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Acerca da violência urbana no Brasil, assinale a alternativa que indica algumas de suas principais causas:
Melhoria na infraestrutura urbana e políticas públicas eficientes.
Aumento da poluição e mudanças climáticas.
Desigualdades socioeconômicas, segregação urbana e falta de acesso a direitos básicos.
Crescimento populacional e desenvolvimento tecnológico.
Globalização e expansão do comércio internacional.
Considerando os desafios sobre o desenho e implementação de políticas públicas voltadas ao enfrentamento da violência urbana no Brasil, marque a alternativa correta.
Não há necessidade de formação para os agentes públicos envolvidos na formulação de políticas públicas voltadas ao enfrentamento dos problemas ligados à violência urbana.
É necessária uma articulação entre ações no nível federal, estadual e municipal.
O enfrentamento da violência urbana não exige o estabelecimento de estratégias de longo prazo.
Políticas públicas de enfrentamento da violência urbana não devem levar em conta dados científicos sobre o assunto.
“Sobretudo depois dos anos 1960, quando ladrões e criminosos passaram a ser vistos como uma grande ameaça aos moradores das metrópoles, ideias semelhantes de uma justiça retaliativa vinham seduzindo muita gente nas cidades brasileiras. De acordo com essa perspectiva, para anular a violência do crime bastaria ser ainda mais forte e violento que o criminoso”.
(MANSO, Bruno Paes. A república das milícias: Dos esquadrões da morte à era Bolsonaro. São Paulo, Ed. Todavia, 2020, p. 10-11)
No fragmento acima o autor faz menção ao surgimento, naquele momento, de
legislações mais rigorosas contra o crime.
jornalistas especializados em criminalidade.
operadores da Justiça com maior autonomia.
grupos de traficantes de drogas ilícitas.
grupos de extermínio formados por policiais.
João decidiu estudar as causas do crescimento da violência no ambiente urbano brasileiro. Ao fim de suas reflexões, observou que não é sustentável a tese de que os dogmas e os desdobramentos do capitalismo poderiam de algum modo ter contribuído para o crescimento da violência e da exclusão social.
Maria, ao analisar a afirmação de João, observou corretamente que
uma visão contemporânea do “capitalismo selvagem” evidencia a sua efetiva influência no aprofundamento das distinções sociais, acentuando a pobreza e estimulando a violência, que está totalmente dissociada do que se denomina de violência institucional.
o capitalismo, enquanto modelo econômico que valoriza a livre iniciativa, não tem qualquer correlação com o crescimento da violência, o que decorre exclusivamente da desestruturação dos mecanismos de prevenção e de repressão a cargo do Estado.
o liberalismo econômico, ao apregoar a necessidade de reinvestimento dos tributos auferidos pelo Estado, e ser infenso a todo e qualquer direito fundamental, tende a aumentar a cizânia social, o que influi no crescimento da violência.
o capitalismo contribui para acentuar a estratificação social, o que, somado à violência institucional, conduz a quadros extremados de injustiça social, atuando, com outras causas, para a disseminação da pobreza e o aumento da violência.
a violência no tecido social decorre apenas de uma luta de classes, na qual os oprimidos pelo sistema capitalista exteriorizam sua reação à exploração de que são vítimas, fonte primígena da servilidade e da miséria.
Condomínios fechados refletem novas tecnologias de exclusão social.


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Os enclaves fortificados são modelos que vêm sendo empregados pelas classes média e alta dos mais diferentes países, gerando um outro tipo de espaço público e de interação dos cidadãos em público.
A tendência à formação de condomínios fechados nas áreas urbanas não se baseia em preocupações raciais, étnicas, preconceito de classe, entre outras. A justificativa é o medo da violência.
Os enclaves fortificados são espaços privatizados, fechados e monitorados destinados a residência, lazer, trabalho e consumo. Shoppings centers não se enquadram nessa categoria.
Especialistas alertam para a reforma das instituições policiais, judiciais e sistema prisional como elementos acessórios para coibir a violência no Brasil. Nesse caso, efetivos, armas e coerção são os recursos mais eficazes.
Execuções sumárias, tortura e detenções arbitrárias pela polícia e por grupos ligados à segurança privada e ao crime organizado sucedem-se, um após o outro, em bairros residenciais ricos e de classe média.


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