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A análise de Karl Marx a respeito do comportamento da...

TEXTO PARA AS QUESTÕES 53 E 54


“Vemos que, abstraindo de limites extremamente elásticos, a natureza da própria troca de mercadorias não impõe barreira alguma à jornada de trabalho e, portanto, nenhuma limitação ao mais-trabalho. O capitalista faz valer seus direitos como comprador quando tenta prolongar o máximo possível a jornada de trabalho e transformar, onde for possível, uma jornada de trabalho em duas. Por outro lado, a natureza específica da mercadoria vendida implica um limite de seu consumo pelo comprador, e o trabalhador faz valer seu direito como vendedor quando quer limitar a jornada de trabalho a uma duração normal determinada. Tem-se aqui, portanto, uma antinomia, um direito contra outro direito, ambos igualmente apoiados na lei da troca de mercadorias. Entre direitos iguais, quem decide é a força.”


Marx, Karl. O capital (vol. 1). São Paulo: Boitempo, 2013, p. 309.

A análise de Karl Marx a respeito do comportamento da jornada de trabalho no capitalismo tornou-se conhecida por enfatizar os pontos a seguir:


A

Marx argumenta que a jornada de trabalho é essencial para a produção do mais-valor, que é o valor excedente produzido pelo trabalhador além do necessário para reproduzir sua força de trabalho. Este excedente é socializado pelo capitalista em benefício do bem-estar social.


B

Karl Marx dividiu a jornada de trabalho em duas partes: o tempo necessário e o tempo excedente. O tempo necessário é aquele em que o trabalhador produz um valor equivalente ao lucro do capitalista. O tempo excedente é o período em que o trabalhador produz um valor equivalente ao salário pago pelo capitalista.


C

No capítulo sobre a jornada de trabalho, Karl Marx descreveu a luta histórica dos trabalhadores pela redução da jornada de trabalho. Ele percebeu aí um esforço coletivo empreendido pelos trabalhadores para regular as condições de trabalho impostas pelos capitalistas.


D

Além da extensão da jornada de trabalho, Marx abordou a intensificação do ritmo do trabalho por meio da qual o capitalista busca conter a produtividade sem aumentar a jornada de trabalho.


E

Em sua problematização da jornada de trabalho, Karl Marx destacou o efeito positivo e disciplinador das jornadas excessivas, afirmando que essas seriam estratégicas para o fortalecimento da solidariedade operária e, portanto, necessária para a formação da classe trabalhadora.