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"Com o intuito de abarcar o neoextrativismo contemporâneo, proponho uma leitura em dois níveis: uma mais geral, que o define como 'janela privilegiada' para dar conta das dimensões da crise atual; e outra mais específica, que entende o neoextrativismo como um modelo sociopolítico e territorial, passível de ser analisado em escala nacional, regional ou local. O neoextrativismo como o compreendo, nas versões forjadas nos últimos quinze anos da América Latina, longe de ser uma categoria plana, constitui um conceito complexo, uma janela privilegiada para ler em suas complexidades e em seus diferentes níveis as múltiplas crises que atingem as sociedades contemporâneas. [...] o neoextrativismo se encontra no centro da acumulação contemporânea. De fato, como vários autores apontaram, o aumento do metabolismo social do capital no marco do capitalismo avançado exige, para sua manutenção, quantidades cada vez maiores de matérias-primas e energias, o que se traduz em uma pressão ainda maior sobre os bens naturais e os territórios" (Svampa, 2019, p. 28).
A socióloga argentina Maristella Svampa (2019) propõe que os conceitos de "consenso das commodities" e "neoextrativismo contemporâneo" servem como articuladores para interpretação dos modelos socioeconômicos e geopolíticos das sociedades contemporâneas. Qual das alternativas apresentadas abaixo melhor reflete a análise da autora sobre a situação da América Latina frente às novas configurações socioeconômicas, socioambientais e geopolíticas?
SVAMPA, Maristella. As fronteiras do neoextrativismo na América Latina: conflitos socioambientais, giro ecoterritorial e novas dependéncias. São Paulo: Elefante, 2019.
O tensionamento produzido pelo extrativismo, sobretudo na América Latina e África, organiza-se a partir da baixa latência e organização do conflito político nesses territórios. Essa debilidade configura-se como uma fratura sociopolítica que permite o avanço das lógicas de exploração contemporânea marcadas por uma nova fase da globalização.
Para as periferias globalizadas, onde se encontra a América Latina, o neoextrativismo opera enquanto processo de reprimarização econômica, dada a sua centralidade enquanto novo modus de acumulação contemporânea, guardando forte relação com um novo processo de transição hegemônica, caracterizada pelo relativo declínio dos EUA e ascensão da China enquanto potência global importadora.
Os conflitos cidade-campo são reificados pela relação centro-periferia na nova organização produtiva global. Esses conflitos, além de ambientais e frequentemente produtores de violência, acontecem também, e não menos determinante, no campo simbólico e cultural.
A emancipação social do campesinato passa por uma reorganização dos fluxos produtivos globais. A globalização, calcada no comércio internacional de commodities, produz um novo tipo de mais valia que privilegia os centros industrialmente avançados em detrimento das classes camponesas da periferia global.
A necessidade cada vez mais avassaladora por matéria-prima e commodities produz um intenso fluxo de uso dos recursos naturais, como uma espécie de metabolismo socioeconômico que ocorre de maneira homogênea em toda a extensão do planeta, sem matizes nacionais e regionais, caracterizando a mundialização dos desafios ambientais contemporâneos.
George Ritzer desenvolveu uma metáfora vívida para expressar sua opinião a respeito das transformações que estão ocorrendo nas sociedades industriais. Ele argumenta que, apesar de algumas tendências voltadas à desburocratização terem, de fato, surgido, o que estamos testemunhando, de modo geral, é a McDonaldização da sociedade.
Anthony Giddens. Sociologia. Porto Alegre: ArtMed, 2007, p. 301 (com adaptações).
Assinale a opção correta em relação ao fenômeno sociológico mencionado no texto precedente.
O sistema mcdonaldizado amplia a responsabilidade humana no processo de produção do serviço, reforça o papel decisório dos trabalhadores e diminui a dependência a protocolos mecanizados.
A organização social descentralizada, com funcionários distribuídos igualitariamente na cadeia de comando das empresas caracteriza a exploração capitalista de modelo flat, isto é, planificada.
Esse fenômeno constitui uma estratégia de adaptação das empresas ao modelo de flexibilização econômica do capitalismo contemporâneo, pois o sistema necessita ajustar-se continuamente à criatividade cultural de cada público atendido.
Os princípios da eficiência, da calculabilidade, da uniformidade e do controle da automação demonstram que a sociedade contemporânea é cada vez mais racionalizada.
O referido fenômeno representa a intensificação da reflexividade institucional, pois permite que, independentemente de contextos locais, nacionais ou transnacionais, consumidores reconstruam a experiência de consumo de modo individualizado.
Ao abordar a relação centro-periferia na sociedade moderna globalizada, Edward Shils analisa:
"O centro da sociedade não monopoliza a autoridade na sociedade, e não é de forma alguma o único poder integrador na sociedade. [...] A representação une os numerosos executantes dessas ações autoritárias e as numerosas instituições das quais os executantes são membros e em nome das quais exercem autoridade, em uma imagem de um centro dominante e único da sociedade. Quando o centro possui estas propriedades decorrentes de uma ação presumivelmente eficaz, ele aguça os contornos da autodenominação daqueles que residem na periferia mais próxima, e difunde as imagens de forma mais vaga na periferia mais remota. O exercício do poder, da autoridade legítima e da influência visível, com a intenção de alcançar até os limites da sociedade, tende a estabelecer a identidade em nome do centro e da periferia. Os habitantes da periferia adquirem uma representação mais marcante de si mesmos como membros de sua sociedade quando o centro é proeminente e presumivelmente eficaz. A autodenominação é aparente, resultante do poder do centro. Ao mesmo tempo, a autodenominação permite que a autoridade central seja eficaz, e assim estabelece a base para a eficácia futura do centro" (Shils, 1982, p. 34, tradução livre).
Classifique as asserções abaixo apresentadas como VERDADEIRAS (V) ou FALSAS (F), considerando a análise de Edward Shils sobre a nova ordem social produzida pela relação sociopolítica destacada no trecho:
( ) A nova ordem social produzida pela relação centro-periferia, que pode ou não ser geograficamente intercalada, resulta de uma dominação complexa e não totalitária.
( ) Essa relação centro-periferia, cuja natureza não é meramente burocrática, mas de bases sociais, culturais e políticas, pode ocorrer tanto entre os territórios nacionais quanto no interior deles.
( ) Há uma relação sociopolítica entre os processos de constituição da ordem legítima e a posição e capacidade produtora de legitimação das elites, nos mais diversos campos sociais.
( ) O poder, enquanto um fenômeno de gênese fundamentalmente social e ordenador da ordem social vigente, requer uma articulação entre esferas de legitimação e micropoderes de ordem cultural, econômica e política.
( ) A eficácia do poder do centro sobre a periferia na ordem social globalizada moderna requer invariavelmente a representação autodenominada da periferia na relação centro-periferia.
Assinale a alternativa que apresenta a sequência CORRETA das asserções acima apresentadas:
SHILS, Edward. The constitution of society. Chicago: The University of Chicago Press, 1982.
F, V, V, F, F.
V, V, V, F, V.
F, V, V, V, V.
V, V, V, V, V.
F, V, V, V, F.
A estrutura da sociedade consiste
I nas ações dos agentes, que promovem relações sociais independentes.
II no conjunto de normas, papéis e relações que compõem o arcabouço de uma sociedade.
III em um conceito sociológico abstrato, não atendendo à dimensão praxiológica.
Assinale a opção correta.
Apenas o item I está certo.
Apenas o item II está certo.
Apenas os itens I e III estão certos.
Apenas os itens II e III estão certos.
Todos os itens estão certos.
Para Weber, denomina-se “constituição da comunidade” uma relação social quando e na medida em que a atitude na ação social – no caso particular, ou na média ou no tipo puro – se funda na solidariedade sentida (afetiva ou tradicional) dos participantes. Os casos em que uma relação social quando e na medida em que a atitude na ação social se baseia no ajustamento de interesses por motivos racionais (de carácter axiológico ou teleológico), ou também em uma união de interesses por motivos idênticos, são definidos pelo autor como:
Formação da sociedade.
Agir comunicativo.
Ação tradicional.
Espírito capitalista.
Poder carismático.


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Os Círculos de Construção de Paz são metodologias restaurativas que buscam fortalecer vínculos comunitários e promover a resolução pacífica de conflitos, com base em valores como escuta, respeito e corresponsabilidade. Considerando os princípios dessa abordagem, analise as assertivas:
I. A metodologia do círculo exige hierarquia entre os participantes, de forma que o facilitador tenha poder de decisão final sobre as falas.
II. Os Círculos de Construção de Paz valorizam o diálogo horizontal e oferecem um espaço seguro para a expressão de sentimentos, necessidades e reparações.
Das assertivas, pode-se afirmar que:
I e II estão corretas.
I e II estão incorretas.
Apenas II está correta.
Apenas I está correta.
David Harvey, no livro A condição Pós-moderna, definiu que o ciclo Fordista começou simbolicamente em 1914, quando Henry Ford estabeleceu a jornada de trabalho de 8 horas e o pagamento de 5 dólares. Para além desses elementos que definiram tempo e remuneração, ainda estabeleceu outros paradigmas que planificaram o Fordismo como um modelo ao longo do século XX, quais sejam:
Linha de montagem; produção em massa e padronizada e just-in-time.
Racionalização e divisão do trabalho; linha de montagem e produção em massa e padronizada.
Uberização; racionalização e divisão do trabalho e linha de montagem.
Fim do estoque nas fábricas; just- in-time e flexibilização.
Uso de tecnologia informacional; just-in-time e flexibilização.
A Associação Nacional de Travestis e Transexuais do Brasil (ANTRA) é uma das principais entidades de articulação política e de produção de dados sobre as violências que atingem a população trans no Brasil. Em seus relatórios, utiliza o conceito de necro-trans-política, inspirado na necropolítica, para designar o conjunto de práticas sociais, institucionais e estatais que produzem, naturalizam e legitimam a morte ou a exclusão de pessoas trans, seja por assassinatos, omissão de políticas públicas ou violências estruturais. Com base nesse contexto, assinale a alternativa correta.
A necro-trans-política refere-se prioritariamente aos assassinatos de pessoas trans, não incluindo a restrição de acesso a serviços de saúde, educação e trabalho, que seriam consequências sociais, mas não caracterizam violência estrutural.
O transfeminicídio é uma categoria já plenamente tipificada em lei penal brasileira, com aplicação uniforme em todo o território nacional, o que garante visibilidade e estatísticas oficiais consolidadas sobre os assassinatos de travestis e mulheres trans.
O conceito de necro-trans-política, nos relatórios da ANTRA, tende a privilegiar a análise da identidade de gênero, tratando raça, classe e território como fatores contextuais secundários para a compreensão das mortes de pessoas trans.
A atuação da ANTRA demonstra que a violência contra pessoas trans deve ser compreendida em perspectiva interseccional, considerando a sobreposição de opressões de gênero, raça, classe e território, sendo as principais vítimas jovens negras e empobrecidas em situação de vulnerabilidade social.
A necro-trans-política, embora reconheça a violência estrutural contra pessoas trans, não considera a atuação do Estado como central nesse processo, atribuindo maior peso a práticas culturais e relacionais da sociedade civil.
A juventude, enquanto categoria sociológica, apresenta características específicas que influenciam as dinâmicas sociais. Sobre o papel da juventude, é correto afirmar que:
É definida apenas por critérios biológicos, sem levar em conta contextos culturais.
Está desvinculada dos processos de construção de identidade nas sociedades contemporâneas.
A juventude atua exclusivamente como força de trabalho em sociedades industriais.
Tem sido protagonista em movimentos sociais e na luta por transformações políticas.
A promoção de campanhas de prevenção e enfrentamento de riscos sociais é uma estratégia essencial para garantir a proteção de indivíduos e comunidades em situação de vulnerabilidade. Sobre esse tema, assinale a alternativa correta:
As ações de prevenção devem ser padronizadas para todos os públicos, sem levar em consideração as especificidades culturais, sociais e territoriais da população atendida.
As campanhas de prevenção são eficazes apenas quando envolvem grandes mídias, não sendo necessário desenvolver estratégias comunitárias e de mobilização social.
As campanhas devem ser planejadas exclusivamente pelo poder público, não havendo necessidade de participação da sociedade civil ou de outras instituições.
As campanhas de enfrentamento de riscos sociais devem focar apenas na repressão de comportamentos de risco, sem necessidade de ações educativas ou preventivas.
A efetividade das campanhas de prevenção depende da articulação intersetorial entre diferentes políticas públicas, como assistência social, educação e saúde, para garantir maior alcance e impacto.


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As inter-relações entre diferentes aspectos das sociedades humanas são essenciais para entender sua formação. Sobre essas inter-relações, é correto afirmar que:
O colonialismo europeu resultou em transformações econômicas, culturais e políticas nos territórios ocupados, muitas vezes à custa de populações locais e seus recursos.
A Revolução Científica foi um movimento exclusivamente europeu, sem impacto em outras regiões do mundo.
O Renascimento marcou uma ruptura completa com o passado medieval, ignorando completamente as tradições filosóficas anteriores.
A formação do Mercosul na década de 1990 ocorreu sem nenhuma base histórica de integração regional.
As cidades gregas da Antiguidade se desenvolveram exclusivamente devido à sua localização geográfica privilegiada, sem influências culturais ou políticas.
“É que essa estrutura especial permite que a sociedade cinja melhor o indivíduo, o mantenha mais fortemente preso ao seu meio doméstico e, por conseguinte, às tradições- enfim, contribuindo para limitar o horizonte social, também contribui para mantê-lo concreto e definido”.
DURKHEIM, Émile. Da Divisão do Trabalho Social. São Paulo: Martins Fontes, 1999, p. 305.
Qual alternativa apresenta o termo que melhor contribui para compreendermos o tipo de sociedade destacada no trecho acima?
Solidariedade mecânica.
Solidariedade orgânica.
Consciência coletiva.
Anomia social.
Divisão do trabalho social.
Há pouco acordo sobre a definição de modernidade dada pelos teóricos contemporâneos. De fato, há mais discordância do que concordância na definição da modernidade. Por exemplo, Anthony Giddens considera a modernidade como uma força inexorável – uma força que oferece uma série de vantagens, mas também representa uma série de perigos. Os perigos são tão poderosos que podem esmagar a sociedade e dilacerá-la.
(5 Teóricos Contemporâneos da Modernidade que Definem Definitivamente a Modernidade. Disponível em: triangleinnovationhub.com.)
Tendo em vista alguns dos pensadores e idéias ligadas às teorias da modernidade no pensamento sociológico contemporâneo, assinale a afirmativa correta.
A maioria prefere olhar para o lado negativo da modernidade dizendo apenas que a sociedade moderna é uma sociedade fadada à catástrofe de forma que as pessoas não têm como se proteger.
Muitos olham apenas para o lado positivo da modernidade. São otimistas e preconizam que a racionalidade é característica fundamental dessa sociedade, o que garante bons frutos e futuro promissor.
Alguns teóricos concordam, de uma maneira geral, que a sociedade atual está passando pela modernidade e aceitam a noção benéfica da modernidade, embora tenham riscos envolvidos na sociedade moderna.
Os principais teóricos da atualidade sinalizam, como grande característica da modernidade, a concentração dos meios de violência nas mãos do Estado, de forma irredutível e opressora, em uma agressão sem precedentes à democracia tradicional.
No Brasil, os teóricos da modernidade a veem como uma enorme máquina gigantesca, que pode transportar qualquer carga e atravessar qualquer terreno. Mas também tem a capacidade de esmagar qualquer um que se atreva a resistir.
A sociedade contemporânea vem passando por inúmeras transformações ao longo dos anos, especialmente no âmbito da ciência e tecnologia. Tais mudanças também refletem nas relações familiares da sociedade a que se está inserida. Análise as afirmativas abaixo e dê valores de Verdadeiro (V) ou Falso (F), para as novas modalidades de família.
( ) O que antes era considerado como estrutura de família tradicional, composta pelas figuras paterna, materna e os filhos da relação, acabou tornando-se apenas mais uma modalidade de entidade familiar.
( ) Os novos grupos atualmente tutelados sempre existiram, apenas passaram a ser reconhecidos e aceitos pela atual sociedade.
( ) Os novos modelos de famílias contemporâneas, surge uma diversidade de composições fundamentadas na afetividade, solidariedade e livre escolha dos indivíduos, onde na atualidade, o primeiro modelo de família, qual seja, a família patriarcal e matrimonializada, acabou ficando na história do tempo.
Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta.
V - F - F
V - F - V
V - V - V
V - V - F
F - V - V
No arranjo capitalista contemporâneo, o papel do Estado no direcionamento da vida social está cada vez mais subjugado, no imperativo do capitalismo de viés imperialista e, financeirizado, o capital vem assumindo e conduzindo esse papel. O sentido mais agudo dessa reestruturação do capital que se inicia no Brasil, a partir de 1990, é imposto ao mundo do trabalho via:
Judicialização; informalização; e, estabilização.
Fim do FGTS; reforma da previdência; e, subemprego.
Terceirização; controle do tempo e do movimento; e, rigidez.
Desemprego; terceirização; e, precarização do trabalho e dos vínculos formais.


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Para Marx, a natureza do Estado se fundamenta na sociedade civil, ou seja, nas relações de produção e reprodução da vida material.
Certo
Errado
“Quando trabalhamos só com mira nos bens materiais, construímos nós próprios a nossa prisão. Encerramo-nos, sozinhos com as nossas moedas de cinza, que não compram nada que valha a pena viver”. (Saint-Exupery, in Terra dos homens) O trabalho é mais do que apenas prover bens materiais, pois outros são seus significados, características e função. Analise as afirmativas abaixo:
I. Uma das promessas da sociedade capitalista é a de que é possível romper com a estratificação social por meio do trabalho e do acúmulo de renda.
II. A função moral da divisão do trabalho social é estreitar os laços de solidariedade social entre os indivíduos.
III. A flexibilização do trabalho já esteve na pauta das discussões políticas, mas chegou-se à conclusão que não é necessária que seja considerada para melhorar a questão do trabalho.
IV. O perfil do trabalhador tornou-se mais especializado, o que exige constante investimento em informação e qualificação.
V. O trabalho é uma especialidade humana, criadora de valores. Por meio dessa especialidade, o homem marca a sua capacidade de transformar a natureza, o ambiente e a sua relação com outros seres humanos.
Assinale a alternativa correta.
Apenas as afirmativas II e IV estão corretas
Apenas as afirmativas I, II, IV e V estão corretas
Apenas as afirmativas I, III e V estão corretas
As afirmativas I, II, III, IV e V estão corretas
Apenas as afirmativas I e V estão corretas
“Eles estão colocando o problema na sociedade. E, você sabe, não existe essa coisa de sociedade. Há homens e mulheres individuais e há famílias.”
(Margaret Thatcher.)
Sociedade é um conjunto de seres que convivem de forma organizada. A palavra vem do Latim societas, que significa “associação amistosa com outros”. As sociedades humanas são objeto de estudo da sociologia e diferentes pensadores teorizaram sobre ela, produzindo um conjunto diverso de visões. Assinale, a seguir, a correspondência correta entre a visão de sociedade e o respectivo autor.
Auguste Comte: parte da definição de sociedade como um organismo. Por analogia destaca, então, processos de crescimento expressos através de diferenciações estruturais e funcionais.
Karl Marx: o indivíduo é obrigado a adotar regras definidas em cada sociedade, as quais intitulou fatos sociais, que são regras exteriores e anteriores ao sujeito e que dominam sua ação diante dos outros membros da sociedade.
Durkheim: considera a sociedade como sendo heterogênea, organizada por classes sociais que se sustentam por meio de ideologias dos que possuem o controle dos meios de produção, ou seja, as elites, a burguesia, os grandes detentores do capital.
Max Weber: não há uma proposição geral da sociedade concebida; o autor se preocupava mais com o estudo das situações sociais sólidas quanto a suas singularidades. Para ele, uma sociedade pode ser constituída como um sistema de poder, de dominação, que perpassa todas as classes sociais.
Sobre o Capitalismo, assinale a alternativa INCORRETA.
Nas sociedades capitalistas, pobreza e desigualdade estão intimamente vinculadas: é constituinte insuprimível da dinâmica econômica do modo de produção capitalista a exploração, de que decorrem a desigualdade e a pobreza.
Nas sociedades capitalistas, os padrões de desigualdade e de pobreza são genuínas determinações econômicas. Os diferentes padrões de desigualdade e de pobreza vigentes nas várias formações capitalistas demonstram que as determinações econômicas desagregam-se das de natureza político-cultural.
A nomenclatura “modo de produção capitalista” remete, com efeito, à tradição teórica fundada por Marx.
O desenvolvimento plurissecular do “capitalismo real” é a demonstração cabal e irretorquível de que a produção capitalista é simultaneamente produção polarizadora de riqueza e de pobreza (absoluta e/ou relativa).
Numa sociedade capitalista, o crescimento econômico pode contribuir para a redução da pobreza.
Ao longo da história brasileira, a religião foi utilizada como um fator de dominação social.
Certo
Errado


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