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A importância que a dimensão do trabalho adquiriu no contexto da produção industrial do século XIX e do início do XX, levou os três grandes pensadores clássicos da Sociologia, Karl Marx, Emile Durkheim e Max Weber, a tomarem o trabalho como objeto de estudo, ainda que apresentando abordagens e métodos de análise distintos.
Associe as sentenças contendo diferentes perspectivas sobre o mundo do trabalho aos seus respectivos autores, utilizando o código a seguir:
I. Karl Marx.
II. Emile Durkheim.
III. Max Weber.
( ) Quanto mais especializado e dividido é o trabalho, maiores são os laços de dependência e cooperação que se formam entre os indivíduos.
( ) O trabalho assalariado denuncia uma exploração econômica e uma situação alienante em que o indivíduo não se reconhece no seu trabalho mecanizado e repetitivo.
( ) A racionalização do trabalho no capitalismo está intimamente ligada à moral empreendedora e à mentalidade puritana ascética.
A associação correta, de cima para baixo, é
II - I - III.
III - II - I.
I - III - II.
III - I - II.
A especialização do trabalho advinda da Revolução Industrial foi objeto de distintas e, por vezes, divergentes interpretações por parte de autores hoje considerados clássicos da sociologia, a exemplo de Karl Marx e Émile Durkheim.
Conforme Marx e Durkheim, a especialização do trabalho é capaz de promover, respectivamente,
consciência de classe e consciência coletiva.
trabalho alienado e solidariedade orgânica.
controle dos meios de produção e solidariedade mecânica.
ação racional com vistas a fins e desintegração das normas sociais.
Ricardo Antunes (2006, p. 09) oferece argumentos que demonstram a fragilidade das “teses que defendiam o fim da centralidade do trabalho no mundo capitalista contemporâneo”. Conforme o autor, a visão de que o trabalho acabou não encontra confirmação empírica e analítica, justamente por desconsiderar as duas dimensões fundamentais do trabalho: a dimensão ontológica e a dimensão estranhada.
(ANTUNES, Ricardo. Adeus ao Trabalho: Ensaio sobre as metamorfoses e a centralidade do mundo do trabalho. 11ª ed. São Paulo: Cortez. Campinas, SP: Editora da UNICAMP, 2006, p. 09).
Tomando como base o texto acima, analise as afirmativas a seguir:
I. As transformações atuais no mundo do trabalho geraram uma nova configuração das relações sociais de produção, caracterizada pela perda de relevância da classe trabalhadora como agente de transformação social.
II. Quando concebemos a forma contemporânea do trabalho, é fundamental considerar o processo de criação de valores de troca, indispensável para a sustentação das relações de produção capitalistas.
III. Há uma diferença muito grande entre conceber, de um lado, o fim do trabalho abstrato que gera valor mercantil e, de outro, o fim do trabalho concreto que cria coisas socialmente úteis.
IV. As novas condições do desenvolvimento capitalista geram uma interação complexa entre o saber científico e o trabalho, de modo que a ciência se torna a principal força de produção do valor.
Considerando o pensamento de Ricardo Antunes, estão corretas as seguintes afirmativas
II e IV, apenas.
II e III, apenas.
I, III e IV, apenas.
I, II, III e IV.
Observe a charge a seguir:

Disponível em: <https://chicodeoliveira.blogspot.com> Acessado em: 25 de set. 2024.
Analisando o tema desta imagem, a relação entre os personagens pode ser compreendida a partir da abordagem teórica
etnográfica das experiências.
progressista e crítico-positivista.
materialista-histórica e dialética.
sistêmica de conformidade social.
sociobiológica de impacto social.
“Com o app da Uber, você pode definir seu próprio horário. Tudo depende do que você deseja: se quer um emprego tradicional de motorista em tempo integral ou meio período, ou se prefere a flexibilidade para trabalhar quando quiser”.
(UBER DO BRASIL TECNOLOGIA LTDA. Dirija quando quiser e ganhe de acordo com suas necessidades, 2023. Disponível em: < https://www.uber.com/br/pt-br/>. Acesso em: 25 jan. 2023).
No caso da empresa na propaganda citada acima a figura do patrão foi substituída por um aplicativo, e a figura do empregado pela do “parceiro”, que tem flexibilidade e pode trabalhar “quando quiser”. Como consequência desses novos vínculos flexíveis de trabalho podemos destacar
a diminuição da consciência de classe e a maior dificuldade para reivindicar melhores condições de trabalho.
o crescimento da consciência de classe e a maior facilidade para reivindicar melhores condições de trabalho.
a melhora na qualidade de vida dos trabalhadores e o aumento da motivação produzida pela flexibilidade no trabalho.
o aumento da renda dos trabalhadores e a facilidade para reivindicar melhores condições de trabalho.
a diminuição da renda dos trabalhadores e consequentemente da motivação produzida pela flexibilidade no trabalho.


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“Pesquisa do portal de vagas Empregos.com.br mostra que 81% dos profissionais entrevistados são a favor de trabalhar quatro dias por semana, no chamado esquema 4 x 3, enquanto 13% ainda têm dúvidas sobre o sistema - e somente 6% acham que a modalidade não funciona no país. Já as empresas parecem resistir à nova tendência. Apenas 4,9% das companhias que participaram da pesquisa são a favor da jornada reduzida. Outros 25% se opõem e 71,1% não têm um posicionamento definido sobre o tema”.
(CAVALLINI, Marta. 81% dos profissionais são a favor da jornada de 4 dias, mas apenas 4,9% das empresas apoiam, diz pesquisa. G1. Brasília, 10 de nov. de 2022. Disponível em: <https://g1.globo.com/trabalho-e-carreira/noticia/2022/11/10/81percent-dos-profissionais-sao-a-favor-da-jornada-de-4-dias-mas-apenas-49percent-das-empresas-apoiam-diz-pesquisa.ghtml>. Acesso em: 25 de jan. de 2023).
A partir da Teoria do Valor de Karl Marx podemos concluir que as empresas não são favoráveis à redução da jornada de trabalho porque essa diminui
o valor-de-uso das mercadorias produzidas.
a mais-valia obtida pelas horas trabalhadas.
a produtividade do trabalhador.
a qualidade do trabalho realizado.
a sociabilidade dentro das empresas.
“O produto, de propriedade privada, é um valor de uso, fios, calçados etc. Mas, embora calçados sejam úteis à marcha da sociedade e nosso capitalista seja um decidido progressista, não fabrica sapatos por paixão aos sapatos. Na produção de mercadorias, nosso capitalista não é movido por puro amor aos valores. Produz valores-de-uso apenas por serem e enquanto forem substrato material, detentores de valor-de-troca”.
(MARX, Karl. O capital: crítica da economia política. 15. ed. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 1996, 210-211).
A produção de mercadorias é um fator central na constituição da sociedade capitalista e, por esta razão, torna-se um conceito fundamental para o entendimento da teoria marxista como um todo.
Sobre a temática da mercadoria em Marx, assinale a alternativa correta.
O valor de uso e o valor de troca constituem o duplo caráter da mercadoria. O valor de uso é condicionado pela utilidade de algo e/ou alguma coisa e o valor de troca que é medido pela matéria-prima utilizada durante o processo de produção da mercadoria
O que determina o valor de uma mercadoria é a quantidade determinada de trabalho socialmente necessário para a produção de um valor de uso. Dessa forma, o valor da mercadoria é determinado pelo tempo socialmente gasto na sua produção
O valor de uma mercadoria é determinado pela sua utilidade e pelos materiais necessários para a sua produção. Assim, o valor de uma mercadoria aumenta quanto mais cara for a matéria-prima utilizada e quanto mais indispensável for o seu uso pelos indivíduos
De acordo com Marx, na sociedade capitalista os indivíduos disponibilizam sua força de trabalho aos detentores dos meios de produção, mas isso poucas vezes fez com que o trabalho humano fosse convertido em mercadoria
As mercadorias consistem em valores de uso sem finalidade de venda ou troca, que serão utilizados para o autoconsumo. Desse modo, uma mercadoria não está necessariamente vinculada ao valor de troca
“Uma aranha executa operações semelhantes àquelas levadas a cabo pelo tecelão; a construção dos favos de mel pelas abelhas poderia envergonhar, pela sua perfeição, muitos mestres de obras. Há um aspecto, contudo, em que este último supera a melhor das abelhas: é o fato de que, antes da construção, ele elabora o objeto em sua mente. Ao findar-se o processo de trabalho, chegamos a um resultado que, antes do seu início, já existia na mente do trabalhador; em outras palavras, um resultado que possuía uma existência ideal.” Considerando o texto, podemos afirmar que o trabalho para Marx
representa as ideias de uma classe dominante.
é concebido como uma falsa consciência da realidade.
é o conjunto de representações da realidade tal qual ela é.
é algo guiado por reflexos e instintos; o homem age como resposta a estímulos que já nasceram com ele.
é qualquer dispêndio de força humana com vista a realizar um determinado objetivo previamente definido.
O sistema capitalista foi profundamente analisado, problematizado e criticado por Karl Marx na célebre obra O Capital, que é uma crítica à Economia Política (cujo primeiro volume foi publicado em 1867, enquanto o segundo e terceiro volumes foram publicados postumamente em 1885 e 1894, respectivamente, com a colaboração de Friedrich Engels). Esta é uma obra complexa e extensa, que descreve minuciosamente mecanismos econômicos e políticos capitalistas que, por exemplo, dão sustentação a
formas de organização dos meios de produção que promovem o Estado de Bem-Estar Social.
um controle social eficaz sobre as taxas de juros praticadas pelos agentes financeiros.
estratégias contábeis que transferem ao sistema financeiro a posse dos meios de produção.
uma variedade absoluta de mais valia que opera pela ampliação da jornada de trabalho.
estruturas institucionais que defendem políticas inclusivas em prol da classe trabalhadora.
O valor da força de trabalho é determinado, como o de todas as outras mercadorias, pelo tempo de trabalho necessário à produção e, consequentemente, também à reprodução desse artigo específico.
MARX, Karl, O Capital, I, cap.VI.
A respeito das teorias de Marx sobre o trabalho como mercadoria e sobre o cálculo do valor da força de trabalho, analise as afirmativas a seguir e assinale (V) para a correta e (F) para a incorreta.
( ) Para Marx, o valor do trabalho, como mercadoria, expressa a forma histórica específica do caráter social do trabalho sob o capitalismo, enquanto dispêndio de força de trabalho social.
( ) Marx, assim como Ricardo e Malthus, reconhece que o conjunto dos valores de uso necessário a um trabalhador para que sua força de trabalho seja reproduzida é o equivalente à sua subsistência física mínima.
( ) Para Marx, o que determina a magnitude do valor de qualquer produto é a quantidade de trabalho socialmente necessário ou o tempo de trabalho socialmente necessário à sua produção.
As afirmativas são, respectivamente,
V – V – F.
V – F – V.
F – V – V.
V – F – F
F – F – V.


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Leia o texto 'SOCIOLOGIA E TRABALHO' e, em seguida, analise as afirmativas abaixo:
I. O texto faz referência a uma concepção de que as formas de utilização industrial da força de trabalho seriam presididas por um tipo de racionalidade estratégica amoral, desvinculada de quaisquer critérios imediatos de referência ao mundo doméstico ou a lealdades de cunho particularista.
II. Após a análise do texto, é possível inferir que para teóricos clássicos das ciências sociais, o ethos utilitário, por exemplo, prevaleceria no sistema econômico, ao passo que na família e no sistema de parentesco as atribuições de qualidades e a expressividade teriam primazia.
Marque a alternativa CORRETA:
As duas afirmativas são verdadeiras.
A afirmativa I é verdadeira, e a II é falsa.
A afirmativa II é verdadeira, e a I é falsa.
As duas afirmativas são falsas.
Para Karl Marx, o trabalho é, antes de tudo, um processo entre o homem e a natureza, processo este em que o homem, por sua própria ação, medeia, regula e controla seu metabolismo com a natureza.


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(Disponível em: https://www.google.com.br/search?q=Charge+de+Marx+sobre+o+trabalho&biw= #imgrc=HUiNrOuVwvi4iM%3ª.)
Trabalho como sacrifício
“Historicamente a palavra trabalho esteve vinculada a algo ruim, negativo. De certa forma, parte dessa visão ainda se mantém. O termo TRABALHAR provém do românico tripaliare, que no latim se transformou em tripalium, aparelho de tortura usado para extrair confissões dos condenados. Ou seja, em sua origem, o termo pode ser associado à ideia de sacrifício. Na Idade Média a ideia de trabalho estava relacionada ao papel de cada um na sociedade.”
(Kupper, 2014, p. 101.) A
Ao analisar a imagem e o texto e tendo em vista as ideias de Karl Marx sobre o trabalho, infere-se corretamente que
o homem não seria distinto e superior aos demais animais, isto é, não seria um homem, e nem seria um ser social, se não alcançasse a dignidade e a autonomia através do trabalho.
somente as ações coletivas propiciadas pelo trabalho humano gerariam as regularidades da vida social, ou seja, as leis sociológicas e econômicas que permitem ao homem a vida cidadã.
é só a partir da teoria Marxista que o trabalho passa a adquirir valor definitivo como forma de participação política e garantia econômica, tanto do trabalhador, quanto da sociedade como um todo.
a partir do trabalho industrial capitalista, que se dá de fato a divisão entre trabalho manual e trabalho intelectual. O processo de trabalho é desmontado pelo capital que o remonta à sua própria lógica. A alienação é então total.


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