

Seu próximo nível começa aqui
Com a Assinatura Ilimitada, você tem tudo que precisa para sua aprovação.
Com a Assinatura Ilimitada, você combina prática, teoria e método em uma única assinatura com tudo que você precisa para sua aprovação.
As transformações societárias operadas na década de 1970 produziram novos traços ao desenvolvimento do capitalismo contemporâneo, sobretudo pelos impactos causados nos circuitos produtivos e nos processos de trabalho. Esse contexto se desdobrou em um projeto de restauração do capital baseado em:
desregulamentação das relações comerciais e dos circuitos financeiros;
ampliação das proteções comercial-alfandegárias dos Estados mais débeis;
restauração das contratações de trabalhadores por tempo indeterminado;
regulamentação, via estatal, das relações comerciais via processo de nacionalização.
Sobre sociedade, analise os itens abaixo:
I. A definição mais geral de sociedade pode ser resumida como um sistema de interações humanas culturalmente padronizadas. Assim, e sem contradição com a definição anterior, sociedade é um sistema de símbolos, valores e normas, como também é um sistema de posições e papéis.
II. Uma sociedade é uma rede de relacionamentos sociais, podendo ser ainda um sistema institucional, por exemplo, sociedade anônima, sociedade civil, sociedade artística etc. A origem da palavra sociedade vem do latim societas, que significa associação amistosa com outros.
III. O termo sociedade é comumente usado para o coletivo de cidadãos de um país, governados por instituições nacionais que aspiram ao bem-estar dessa coletividade. Todavia, a sociedade não é um mero conjunto de indivíduos vivendo juntos em um determinado lugar, é também a existência de uma organização social, de instituições e leis que regem a vida dos indivíduos e suas relações mútuas
IV. Para Karl Marx, o homem é coagido a seguir determinadas regras em cada sociedade, o qual chamou de fatos sociais, que são regras exteriores e anteriores ao indivíduo e que controlam sua ação perante aos outros membros da sociedade. Fato social é a coerção do indivíduo, constrangido a seguir normas sociais que lhe são impostas desde seu nascimento e que não tem poder para modificar.
Apenas o item I está incorreto.
Apenas o item II está incorreto.
Apenas o item III está incorreto.
Apenas o item IV está incorreto.
Considerando-se as diferentes formas de gestão da mão de obra, é correto afirmar-se que
o Taylorismo permitiu que os trabalhadores participassem ativamente das decisões acerca da produção e fossem recompensados pelas suas contribuições.
no Fordismo, destaca-se a aplicação do sistema Just in Time, ou seja, produzir somente o necessário, no tempo necessário e na quantidade necessária.
no sistema de produção flexível havia uma separação entre o planejamento (gerência) e a execução do trabalho (trabalhador), impedindo que os trabalhadores tivessem autonomia sobre o desempenho de suas atividades.
o Fordismo introduziu a produção em massa na fabricação de carros e possibilitou o barateamento do produto.
De acordo com Codo e seus colaboradores (1993), é uma característica do capitalismo, que se concretiza em uma divisão de papéis entre o homem e a mulher, na qual o homem aparece como portador da “razão capitalista”, isto é, o fetiche da mercadoria, e a mulher como representante da afetividade do casal.
Estabelecimento das relações de gênero.
Mercado de trabalho.
Ruptura entre trabalho e afetividade.
Ruptura entre sexualidade e maternidade.
Leia as afirmativas a seguir, identificando-as com V ou F, conforme sejam verdadeiras ou falsas.
( ) No feudalismo, a família, lócus de reprodução, era também uma unidade produtiva.
( ) No capitalismo, a grande indústria vem tornar autônomas as duas estruturas: a família e o trabalho passam a ter como único ponto tangencial o salário, circunscrevendo o exercício da hominidade à reprodução e desumanizando o trabalho.
( ) A busca da felicidade, ao produzir o mundo com as próprias mãos, em Freud, não aparece como uma patologia.
A sequência CORRETA, de cima para baixo, é:
F, V, V.
V, V, F.
V, F, F.
V, F, V.
Mobilidade social é um campo de estudo da Sociologia utilizado para a compreensão das formas pelas quais os grupos de indivíduos se diferenciam entre si em função da dinâmica social, isto é, a partir de mudanças na condição social e econômica de uma dada população. Em relação ao conceito de mobilidade social, identifique com V ou F as proposições a seguir, conforme sejam verdadeiras ou falsas:
( ) O conceito de mobilidade social pretende explicar as vias e as possibilidades de troca, ascen-são e rebaixamento que são colocadas aos indivíduos pelo meio social em que estabelecem suas relações.
( ) Na sociedade capitalista, a questão da mobilidade social é tida como inexistente, uma vez que, devido à estrutura de classes, a posição social dos indivíduos jamais se altera ao longo de suas existências.
( ) A mobilidade social foi amplamente observada nas sociedades feudais, onde clérigos, nobres, servos e vassalos dispunham de variadas posições sociais ao longo de suas vidas, concor-rendo entre si e disputando posições nas camadas de maior status e poder.
( ) Na era moderna, a disseminação dos valores liberais transformou a mobilidade social em uma meta política para as nações guiadas por princípios democráticos.
( ) Não se pode restringir a concepção de mobilidade social somente às variações das condições materiais dos indivíduos, pois, em algumas sociedades, a posição social de seus membros pode estar atrelada à família ou a algum papel político ou religioso desempenhado.
A sequência CORRETA, de cima para baixo, é:
Leia o seguinte trecho sobre organização e estruturação social: “Mas a sociedade, cuja vida se realiza num fluxo incessante, significa sempre que os indivíduos estão ligados uns aos outros pela influência mútua que exercem entre si e pela determinação recíproca que exercem uns sobre os outros. A sociedade é também algo funcional, algo que os indivíduos fazem e sofrem ao mesmo tempo, e que, de acordo com esse caráter fundamental, não se deveria falar de sociedade, mas de sociação”.
SIMMEL, Georg. Questões fundamentais de Sociologia. Rio de Janeiro: Zahar Editores, 2006. Considerando as reflexões de Georg Simmel sobre a organização e estruturação social, avalie as seguintes afirmações:
I. A sociedade é produto das interações sociais dos indivíduos ao estabelecerem relações de interdependência mútua e, com isto, criam formas de sociação nas quais residem os conteúdos da vida social.
II. Unidade da sociedade é um estágio de interações sociais concebidas em seu devir harmonioso no qual as relações de conflito são mitigadas e deslocadas à condição de interesses consensuais sem os quais a sociação não se configura.
III. Sociedade constitui um círculo de indivíduos que estão, de uma maneira determinada, vinculados uns aos outros por efeito das relações mútuas, e que por isso podem ser caracterizados como uma unidade.
É correto o que se afirma em
“Não há dúvida de que cada ser humano é criado por outros que existiam antes dele; sem dúvida, ele cresce e vive como parte de uma associação de pessoas, de um todo social – seja este qual for. Mas isso não significa nem que o indivíduo seja menos importante do que a sociedade, nem que ele seja um “meio” e a sociedade, o “fim”. A relação entre a parte e o todo é uma certa forma de relacionamento, nada mais, e como tal, sem dúvida, já é bastante problemática. Em certas condições, pode ser vinculada à relação entre os meios e o fim, mas não lhe é idêntica; inúmeras vezes, uma forma de relação não tem a mínima ligação com a outra”.
ELAIS, Norbert. A sociedade dos indivíduos. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editores, 1994.
Com base no pensamento de Norbert Elias, avalie as afirmações a seguir.
I. A sociedade é como uma rede de funções que as pessoas desempenham umas em relação às outras.
II. A maneira como indivíduos se comportam envolve as suas relações passadas ou presentes com outras pessoas.
III. A história de cada indivíduo não tem relevância para compreensão sociológica do que é a sociedade.
É correto o que se afirma em
Marque a afirmativa incorreta.
O racionalismo ilustrado reforçava a centralidade da educação e da racionalidade, como condição do homem histórico e político.
A classe burguesa não se apoiava na concepção política que mantivesse a ilustração dos homens, enquanto instrumento de transformação de uma consciência que poderia modificar o mundo ou construir uma nova ordem.
A classe burguesa ignorava a conexão entre os planos social, político e econômico para equacionálos devidamente a seu favor e construir a ordem capitalista.
O projeto burguês passa pela transformação da propriedade, pela libertação das forças produtivas e pelo estabelecimento de formas de organização social e política capazes de banir qualquer entrave ao processo econômico.
As características da faixa etária das crianças atendidas, bem como as necessidades atuais de construção de uma sociedade mais democrática e pluralista apontam para a importância de uma atenção especial com a relação entre as instituições e as famílias. Nesse sentido, constata-se em muitas instituições que essas relações têm sido conflituosas. Para dirimir os conflitos, as instituições devem:
no caso das famílias de baixa renda, suprir as carências de toda ordem e, no caso das famílias de maior poder aquisitivo, fortalecer a pouca incidência da relação afetiva estabelecida entre os pais e as crianças.
promover eventos comemorativos ou alusivos à família, como festa do dia dos pais ou das mães, como forma de trazer a família para a escola e aproximar as relações entre escola e família.
valorizar e conhecer as características étnicas e culturais dos grupos sociais que compõem a sociedade, evitando relações sociais discriminatórias e excludentes na relação entre as instituições de Educação Infantil e as famílias.
implantar programas que visam a instruir as famílias, especialmente as mães, sobre como educar e criar seus filhos dentro de um padrão preestabelecido e considerado adequado.
Das alternativas abaixo, assinale aquela que NÂO corresponde a características e contextos inerentes às configurações do capitalismo contemporâneo:
Globalização econômica e competição de países pela divisão internacional do trabalho especializado.
Neoliberalismo como doutrina político-econômica que procura diminuir a intervenção do Estado nas relações econômicas entre os atores sociais.
Produção enxuta, por demanda e flexível.
Desenvolvimento do sistema fabril com contratação massiva de trabalhadores para desenvolver atividades específicas e repetitivas em linhas de produção de mercadorias.
Precarização das relações contratuais através de contratos de trabalho temporário e de terceirizações.
Leia o texto abaixo.
À medida que, numa formação social, uma forma determinada da divisão social se estabiliza, se fixa e se repete, cada indivíduo passa a ter uma atividade determinada e exclusiva, que lhe é atribuída pelo conjunto das relações sociais, pelo estágio das forças produtivas e pela forma da propriedade.
CHAUÍ, Marilena. Filosofia. Ática: São Paulo, 2000
De acordo com o texto, o quadro ideológico configura-se como um fenômeno histórico-social decorrente do (a)
reação aos símbolos vigentes.
modo de produção econômico.
reativação da linguagem científica.
descrição cultural dos fatos sociais.
complexificação das relações sociais.
Um dos grandes desafios atuais tem sido o de lidar com as consequências sociais impostas pela lógica do capitalismo contemporâneo, principalmente no que se refere às mudanças no mundo do trabalho. Nessas condições, o emprego torna-se:
um problema individual que depende da capacidade e das habilidades do trabalhador para a inserção em um mercado cada vez mais restrito.
uma mercadoria cara em face do desemprego estrutural e da flexibilização impondo o incremento dos direitos sociais.
um bem escasso dada a redução dos postos de trabalho em função do avanço tecnológico e da concentração da produção.
um valor em si porque se verifica um maior controle gerencial da produção conjugado ao enxugamento das empresas.
uma questão estratégica essencial para o controle das incertezas dos ciclos econômicos.
O modelo de regulação fordista-keynesiano que vigorou nos países capitalistas avançados, notadamente na Europa ocidental entre o pós-segunda guerra e meados da década de 1970, tinha como um de seus pilares:
a superação da guerra fria e dos conflitos ocidente/oriente.
produção de massa conjugada à expansão do consumo.
poder do capital financeiro em função da revolução digital nascente.
declínio dos arranjos neocorporativos como mediação entre as classes sociais.
a combinação entre acumulação e equidade como produto da instabilidade política.
Enquanto ser social, o sujeito age e pensa de acordo com um referencial cultural no qual encontra-se imerso. Na sociedade capitalista, os valores éticos e estéticos tendem a ser expressos:
Apenas pelos detentores do capital.
Enquanto um reflexo do coletivo.
Como valores de posse e consumo
Livremente dado o caráter liberal.
A mobilidade espacial está diretamente vinculada ao desenvolvimento socioeconômico, que, por sua vez, influencia o modo como a população vivencia a rede urbana.
A comunidade, de acordo com a teoria clássica,
constitui-se de símbolo do definhamento do contrato social, podendo representar a redescoberta da boa sociedade.
fundamenta-se no homem visto como uma unidade, não se reconhecendo o papel por ele desempenhado na ordem social.
é a união baseada na conveniência ou em elementos da racionalidade, geralmente ligados à tradição local.
corresponde às formas de relacionamento caracterizadas por um grau elevado de intimidade pessoal, profundeza emocional, engajamento moral, coerção social e continuidade no tempo.
consiste em elemento denotativo da legitimidade local, não podendo ser definida em termos globais.
A charge a seguir populariza um tema caro ao debate sociológico: o dilema da modernidade e do atraso na sociedade brasileira.

(Fonte:http://www.nanihumor.com/2010/05/atraso‐na‐preparacao‐da‐copa‐2014.html)
Assinale a alternativa que identifica corretamente a interpretação teórica da brasilidade ilustrada na charge.
A charge mescla a alegoria do brasileiro como “herói sem nenhum caráter”, de Mário de Andrade, à crítica de Monteiro Lobato, em Urupês (1918),ao atraso e à indigência do caboclo brasileiro.
A charge se refere ao jeitinho e à cordialidade do homem brasileiro, concebidos por Sergio Buarque de Holanda em Raízes do Brasil (1936).
A charge ilustra a convivência social e racial, fruto da mestiçagem, elemento constitutivo da formação da sociedade brasileira para Gilberto Freyre, em Casa Grande & Senzala(1933).
A charge divulga a teoria de Raymundo Faoro, em Os Donosdo Poder (1958), obra que descreve a formação do patronato político brasileiro e retrata uma sociedade na qual o poder público é exercido como se fosse privado.
A charge mostra a interpretação de Roberto da Matta, em Carnavais, malandros e heróis (1981), sobre a dualidade do brasileiro, entre a “casa”, espaço do compadrio, e a “rua’’,espaço das leis impessoais.
“A tendência de a maioria da população aceitar e aderir ao impulso da sociedade industrial não a torna “menos irracional”. Isso se manifesta quando o interesse “imediato” supera o “interesse real” e a pessoa já não sente a “necessidade de modificar seu estilo de vida, de negar o positivo, de recusar”. O que caracteriza a sociedade industrial avançada é essencialmente o fato de esta criar certas necessidades, expandir a entrega de mercadorias e usar a conquista científica sobre a natureza “para conquistar o homem cientificamente”.” (MARCUSE, Herbert. A ideologia da sociedade industrial: o homem unidimensional. Rio de Janeiro: Zahar, 1982, p. 17).
A passagem acima, acrescida da leitura e compreensão do texto do autor, permite afirmar:
Na sociedade industrial, o universo tecnológico é incompatível com o universo político.
O ambiente tecnológico aprofunda a distância entre “cultura, política e economia”.
No plano teórico, é impossível fazer com que o aparato produtivo da sociedade seja voltado apenas para a satisfação “de necessidades vitais”.
O totalitarismo é incompatível com um sistema econômico “de produção e distribuição”, que funciona à base do pluralismo de ideias, partidos políticos, liberdade de imprensa.
O progresso técnico testemunha a “falta de liberdade confortável”.