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A partir do conceito de figuração social, Norbert Elias propõe um modo sociológico de interpretação da relação indivíduo-sociedade. Essa relação é caracterizada por:
Fonte: ELIAS, Norbert. I ntrodução à Sociologia. 3ª ed. Lisboa: Edição 70, 2008.
Redes de inter-relação baseadas na morfogênese da ação.
Estrutura social referenciada unilateralmente pelo comportamento dos indivíduos.
Campos de forças caracterizados por habitus interacionistas.
Figurações úteis e específicas da formação social.
Relações de interdependência, dependências recíprocas e equilíbrio de tensões.
Leia o trecho a seguir.
Quando se traduz o substantivo "tempo" com sua forma verbal e se estuda o problema da determinação do tempo, logo se percebe que não se podem separar completamente as determinações dos acontecimentos sociais e dos fatos físicos. Com a evolução das medições humanas do tempo, aumenta a relativa autonomia da determinação social do tempo em relação à medição do tempo dos fatos não humanos; sua vinculação se tornou mais indireta, mas nunca desapareceu, sendo na verdade indissolúvel. Por muito tempo, entretanto, as exigências sociais humanas impulsionaram a determinação do tempo através dos astros. Podemos demonstrar sem muita dificuldade que a evolução da determinação natural do tempo foi e continuou dependente do desenvolvimento das exigências sociais humanas, embora tenha sempre havido influências recíprocas.
Adaptado de ELIAS, Norbert. Sobre el tiempo. México: Fondo de Cultura Económica, 2010, p. 66.
A partir da interpretação de Norbert Elias, é correto afirmar que
o tempo tem uma origem natural, mas seu significado e medição foram transformados pelas exigências sociais humanas.
o tempo social está completamente desconectado da medição dos fenômenos naturais.
o tempo social, marcado pelo avanço material e tecnológico, separa o homem de suas exigências naturais.
o tempo é socialmente construído, sendo moldado por medições humanas que, ao longo do tempo, se tornaram mais precisas.
o tempo é determinado pelos ciclos na natureza, que, de forma autônoma, influenciam os processos sociais e a organização da vida humana.
Em sua obra O Processo Civilizador, Norbert Elias descreve os processos simultaneamente micro e macrossociais que possibilitaram a configuração social do Estado Moderno. Trata-se dos processos:
Sociogênese e psicogênese.
Autocontrole, valoração da previsibilidade, contenção da violência, moderação e administração da vida pessoal e coletiva.
Habitus nacional, desenvolvimento da língua nacional, unidade social e cultural a partir do papel da sociedade de corte.
Nexos de interdependência, estruturação micro e macrossocial, relações de poder dinamizadas e estabilizadas.
'Autocontenção, controle social, divisão e equilíbrio entre os poderes republicanos, institucionalização do controle e valoração das figurações sociais modernas.
A noção de figuração ou configuração foi elaborada por Norbert Elias para circunscrever metodologicamente uma rede de sociabilidade e interdependências que funciona como ferramenta para analisar a dinâmica da distribuição desigual de prestígio e poder.
Certo
Errado
Do século XVI em diante, pelo menos nas classes mais altas, o garfo passou a ser usado como utensílio para comer, chegando através da Itália primeiramente à França e, em seguida, à Inglaterra e à Alemanha, depois de ter servido, durante algum tempo, apenas para retirar alimentos sólidos da travessa. Henrique III introduziu-o na França, trazendo-o provavelmente de Veneza. Seus cortesãos não foram pouco ridicularizados por essa maneira “afetada” de comer e, no princípio, não eram muito hábeis no uso do utensílio: pelo menos se dizia que metade da comida caía do garfo no caminho do prato à boca. Em data tão recente como o século XVII, o garfo era ainda basicamente artigo de luxo, geralmente feito de prata ou ouro.
ELIAS, N. O processo civilizador: uma história dos costumes. Rio de Janeiro: Zahar, 1994.
O processo social relatado indica a formação de uma etiqueta que tem como princípio a
distinção das classes sociais.
valorização de hábitos de higiene.
exaltação da cultura mediterrânea.
consagração de tradições medievais.
disseminação de produtos manufaturados.


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Norbert Elias, assim como Pierre Bourdieu, está associado a uma abordagem sociológica que se opõe à interpretação puramente objetiva ou subjetiva da realidade social.
Certo
Errado
Na medida em que chega a se interessar por problemas históricos, [a sociologia] aceita sem reservas a linha divisória traçada pelo historiador entre a estrutura aparentemente imutável do homem e suas diferentes manifestações sob a forma de artes, ideias, ou o que quer que seja. Permanece sem reconhecimento o fato de que uma psicologia social histórica, um estudo simultaneamente psicogenético e sociogenético, é necessária para traçar as conexões entre todas essas diferentes manifestações dos seres humanos.
-
ELIAS, Norbert. O processo civilizador: Formação do Estado e Civilização. v. 2. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 1993, p. 234.
-
No que se refere ao conceito de sociogênese na teoria de Norbert Elias, assinale a alternativa correta.
Diz respeito às transformações sociais mais amplas no interior de uma determinada sociedade que, historicamente, se refletem nas estruturas psicológicas dos indivíduos, de maneira a influenciá-las e modificá-las.
É a modificação das estruturas psicológicas de determinados grupos sociais.
É um sistema de disposições sociais duráveis e transponíveis, capaz de orientar os sistemas de percepção e apreciação nos indivíduos sociais.
O conceito pode ser definido a partir do seu grau de racionalidade. Assim a sociogênese seria o resultado da ação social racional com relação a valores, sentimentos e emoções.
Coercitividade, generalidade e exterioridade são as principais características da sociogênese.
Segundo Norbert Elias, na obra A sociedade dos indivíduos (Rio de Janeiro, Ed. Jorge Zahar, 1994), há uma perspectiva reticular que evidencia uma clara indicação de que há uma mútua determinação entre os indivíduos que estão em relação interdependente
No contexto da teoria eliasiana, assinale a alternativa que explica a ligação entre os indivíduos.
A busca pela ocupação de espaços de distinção social levam os indivíduos a acumular capitais sociais, levando-os às relações de cooperação recíproca.
Os indivíduos ligam-se uns aos outros por suas necessidades biológicas de subsistência.
As motivações que levam os indivíduos a produzirem cadeias de interdependências são as necessidades biológicas, como a dependência de cuidadores, e as necessidades recíprocas socialmente geradas, como as relações de trabalho.
Os indivíduos ligam-se uns aos outros exclusivamente por suas necessidades culturalmente produzidas, distinguindo-se dos demais seres vivos, cuja ligação explica-se por necessidades biológicas.
As relações entre os indivíduos explicam-se por suas necessidades identitárias, as quais só são supridas coletivamente.
Ao estudar uma comunidade, vemo-nos diante de uma grande variedade de problemas. A questão é saber se todos são igualmente centrais para compreendermos o que confere a um grupo de pessoas um caráter especifico: o caráter de uma comunidade. É perfeitamente possível decompor os problemas de uma comunidade em várias categorias e examiná-los um a um. Podemos distinguir os aspectos econômicos, históricos, políticos, religiosos, administrativos e outros de uma comunidade, estudar cada um deles separadamente e, na conclusão, indicar da melhor maneira possível como eles se interligam. Mas também é possível inverter essa abordagem e indagar o que vincula os dados econômicos, históricos, políticos e de outra natureza como aspectos de uma comunidade. Quais são, em outras palavras, os aspectos comunitários específicos de uma comunidade? (ELIAS, Norbert & SCOTSON, John L. 2000. Os Estabelecidos e os Outsiders: Sociologia das Relações de Poder a partir de uma Pequena Comunidade. Rio de Janeiro: Jorge Zahar,2000, p. 165)
As palavras de Norbert Elias nos conduzem a algumas reflexões acerca de uma categoria cara à Sociologia: Comunidade. São inúmeras as abordagens sociológicas que se debruçam sobre a referida categoria. Diante disso, acerca do debate sobre “Comunidade”, dentro das diversas tradições sociológicas, é CORRETO afirmar:
Em Zygmunt Bauman, encontramos o que será denominado de comunidades de guarda-casacos [cloakroom communities], alusivas ao fato de como as comunidades contemporâneas são constituídas sem laços de longo prazo. Tais comunidades tendem a ser voláteis, passageiras, ou seja, metáforas para identidades que seriam vestidas para uma ocasião.
Em Georg Simmel, as características da comunidade, pode-se dizer, são baseadas no ânimo e nas relações pautadas pelo sentimento. Tais características estão predominantemente presentes na atitude espiritual [geistig] dos habitantes da grande cidade.
Em Max Weber, uma relação social denomina-se relação comunitária na medida em que a atitude, na ação social, repousa no sentimento subjetivo dos participantes de pertencer, racional ou tradicionalmente, ao mesmo grupo.
Em Émile Durkheim, o debate acerca da comunidade surge associado à discussão da divisão do trabalho social e dos tipos de solidariedade provenientes dela. Quanto menos especializada a divisão do trabalho, mais evidente os “elementos comunitários” (tendência de semelhança entre os membros, coesão menor, grupos maiores, etc) em uma determinada organização social.
Em Ferdinand Tönnies, a comunidade [Gemeinschaft] consiste num grupo humano que vive e habita lado a lado, que não é demarcado espacialmente, e cujos componentes não estão ligados organicamente, mas organicamente separados.
“Distingue-se de muitos outros conceitos teóricos da sociologia por incluir expressamente os seres humanos em sua formação. Contrasta, portanto, decididamente com um tipo amplamente dominante de formação de conceitos que se desenvolve sobretudo na investigação de objetos sem vida, portanto no campo da física e da filosofia para ela orientada [...] O modo de vida conjunta em grupos grandes e pequenos é, de certa maneira, singular e sempre co-determinado pela transmissão de conhecimento de uma geração a outra [...] É condição indispensável do desenvolvimento rumo à humanidade. Socialização e individualização de um ser humano são, portanto, nomes diferentes para o mesmo processo. Cada ser humano assemelha-se aos outros e é, ao mesmo tempo, diferente de todos os outros”
O trecho acima é de um importante autor do pensamento sociológico, e traz uma reflexão em torno de uma relevante categoria para o campo da sociologia. Diante disso, marque a alternativa que melhor identifica o autor e a categoria respectivamente:
Norbert Elias e a categoria figuração.
Bruno Latour e a categoria associação.
Max Weber e a categoria organização.
Pierre Bourdieu e a categoria habitus.
Georg Simmel e a categoria sociação.


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O sociólogo alemão Norbert Elias divide a ciência em três grandes sistemas a partir do seu escopo, havendo a ciência física, a biológica e a social. Qualquer empreendimento científico deve ser capaz de prover previsões; contudo, a previsibilidade dos fenômenos nesses três sistemas varia de acordo com sua complexidade. O mundo social, por ser um sistema mais complexo, seria menos previsível que o físico, enquanto o biológico ocuparia uma posição intermediária entre os dois.
Certo
Errado
Dois autores contemporâneos analisaram a relação entre indivíduo e sociedade procurando integrar esses dois polos: o sociólogo alemão Norbert Elias e o francês Pierre Bourdieu. Ambos construíram importantes conceitos sociológicos. A esse respeito, numere a COLUNA II de acordo com a COLUNA I, fazendo a relação entre elas:
COLUNA I
1. Pierre Bourdieu
2. Norbert Elias
COLUNA II
( ) Esse autor criou o conceito de configuração (ou figuração), como uma ideia que nos ajuda a pensar nessa relação de forma dinâmica, como acontece na realidade. Esse conceito pode ser aplicado a pequenos grupos ou a sociedades inteiras, constituídas de pessoas que se relacionam. Esse conceito chama a atenção para a interdependência entre as pessoas.
( ) Para esse autor, o desenvolvimento do conceito de habitus, favorece a ligação teórico entre a sociedade e o indivíduo. Nesse sentido, habitus se apresenta como social e individual ao mesmo tempo, e refere-se tanto a um grupo quanto a uma classe e, obrigatoriamente, também ao indivíduo.
( ) Essas são algumas das obras desse autor: “A distinção”; “O poder simbólico”; “O desencantamento do mundo”; “Coisas ditas”; “A dominação masculina” e “Economia das trocas simbólicas”.
( ) Essas são algumas das obras desse autor: “O processo civilizatório”; “A sociedade de corte”; “A solidão dos moribundos”; “Introdução à sociologia”; “Teoria simbólica”; “Mozart, sociologia de um gênio” e “Os estabelecidos e os outsiders”.
Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta de cima para baixo.
2, 1, 1, 2
2, 2, 1, 1
1, 2, 1, 2
1, 1, 2, 2
Considerando-se a noção de fato social de Durkheim, é possível afirmar que o autor separa de forma nítida o indivíduo da sociedade. A teoria sociológica contemporânea, por sua vez, buscou pensar a relação entre indivíduo e sociedade de modo mais integrado. Considerando as formulações de Nobert Elias, assinale a opção correta.
Elias criou o conceito de estrutura para articular as ações individuais com a totalidade da sociedade.
Elias substituiu o conceito de classe social, proposto por Marx, pelo conceito de configuração, na tentativa de levar em conta a meritocracia na trajetória individual.
Elias criou o conceito de configuração para pensar a teia de interdependências à qual os indivíduos estão vinculados em suas ações cotidianas.
Elias substituiu a ideia de sociedade pela noção de configuração com o objetivo de generalizar as regras sociais de uma sociedade para outras.
Elias criou o conceito de configuração em uma analogia às teorias contemporâneas da informação para se contrapor ao biologismo das teorias clássicas.
A sociologia surgiu no século XIX com o objetivo de explicar as transformações culturais, sociais e políticas advindas da modernidade. Sobre as discussões sociológicas a respeito desse tema, assinale a alternativa correta.
Para a sociologia, é na modernidade que o pensamento racional e científico garantiu o progresso e a estabilidade da humanidade. Os mecanismos de controle social foram abolidos juntamente com o poder hegemônico exercido pela família patriarcal, pela igreja e pela aristocracia.
Zygmund Bauman afirma que a transição da modernidade sólida para modernidade líquida não afetou as identidades individuais, pois as instituições formadoras de identidade, como a família, o trabalho e a religião, continuam a atuar na sociedade.
Para o sociólogo Anthony Giddens, a modernidade trouxe a radicalização e a impossibilidade de coexistência entre novos valores e velhos hábitos. Por exemplo, para algumas pessoas, a influência cristã que condena o sexo antes do matrimônio deve ser coerente com a negação do comportamento sexual entre pessoas do mesmo sexo.
Nobert Elias, em O processo civilizador, afirma que, historicamente, os seres humanos inseriram práticas de “boas maneiras” nas relações sociais. Essa característica do processo civilizador é resultado das ações de mecanismos sociais que permitem a harmonia entre os interesses individuais e os objetivos coletivos da sociedade.
Em suas análises sobre as sociedades modernas, Michel Foucault demonstra como o sistema prisional e outras instituições sociais criaram, no indivíduo moderno, uma autopercepção voltada para o pudor e a vergonha, sendo essa uma contraposição direta ao panoptismo.
Norbert Elias (1994), no segundo volume da sua obra o “Processo Civilizador”, busca entender como são formadas as estruturas que hoje conhecemos por “Estado”. Segundo ele:
“Não fui orientado nesse estudo pela ideia de que nosso modo civilizado de comportamento é o mais avançado de todos os humanamente possíveis, nem pela opinião de que a ‘civilização’ é a pior forma de vida e que está condenada ao desaparecimento. Tudo o que se pode dizer é que, com a civilização gradual, surge certo número de dificuldades especificamente civilizacionais” (ELIAS, 1994, p. 18)
Sobre o “Processo Civilizador”, abordado por Elias, é possível afirmar:
Elias pensava o processo de civilização como se as noções de “evolução” ou “desenvolvimento” implicassem num progresso automático.
Segundo Elias devemos levar em consideração que as estruturas de personalidade e as estruturas sociais são fixas, portanto com graus de evolução distintos.
Elias é enfático ao propor que não pretende apresentar o “modo” ocidental de viver como o mais avançado.
Para Elias, o processo civilizador constitui uma mudança abrupta na conduta e nos sentimentos humanos rumo a uma direção muito específica.
Para o Elias, tanto na contemporaneidade, quanto antes, são apenas as metas, as pressões econômicas e os motivos políticos, que constituem as principais forças motrizes das mudanças.


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A obra “Os Estabelecidos e os Outsiders” é resultado de uma pesquisa realizada, na década de 1950, por Norbert Elias e John Scotson em pequena comunidade inglesa, ficticiamente, denominada de Winston Parva.
Sobre o livro “Os Estabelecidos e os Outsiders” é possível afirmar que:
o desequilíbrio de poder entre os dois grupos sociais de Winston Parva é mensurado pela incapacidade de os grupos “estabelecido” retaliarem o grupo dos “outsiders”.
busca demonstrar como a segregação social presente nessa pequena comunidade pode ajudar entender relações de exclusão em outras sociedades.
demostra como um grupo só pode estigmatizar outro com eficácia quando está na posição de recém-chegado, isto se dá pelo fato de grupo não estar “contaminado” com os valores locais.
demostra como o estigma social imposto pelos “outsiders” aos “estabelecidos” pode penetrar na sua autoimagem.
constata que o tempo de permanência (ou tempo de instalação) de um grupo, ou família na comunidade de Winston Parva não influi nas relações e no sentimento de superioridade.
De acordo com Norbert Elias (1994), o processo de transição de um modo de pensar mais autônomo, ao menos no tocante aos eventos naturais, esteve intimamente ligado ao avanço mais generalizado da individualização nos séculos XV, XVI e XVII.
Sobre o conceito de processo de individualização, julgue os itens abaixo.
I) A individualização é um processo contínuo e não planejado, construído nos avanços e recuos do processo civilizador individual, no qual todos os indivíduos, como fruto de um processo civilizador social em construção a longo tempo, são automaticamente ingressos desde a mais tenra infância, em maior ou menor grau e sucesso.
II) O processo de individualização se diferencia do processo de civilização, visto que este último faz parte de uma crescente interação com as atividades sociais, sem qualquer relação com as atividades psíquicas dos indivíduos no interior das configurações.
III) O conceito de individualização está intimamente ligado com o de autocontrole, que é o processo que vai da exteriorização à interiorização. O indivíduo interioriza os sentimentos, paixões, emoções, controles e representações produzidas nas relações sociais e em suas atividades mentais, e depois ele exterioriza suas representações através de comportamentos, hábitos e relações de poder.
IV) A ideia de individualização torna-se mais visível ao passo que a história humana avança, demonstrando que a humanidade, o indivíduo e a sociedade são processos sem início e fim à vista. Nessa história, torna-se perceptível a transferência cada vez maior de funções relativas à proteção e ao controle do indivíduo, previamente exercidas por pequenos grupos tradicionais e consanguíneos (tribo, feudo, igreja etc.), para os grupos densamente habitados, como podemos perceber na configuração dos Estados modernos altamente complexos e urbanizados.
V) Na individualização existe um indivíduo biológico e individuado socialmente, que busca ser controlador das forças naturais. Desde os primeiros dias da humanidade até o século XXI, não foram somente as estruturas sociais e as condições materiais de existência que mudaram. O biológico parece mais ‘sólido’ e ‘resistente’, as forças naturais não-humanas parecem ser cada vez mais ‘controladas’ e ‘previstas’, enquanto o social parece mais ‘controlador’, ‘mutável’ e ‘vulnerável’ às mudanças ao longo da história humana.
Assinale a alternativa que apresenta apenas sentenças CORRETAS.
I, III, IV e V
I, II, III e IV
III, IV e V
I, IV e V
I, II, IV e V
Com base no texto abaixo, analise as afirmativas a seguir:
“A partir do estudo do processo civilizador, evidenciou-se com bastante clareza a que ponto a modelagem geral e, portanto, a formação individual de cada pessoa, depende da evolução histórica do padrão social, da estrutura das relações humanas. Os avanços da individualização, como na Renascença, por exemplo, não foram consequências de uma súbita mutação em pessoas isoladas, ou de concepção fortuita de um número especialmente elevado de pessoas talentosas; foram eventos sociais, consequência de uma desarticulação de velhos grupos ou de uma mudança na posição social do artista-artesão, por exemplo. Em suma, foram consequências de uma reestruturação específica das relações humanas.”
(ELIAS, Norbert. A sociedade dos indivíduos, 1994)
I- Relações, por exemplo, entre pai, mãe, filho e irmãos numa família, por variáveis que sejam em seus detalhes, são determinadas, em sua estrutura básica, pela estrutura da sociedade em que a criança nasce e que existia antes dela.
II- As peculiaridades constitucionais com que um ser humano vem ao mundo têm uma importância muito diferente para as relações do indivíduo nas diferentes sociedades, bem como nas diferentes épocas históricas de uma mesma sociedade.
III- Constituições naturais similares em bebês recém-nascidos levam a um desenvolvimento muito diferenciado da consciência e dos instintos, dependendo da estrutura preexistente de relações em que eles cresçam.
IV- A individualidade que o ser humano acaba por desenvolver não depende apenas de sua constituição natural, mas de todo o processo de individualização. Sem dúvida, a constituição característica da pessoa tem uma influência inerradicável em todo o seu destino.
V- A imagem mais nitidamente delineada do adulto, a individualidade que aos poucos emerge da forma menos diferenciada da criança pequena, em sua interação com seu destino, é também específica de cada sociedade.
Estão corretas as afirmativas
I e III.
I e IV.
II e III.
II e IV.
I, II, III, IV e V.
Segundo Norbert Elias, comer com talheres, não devolver às travessas comuns a comida já mastigada e não usar as mãos para limpar o nariz ao longo das refeições são atitudes compreensíveis à luz do que se sabe a respeito da psicologia humana genericamente entendida.
Certo
Errado

Em O Processo Civilizador, Norbert Elias analisa a história dos costumes, buscando compreender o curso das transformações gerais da sociedade ocidental que, na longa duração, contribuíram para um processo civilizatório. A esse respeito, com base no fragmento acima, assinale V para a afirmativa verdadeira e F para a falsa.
( ) O autor examina a dinâmica civilizadora, entendida como as reações dos indivíduos às condições materiais de vida.
( ) O autor estuda os processos de naturalização de hábitos e costumes, como os processos de controle das emoções individuais.
( ) O autor identifica representações sociais e hábitos analisando o processo cognitivo pelo qual lhe são atribuídos significados.
As afirmativas são, respectivamente,


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