumentos utilitaristas e individualistas estão na base da defesa da liberdade e da democracia feita por John Stuart Mill. Para ele, mecanismos de garantia das liberdades individuais e da mais ampla participação possível nos assuntos de Estado criam as melhores condições para que cada cidadão possa buscar a felicidade através do desenvolvimento de suas capacidades.
A defesa das liberdades contra as tiranias da maioria e das minorias feita por John Stuart Mill recorre aos argumentos da teoria do direito natural exposta pelo individualista liberal John Locke (1632- 1704).
Porque as dimensões das comunidades políticas nas sociedades modernas inviabilzam a participação pessoal simultânea de seus membros em todos os âmbitos dos negócios públicos, o governo representativo, para John Stuart Mill, constitui a fórmula ideal para que cada cidadão possa ter garantida uma parcela do poder por meio do voto.
Para John Stuart Mill, o exercício de funções nos negócios públicos possui um caráter educativo que constitui outra vantagem da ampliação da participação política sob o governo representativo.
Em Democracia: a concepção de Schumpeter (1998), Antônio Kurtz Amantino procura demonstrar a concepção de Joseph Schumpeter sobre a democracia, cujos escritos significaram uma profunda revolução na teoria política. Não só por ter praticamente invertido alguns postulados da teoria clássica, como, por exemplo, o da soberania popular, mas, também, por ter estabelecido certos pressupostos básicos que, se não são aceitos pelos estudiosos em alguns de seus aspectos, servem, ainda hoje, de base para novas análises e abordagens sobre a democracia.
O autor esquematiza estes pressupostos em vários tópicos. Analise as alternativas abaixo para assinar aquela que CONTRADIZ aos pressupostos do autor no estudo sobre Democracia:
O principal pilar da Democracia, segundo Joseph Schumpeter, apresentado por Amantino (1998), é defender o chamado bem comum, porque esse bem comum significa coisas diferentes.
O chamado governo pelo povo é uma ficção, o que existe, na realidade, ou pode existir, é governo para o povo, o governo que é exercido por elites políticas, as quais competem no mercado político pela preferência dos eleitores.
A concorrência no mercado político, tal como no mercado econômico, é imperfeita, isto é, oligopólica.
Os partidos políticos e eleitores atuam no mercado político de maneira semelhante à atuação das empresas e consumidores no mercado econômico.
O voto é a moeda por meio da qual o eleitor compra os bens políticos ofertados pelos partidos; a soberania popular, embora não seja nula, é reduzida, isso, porque são as elites políticas que propõem os candidatos e as alternativas a serem escolhidas pelo eleitor; o objetivo primordial dos partidos políticos é conquistar e manter o poder.
A democracia responde a esta pergunta: quem deve exercer o poder público? A resposta é: o exercício do poder público corresponde à coletividade dos cidadãos. Contudo, nessa pergunta não se fala sobre qual extensão deva ter o poder público. Trata-se somente de determinar o sujeito a quem o mando compete. A democracia propõe que mandemos todos; quer dizer, que todos intervenham nos fatos sociais.
ORTEGA Y GASSET, J. apud MAIA, E. C. Mario Vargas Llosa e o indivíduo para além da tribo. Disponível em: www .estadodaarte.estadao.com.br.
Acesso em: 10 out. 2021 (adaptado).
O que sustenta o exercício do poder, conforme a configuração apresentada no texto escrito na década de 1920?
Soberania popular.
Divisão de classes.
Acúmulo de capital.
Defesa da propriedade.
Centralização administrativa.
Espaços públicos não são produtos dados e acabados, uma instituição que, uma vez estabelecida, traria a paz da consensualidade e a perfeita igualdade. São os lugares em que os problemas aparecem e se transformam em debates, em diálogo e em possibilidade de ajuste e compromissos. Por isso, não anulam os conflitos, ao contrário, são canais de comunicação e de visibilidade de oposições.
GOMES, P. C. C. Espaço público, espaços públicos. Geographia, n. 44, set.-dez. 2018 (adaptado).
As características descritas no texto exibem a importância dos espaços públicos para a
prática do lazer.
vigilância da sociedade.
erradicação da violência.
construção da democracia.
diversificação do trabalho.
A comunidade política conduz, comanda, supervisiona os negócios, como negócios privados seus, na origem, como negócios públicos depois, em linhas que se demarcam gradualmente. Dessa realidade se projeta, em florescimento natural, a forma de poder, institucionalizada num tipo de domínio: o patrimonialismo, cuja legitimidade assenta no tradicionalismo – assim é porque sempre foi.
Adaptado de FAORO, Raymundo. Os donos do poder. São Paulo: Globo, 2012.
A obra citada apresenta uma descrição aprofundada do patrimonialismo brasileiro.
As opções a seguir apresentam corretamente características dessa estrutura, à exceção de uma. Assinale-a.
O capitalismo politicamente orientado caracteriza-se pela primazia da burocracia estatal na direção da economia, subvertendo o princípio da autorregulação do mercado.
A flexibilidade da configuração política, capaz de assimilar e se reconfigurar diante de mudanças sociais e econômicas, mantendo inalterada a estrutura de poder.
O domínio dos estamentos burocráticos, com aparelhamento da máquina pública para garantir a condução e a influência sobre todas as dimensões sociais, econômicas e políticas.
A coexistência de uma fachada constitucional com um regime autoritário, sublinhando a habilidade de manter o monopólio do poder dissimulando sob o véu da legalidade.
A persistência de características do feudalismo, como a de uma elite dominante territorialmente enraizada e intimamente ligada ao poder estatal na figura do governante.


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