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As leis, em seu significado mais extenso, são as relações necessárias que derivam da natureza das coisas; e, neste sentido, todos os seres têm suas leis; a Divindade possui suas leis, o mundo material possui suas leis, os animais possuem suas leis, o homem possui suas leis. Os seres particulares inteligentes podem ter leis que eles próprios elaboraram; mas possuem também leis que não elaboraram. Entretanto, falta muito para que o mundo inteligente seja tão bem governado quanto o mundo físico. Pois, embora aquele também possua leis que, por sua natureza, são invariáveis, ele não obedece a elas com a mesma constância com a qual o mundo físico obedece às suas.
(Montesquieu, 2000. Adaptado)
Para Montesquieu, os seres humanos não obedecem às leis que elaboram porque
desrespeitam as leis que ordenam a natureza.
vivem na luta constante de todos contra todos.
preferem defender seus próprios interesses pessoais.
o mecanismo social é determinado e tende ao caos.
possuem uma vontade livre e estão sujeitos ao erro.
Com relação ao conceito de controle social na tradição sociológica, registre V, para verdadeiras, e F, para falsas:
(__)O controle social pode se referir tanto a formas institucionais de vigilância quanto a mecanismos cotidianos de regulação da conduta.
(__)A noção de controle social se limita às ações repressivas do Estado, como o uso da polícia e das leis penais.
(__)O conceito de controle social é utilizado para designar a atuação da sociedade civil no acompanhamento e fiscalização das políticas públicas.
(__)Há dois usos comuns para a noção de controle social − o disciplinador e o participativo − mas apenas o segundo é o correto.
(__)O controle social informal é exercido por práticas como fofocas, olhares e expectativas de conduta, sem necessidade de sanção legal.
Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta:
F − F − F − V − F.
F − V − F − F − V.
V − F − V − F − V.
V − F − V − V − F.
V − V − V − F − F.
Qual teórico sociológico explorou o conceito de "controle social", referindo-se aos mecanismos e instituições através dos quais a sociedade regula o comportamento dos indivíduos?
Auguste Comte.
Émile Durkheim.
Herbert Spencer.
Karl Marx.
Fernando Henrique Cardoso.
A moralização das expressões da questão social, característica do neoconservadorismo, no cenário brasileiro contemporâneo, é dirigida prioritariamente ao ajustamento dos indivíduos, visando integrá‑los à sociedade.
Certo
Errado
O racionalismo e o conservadorismo encontram condições favoráveis para se desenvolver em momentos de crise social, exercendo a função de acirramento das tensões e das contradições sociais e contribuindo, direta ou indiretamente, para a manutenção do capitalismo.
Certo
Errado
Entre os rebatimentos do (neo)conservadorismo no exercício profissional, cita‑se a convocação do assistente social para desempenhar funções policialescas e de controle social, como nas operações de desocupações violentas em áreas de moradia, na remoção de pessoas em situação de rua e usuários de substâncias para destinos incertos, e na censura e no controle dos usuários.
Certo
Errado
Leia atentamente o texto a seguir.
O fato de ser cidadão propicia a cidadania, que é a condição jurídica que podem ostentar as pessoas físicas e morais e que por expressar o vínculo entre o Estado e seus membros implica de um lado, submissão à autoridade, e de outro, o exercício de direito. (…) A busca do bem comum, tenho presente, é missão primordial do Estado e de ninguém mais do que o Estado, porque, para tal mister ele se constituiu, a fim de, através de uma legislação adequada, instituições e serviços capazes de controlar, ajudar e regular as atividades privadas e individuais da vida nacional, possa cumprir a sua precípua missão de tudo fazer para convergir à realização dos ideais do bem comum, na plena realização da cidadania.
(LAZZARINI, Álvaro. Cidadania e Direitos Humanos. Revista de Direito Administrativo, Rio de Janeiro, n. 223, jan./mar. 2001.)
Quanto aos conceitos de cidadania e controle social, marque a afirmativa correta.
Ao participar de audiências públicas e fiscalizar a execução do orçamento municipal, a população está exercendo, respectivamente, a cidadania e o controle social.
Ao pesquisar as melhores ofertas do comércio e denunciar a prática de abusos nos preços, a população está exercendo, respectivamente, a cidadania e o controle social.
Ao organizar campanhas de arrecadação de alimentos e exigir medidas de combate à pobreza, a população está exercendo, respectivamente, a cidadania e o controle social.
Ao exigir a redução do desperdício de água tratada e a promoção de políticas públicas de saneamento, a população está exercendo, respectivamente, a cidadania e o controle social.
A constituição de 88 inaugura no Brasil a construção de uma esfera pública para discussão ampliada acerca das políticas públicas com a participação da sociedade civil. Nesse sentido, Behring e Boschetti (2016) abordam um conceito definido como a “participação da sociedade civil organizada na arbitragem dos interesses em jogo e acompanhamento das decisões segundo critérios pactuados”. Essa é a definição de qual conceito?
Controle social.
Controle universal.
Cultura pública.
Marco participativo.
Visibilidade.
Sobre controle social, assinale a alternativa correta.
O/a assistente social encontra na prestação de serviços sociais (implementados através das políticas sociais) o suporte material sobre a qual consegue exercer, basicamente, uma função política alienante.
É fundamental frisar a importância da classe trabalhadora organizada e em luta para a consolidação e avanço da democracia.
O Serviço Social alua na difusão da ideologia dominante buscando contribuir para o consenso. Porém, esse desenvolvimento não está atrelado ao modo de produção capitalista.
No controle social, a intervenção do/a assistente social somente responde aos interesses da classe do trabalho.
Um direcionamento ético, político, teórico e metodológico ao trabalho que se realiza não deve buscar os interesses de classe dos trabalhadores e trabalhadoras.
O leproso é visto dentro de uma prática da rejeição, do exílio-cerca; deixa-se que se perca lá dentro como numa massa que não tem muita importância diferenciar; os pestilentos são considerados num policiamento tático meticuloso onde as diferenciações individuais são os efeitos limitantes de um poder que se multiplica, se articula e se subdivide. O grande fechamento por um lado; o bom treinamento por outro. A lepra e sua divisão; a peste e seus recortes. Uma é marcada; a outra, analisada e repartida. O exílio do leproso e a prisão da peste não trazem consigo o mesmo sonho político.
FOUCAULT, M. Vigiar e punir: nascimento da prisão. Petrópolis: Vozes, 1987.
Os modelos autoritários descritos no texto apontam para um sistema de controle que se baseia no(a):
Formação de sociedade disciplinar.
Flexibilização do regramento social.
Banimento da autoridade repressora.
Condenação da degradação humana.
Hierarquização da burocracia estatal.
Devemos perguntar-nos em que consiste essa diversidade, com o risco de ver os preconceitos racistas, apenas desenraizados da sua base biológica, voltarem a formar-se num novo campo. Se não existem aptidões raciais inatas, como explicar que a civilização desenvolvida pelo homem branco tenha feito os imensos progressos que nós conhecemos, enquanto as dos povos de cor permaneceram atrasadas, umas a meio do caminho, e outras atingidas por um atraso que se cifra em milhares ou dezenas de milhares de anos? Não poderemos, pois, pretender ter resolvido negativamente o problema da desigualdade das raças humanas se não nos debruçarmos também sobre o da desigualdade – ou da diversidade – das culturas humanas, que, de fato, senão de direito, está com ele estreitamente relacionado no espírito do público.
LÉVI-STRAUSS, C. Raça e História. In: Antropologia Estrutural II. Rio de Janeiro: Tempo Brasileiro, 1976 (adaptado).
Considerando o tema apresentado no texto e a antropologia contemporânea, avalie as afirmações a seguir.
I. Para a Antropologia social contemporânea, raça não é um conceito cientificamente válido para interpretar a humanidade.
II. A Antropologia contemporânea reconhece que a perspectiva de raça, como marcador social, tem uma relevância antropológica e sociológica.
III. Dado que raça é uma realidade biológica, padrões de percepção sobre as características físicas se associam à produção de relações políticas, sociais e econômicas.
IV. Contemporaneamente, muitos antropólogos criticam o crescente uso, no Brasil, de sistemas classificatórios com base em categorias bipolares, como branco e negro.
É correto apenas o que se afirma em
I e III.
I e IV.
II e III.
I, II e IV.
II, III e IV.
Ao longo dos anos, surgiram diferentes teorias a respeito das raças humanas. Algumas teorias, tais como o Evolucionismo, o Arianismo e o Determinismo Biológico, tentaram provar a superioridade da raça branca em relação às outras raças.
A respeito dessas teorias é correto afirmar-se:
Essas teorias sobre raça são resultados de visões políticas e religiosas.
Essas teorias têm base científica e comprovam a diferença existente entre as raças.
Essas teorias foram uma forte tendência no passado, mas não são mais aceitas.
Essas teorias tentam justificar a ordem social e impor a aceitação para todos os grupos.
O ano de 2020 foi marcado por um bombardeio de informações sobre o Coronavírus, sobre a imunidade, sobre doenças e saúde. Frases como: Use máscara e álcool em gel para se proteger e proteger aos outros. Como reforçar sua imunidade contra o coronavírus,? Fique em casa! Entre outras, foram constantemente vinculadas nas mídias, redes sociais e falas cotidianas. Um universo de excesso de informação e de insegurança afligiu a população brasileira que, em casa, consumia as mensagens midiáticas de todas as redes.
Os referidos aspectos da vida social cotidiana podem ser analisados a partir da evolução da concepção de poder da sociedade disciplinar, para a concepção de poder da sociedade do:
espetáculo, proposta por Baudrillard.
controle, proposta por Deleuze.
consumo, proposta por Bauman.
líquida, proposta por Goodman.
Freire (2009), no artigo “Mídia, Violência e Questão Social: a pedagogia do capital”, como parte das análises construídas no observatório de Direitos Humanos do Programa de Estudos de América Latina e Caribe (PROEALC) do Centro de Ciências Sociais da Universidade do Estado do Rio de Janeiro, tem como referência “o fato de que a mídia contribui para a divulgação e consequente construção de consensos de diversas representações sociais sobre violência [...]”. Ao longo de sua exposição, Freire se apoia em outros autores para detalhar “Mídia, Violência e Formas de Enfrentamento da Questão Social”. Citando Marilena Chauí (2006), adverte sobre a mídia:
I. Ao identificar socialmente a violência como obra do bandido, mantém a separação entre “nós brasileiros de bem” e “eles”, reforçando a ideia de que a violência se localiza em determinados grupos sociais.
II. Relaciona as questões éticas, políticas e as desigualdades sociais com a violência de forma distinta, não as considerando como forma de violência, mas, sim, elementos que demonstram a fragilidade das instituições para o enfrentamento da mesma.
Neste sentido, a imprensa configura-se, cada vez mais, como “parceira poderosa” do: