Imagem de fundo

Em seu ensaio Economia brasileira: crítica à razão dualista (1972), o sociólogo Francis...

Em seu ensaio Economia brasileira: crítica à razão dualista (1972), o sociólogo Francisco de Oliveira tematizou as contradições e complexidades do desenvolvimento econômico e social brasileiro partindo de uma crítica às interpretações de nossa formação histórica apoiadas na separação entre um setor “moderno” e um setor “atrasado” da economia. Contrariamente às visões predominantes na época, Oliveira argumentou que essa dualidade seria, na verdade, uma relação estrutural onde ambos os setores estariam intrinsecamente ligados. Entre as principais consequências teóricas e interpretativas dessa visão sobre a formação da sociedade brasileira, destaca-se:


A

A compreensão de que nossa economia seguiria um caminho de desenvolvimento diferente das economias centrais marcado por uma dependência estrutural em relação ao centro do sistema capitalista.


B

A ideia segundo a qual a estrutura econômica do Brasil superaria a pobreza e a dependência por meio da industrialização.


C

A noção de que o desenvolvimento do setor moderno excluiria progressivamente o setor atrasado, superando as contradições herdadas do passado colonial, em especial, a pobreza e o racismo.


D

A ideologia desenvolvimentista segundo a qual a industrialização e o crescimento econômico resolveriam os problemas sociais e econômicos do país.


E

Oliveira concluiu que a modernização do setor produtivo se traduz em melhorias para a maioria da população, apesar da concentração de riqueza e poder trazida pela industrialização.