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Sociólogo da religião (falecido em 1998), Niklas Luhmann, define o empenho de religião aproximadamente assim: o mundo é contingente; diante dessa situação de insegurança e indefinição, a religião torna o indefinível definível, ao reduzir a complexidade: seleciona entre a infinidade de todas as possibilidades e, dessa maneira, produz “sentido”. Portanto, o empenho particular da religião consiste em sua função orientadora. Religião é a prática de lidar com a contingência por meio da redução da complexidade.
(HOCK, Klaus. Introdução à Ciência da Religião. São Paulo: Edições Loyola, 2017. p. 26. Adaptado.)
Qual das afirmativas apresenta maior coerência com o trecho anterior?
Religião é a prática de abordar a contingência ao otimizar a complexidade do mundo, proporcionando um entendimento multifacetado e hesitoso da realidade.
Religião é um fenômeno social que posterga a complexidade e a contingência do mundo, focando essencialmente em rituais e tradições para manter a coesão social.
Religião é a prática de criar hesitação e emaranhamento, proporcionando uma infinidade de possibilidades de modo a corroborar com a contingência do mundo.
Religião é um sistema que, diante do adrego do mundo, oferece uma estrutura estável, de modo a decair o hermetismo ao selecionar possibilidades e gerar interpretação.