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As teorias clássicas desenvolvidas no âmbito da sociologia brasileira abordam principalmente a formação do povo brasileiro, a organização das instituições sociais e o desenvolvimento econômico do Brasil. Considerando essas informações, assinale a opção correta.
A sociologia brasileira é constituída por duas gerações: científica e contemporânea.
As teorias dependentistas apontam que a manutenção da posição de desenvolvimento de uma nação é diretamente dependente da posição emergente de outras nações.
Para as teorias baseadas na concepção desenvolvimentista, há impossibilidade de superação da posição emergente em que o Brasil se encontra, ainda que haja investimentos massivos no processo de industrialização.
As teorias sociológicas que tratam do desenvolvimento econômico do Brasil negligenciam os aspectos culturais, morais e éticos em suas análises.
Tanto as teorias dependentistas quanto as teorias desenvolvimentistas surgiram da perspectiva econômica marxista.
A Sociologia da Dependência teve forte influencia nas ciências sociais da América Latina especialmente nos anos 70. Acerca da Sociologia da Dependência, pode-se afirmar que
Fernando Henrique Cardoso defende a tese segundo a qual tendências culturais profundas teriam aprisionado a sociedade brasileira em formas de sociabilidade de tipo patrimonial.
Para Cardoso & Faleto, as principais estruturas da sociedade brasileira contemporânea deveriam ser compreendidas como decorrentes do reaparecimento do sistema externo de dominação capitalista em práticas nacionais de grupos e classes sociais.
em alguns momentos é possível dar um salto em direção à almejada autonomização, pois as etapas finais de realização da produção capitalista apresentam ciclos de dependência x autonomia segundo a dinâmica do mercado internacional
a industrialização não é possível nem mesmo sob a tutela de um aparato estatal nacional-populista, pois as suas contradições internas e os grupos nacionais associados ao capital internacional não o permitiriam.
para a Sociologia da Dependência, os processos de modernização experienciados nos últimos dois séculos na América Latina mantiveram em suas raízes a intensidade e a profundidade dos elementos de ordem tradicional. A "dependência estrutural", marca justamente o aspecto dual da economia brasileira desde os momentos primeiros de sua formação, tornando-a "independente" do modelo central durante várias décadas até a chegada de uma crise mundal, quando há uma reaproximação. A relação subordinada e periférica ocupada pelo Brasil no sistema capitalista internacional é reflexo do fortalecimento das principais instituições brasileiras, e do fato dos valores e das formas de sociabilidade exclusivamente típicas dos "países centrais" terem se enraizado entre nós na mesma extensão e solidez. O Brasil seria, portanto, um país semimoderno, e não a cristalização de uma modernidade periférica.
O reconhecimento da historicidade da situação de subdesenvolvimento requer mais do que assinalar as características estruturais das economias subdesenvolvidas. Há que se analisar, com efeito, como as economias subdesenvolvidas vinculam-se historicamente ao mercado mundial e a forma em que se constituíram os grupos sociais internos que conseguiram definir as relações orientadas para o exterior que o subdesenvolvimento supõe.
(CARDOSO, Fernando Henrique; FALETTO, Enzo. Dependência e desenvolvimento na América Latina − ensaio de interpretação sociológica. Rio de Janeiro: LTC, 1970).
Em conformidade com o excerto acima, pode-se afirmar que uma das inovações introduzidas pela linha teórica desses autores, no estudo do desenvolvimento, relacionase com
o reconhecimento da particularidade das situações concretas de desenvolvimento no contexto de vinculação das colônias com o imperialismo pós-industrial.
a acentuação dada ao caráter estrutural da dependência e à relação entre aspectos econômicos e processos políticos de dominação entre países e entre classes em cada contexto nacional.
a ênfase na articulação entre o projeto econômico do capital estrangeiro multinacional e o projeto político de incorporação das novas classes médias ao sistema de dominação.
a demonstração de que as configurações de blocos de poder hegemônicos interferem nas relações de interdependência política entre países centrais e periféricos, mas não nas de dependência econômica.
o relevo dado à formação política autônoma das classes sociais internacionais na conformação de um quadro histórico concreto e situacional de desenvolvimento econômico independente e associado.