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Leia o texto a seguir:
Deus se revelou ao mundo por meio de sua ação salvífica na história: envia o Filho na plenitude dos tempos e derrama o Espírito Santo sobre toda a criação. Nesse processo de auto-comunicação, o Deus Uno se deixa conhecer como comunhão de Pessoas. No entanto, essa revelação não constitui algo diferente do que Deus é em si mesmo, desde toda a eternidade. A história da salvação é assim espelho fiel da realidade divina que, embora transcendente, manifesta-se no tempo.
(Karl Rahner, Curso fundamental da fé: introdução ao conceito de cristianismo. Adaptado)
Com base nesse texto e nos fundamentos da teologia trinitária contemporânea, especialmente na reflexão de Karl Rahner, assinale a alternativa que exprime corretamente a distinção e a relação entre Trindade econômica e Trindade imanente.
A Trindade Imanente diz respeito às missões salvíficas, enquanto a Econômica trata da essência oculta de Deus.
A Trindade Econômica é o modo como Deus se revela na história da salvação, e essa revelação corresponde verdadeiramente ao que Deus é em si mesmo, isto é, à Trindade imanente
A Trindade Econômica é a realidade eterna de Deus, enquanto a Trindade Imanente refere-se à sua manifestação na história.
A Trindade imanente e a Trindade Econômica são dois modos mutuamente excludentes de compreender Deus.
A Trindade Econômica representa a criação do Filho e do Espírito Santo no tempo, enquanto a Imanente os identifica como meros atributos do Pai.
Conforme Kaiser (1980), qual foi 이 ano do exílio babilônico?
325 a.C.
586 a.C.
721 a.C.
930 a.C.
1150 a.C.
Conforme o ensinamento de Jesus no Evangelho de Mateus, cap. 10, os homens serão recompensados com galardões nas seguintes condições:
Quem receber alguém que é profeta, como tal, receberá o galardão de profeta.
Cada um será avaliado conforme a exata medida de seu esforço pessoal.
Não há recompensa ao receber bem um discípulo, se não se aceitar o próprio Cristo.
É preciso demonstrar obras de justiça, para alcançar o galardão de justo.
O galardão celestial só será concedido aos discípulos que fizeram mais discípulos.
De acordo com Oliveira (2010), o primeiro escrito na modernidade (não publicado na ocasião) a apresentar a ideia de liberdade religiosa foi do primeiro líder batista, João Smith, em 1612. Ainda segundo o autor, nesse mesmo ano, Helwys escreveu um livro que é considerado a primeira publicação a defender o princípio de liberdade religiosa em tempos modernos. Assim, qual o título do livro publicado por Helwys?
Declaração de fé sobre a liberdade religiosa dos cristãos em Paris.
Os batistas e a liberdade religiosa.
Breve declaração do mistério da iniquidade.
Uma curta declaração doutrináia.
XX artigos sobre a autonomia do indivíduo em matéria religiosa.
Sobre o artigo que trata da Salvação, em Souza (2010), é afirmado que a salvação é um dom gratuito que Deus oferece a todos os homens e que compreende:
a regeneração, a justificação, a santificação e a glorificação.
a predestinação, a justificação e a regeneração.
a conversão, a santificação e a ressurreição.
a santificação, a ressurreição e a glorificação.
a predestinação, a conversão, a santificação e a ressurreição.
Oliveira (2010) diz que: "A maior cisão dos batistas no Brasil ocorreu com o movimento chamado de Renovação Espiritual, que teve sua gênese no final da década de 1950. O motivo principal da nova controvérsia foi a ênfase de líderes e igrejas na chamada segunda bênção, ou batismo no Espírito Santo, expressa no dom de línguas e em algumas práticas que foram consideradas pelos oponentes do movimento como pentecostais".
Sobre a doutrina do Espírito Santo, na perspectiva dos batistas da Convenção Batista Brasileira, de acordo com o livro Pacto e Comunhão: documentos batistas, organizado por Souza (2010), é correto afirmar que o recebimento do Espírito Santo:
às vezes, ocorre quando os convertidos experimentam uma segunda bênção, após Jesus Cristo os salvar e os integrar, regenerados pelo Espírito, à igreja.
às vezes, ocorre quando os pecadores se convertem a Jesus Cristo, que os integra, regenerados pelo Espírito, à igreja.
sempre ocorre quando os convertidos falam em línguas, já que Jesus Cristo os integrou, regenerados pelo Espírito, à igreja.
sempre ocorre quando os pecadores se convertem a Jesus Cristo, que os integra, regenerados pelo Espírito, à igreja.
sempre ocorre quando os convertidos experimentam uma segunda bênção, após Jesus Cristo os salvar e os integrar, regenerados pelo Espírito, à igreja.
No desenvolvimento da doutrina da Trindade, especialmente a partir das formulações da cristandade e do aprofundamento da reflexão patrística, surge o conceito teológico de pericórese (ou pericoresis), utilizado para expressar a dinâmica relacional intratrinitária.
Com base nesse conceito clássico da teologia trinitária, assinale a alternativa correta.
A pericórese é um conceito que descreve a forma como os cristãos devem se relacionar com o mundo como reflexo do chamado divino.
O termo “pericórese” é usado exclusivamente para descrever a relação entre Cristo e a Igreja, como metáfora da aliança redentora.
A pericórese refere-se à encarnação de Cristo como mistura substancial entre natureza divina e natureza humana.
A pericórese indica que o Espírito Santo procede do Pai, tal como se passa com o Filho, que, a partir de seu amor salvífico, gera a Igreja.
A pericórese refere-se à habitação mútua e à interpenetração sem fusão entre as pessoas da Trindade, indicando comunhão perfeita e unidade relacional no ser divino.
As grandes religiões universais – Cristianismo, Islamismo, Hinduísmo e Budismo – apresentam tradições que, embora distintas, compartilham princípios éticos semelhantes. Nesse sentido, é correto afirmar que:
o conceito de pecado é idêntico em todas as doutrinas, além das ideias de salvação e condenação eternas
a busca pela superação do ego e o cultivo da empatia aparecem como valores centrais
todas rejeitam a ideia de compaixão como fundamento moral
o princípio da justiça é exclusivo das religiões monoteístas
A trajetória religiosa do Brasil é fruto da sua história de colonização e migrações. As crenças dos povos indígenas, o catolicismo português, as religiões africanas e as mais recentes tradições de migrantes se entrelaçaram ao longo dos séculos para criar o cenário religioso diverso que existe hoje.
Assinale a alternativa correta considerando a história das religiões no Brasil.
A chegada dos portugueses às terras brasileiras é acompanhada pela chegada do catolicismo. Além do interesse comercial e territorial, os colonizadores também tinham a intenção de expandir a fé católica para o nosso território.
Os indígenas que habitavam o território brasileiro, antes da chegada dos colonizadores portugueses, não praticavam seus rituais religiosos próprios e tinham suas crenças uniformizadas, baseadas no xamanismo.
As religiões de matrizes africanas chegaram ao Brasil como consequência do tráfico de pessoas escravizadas vindas do continente africano, que começou ainda no século XV e perdurou até o século XIX. Como as religiões dos povos indígenas, os quais apresentavam uma uniformidade ritual, as religiões de matrizes africanas não caracterizam-se pela pluralidade de ritos e dogmas.
Com a chegada dos primeiros colonos alemães, no início do século XIX, o protestantismo se proliferou rapidamente no Brasil, assumindo maior número de adeptos, despontando o catolicismo e tornando-se a religião oficial do estado brasileiro.
O islamismo chegou ao Brasil com os imigrantes do oriente médio, no final do século XIX e início do século XX. Logo se propagou pelo território brasileiro por meio de um forte sincretismo religioso, fundindo tradições religiosas de matrizes africanas e indígenas.
No estudo das principais tradições religiosas e filosóficas, há algo que se pode considerar comum a todas as esferas de expressão religiosa. Assinale a alternativa que aponta corretamente esse elemento comum:
Adoração de um único deus, sem negar a existência de outros.
Culto a diversos deuses com funções distintas e bem específicas.
Crença em um deus como força divina, que está presente no mundo e permeia tudo o que existe
Experiência do divino como algo impessoal, como a alma do mundo.
Construção de respostas para o dilema da criação e da própria existência.
Analise os itens a seguir sobre a pluralidade cultural e a ética da convivência e assinale a alternativa correta:
I. A interculturalidade e a ética da alteridade constituem fundamentos teóricos e pedagógicos do Ensino Religioso.
II. Esses fundamentos favorecem o reconhecimento e respeito a certas crenças e tradições religiosas em detrimento de histórias, memórias, convicções e valores de diferentes culturas.
A asserção I é uma proposição falsa, e a II é uma proposição verdadeira.
A asserção I é uma proposição verdadeira, e a II é uma proposição falsa.
As asserções I e II são proposições verdadeiras, e a II é um complemento da I.
As asserções I e II são proposições verdadeiras, mas a II não é um complemento da I.
As asserções I e II são proposições falsas.
Com base no artigo 3º do Estatuto da Criança e do Adolescente (Lei nº 8.069/1990), analise os itens a seguir e assinale a alternativa correta:
I. A criança e o adolescente dispõem dos direitos fundamentais inerentes à pessoa humana, sem prejuízo da proteção integral de que trata o Estatuto da Criança e do Adolescente. Deve-se assegurar a eles todas as facilidades, a fim de lhes proporcionar um desenvolvimento sem obstáculos ou desafios.
II. Os direitos enunciados no Estatuto da Criança e do Adolescente aplicam-se a todas as crianças e adolescentes, sem discriminação de nascimento, situação familiar, idade, sexo, raça, etnia ou cor, religião ou crença, deficiência, condição pessoal de desenvolvimento e aprendizagem, condição econômica, ambiente social, região e local de moradia ou outra condição que diferencie as pessoas, as famílias ou a comunidade em que vivem.
A asserção I é uma proposição falsa, e a II é uma proposição verdadeira.
A asserção I é uma proposição verdadeira, e a II é uma proposição falsa.
As asserções I e II são proposições verdadeiras, e a II é um complemento da I.
As asserções I e II são proposições verdadeiras, mas a II não é um complemento da I.
As asserções I e II são proposições falsas.
Em Totem e Tabu, Sigmund Freud afirma que:
A religião totêmica desenvolveu-se a partir da consciência de culpa dos filhos, como tentativa de acalmar esse sentimento e de apaziguar o pai ofendido, mediante a obediência a posteriori. Todas as religiões subsequentes mostram-se como tentativas de solução do mesmo problema, que variam conforme o estágio cultural em que são empreendidas e os caminhos que tomam, mas são todas reações, partilhando uma só meta, ao mesmo grande evento, com que teve início a cultura e que, desde então, não permitiu que a humanidade sossegasse”. Ainda ocupando-se do problema da religião como ilusão, Freud assinala que ele ensaiou o tratamento dos problemas de psicologia da religião quando “comparou o ritual religioso com o neurótico”
Freud, S. Obras Completas. São Paulo: Companhia das Letras, vol. 11, p.
143 e 205.
As afirmativas a seguir interpretam corretamente o sentido da religião para Freud com base no trecho, à exceção de uma. Assinale-a.
Deriva do complexo de Édipo, particularmente do sentimento de culpa produzido pelo desejo inconsciente contra o pai.
O sentimento de culpa é universal e coletivo e leva à formação de rituais religiosos para apaziguar a angústia e restaurar uma relação com a figura paterna divina.
Funciona como uma neurose coletiva, na qual a humanidade expressa compulsivamente arquétipos do inconsciente coletivo.
Emerge como um mecanismo de reparação, um meio de apaziguar o pai ofendido, transformado em uma figura sagrada ou totêmica.
Interpreta os ritos religiosos e os sacrifícios como mecanismos simbólicos de reparação e expiação de uma culpa inconsciente.
Leia o trecho a seguir da obra ciceroniana Sobre a Natureza dos Deuses (45 a.C).
Assim, os que dias inteiros suplicavam e sacrificavam para que seus filhos sobrevivessem a si, foram chamados supersticiosos, e essa palavra se espalhou depois mais largamente; ao passo que os que escrupulosamente se ocupavam e recolhiam tudo o que dizia respeito ao culto dos deuses foram chamados religiosos a partir de recolher, como escolhidos de escolher, de acolher acolhidos e de inteligir inteligentes; de fato, em todas essas palavras há o sentido de colher, o mesmo que em religioso. Assim, quanto a supersticioso e religioso, formou-se, no primeiro, uma designação de defeito, no segundo, uma de elogio. E parece-me ter mostrado suficientemente que os deuses existem e de que natureza sejam.
Cicero, De natura deorum, II, XXVIII, 72, apud Leandro Abel Vendemiatti,
Sobre a Natureza dos Deuses de Cícero. Dissertação Campinas, SP, 2003.
p. 80.
Na passagem citada,
religião é um termo que designa o culto aos deuses e religioso é aquele que se ocupa e observa as cerimônias e o culto público.
o adjetivo religioso é contraposto ao de supersticioso, o qual designa o indivíduo que cré em uma fé errônea.
a etimologia do nome religião é associada à observância ritual que permite conectar os indivíduos às potências divinas do Cosmos.
o indivíduo religioso é o que colhe da providência divina o sentido da fé, enquanto união com o Criador por meio da devoção.
a superstição é o erro que quebra o vínculo da piedade e do amor a Deus, sentimento desenvolvido pelos religiosos mediante a adesão aos ritos e cerimônias.
As afirmativas a seguir exemplificam corretamente as funções sociais da religião para Durkheim, à exceção de uma. Assinale-a.
Coesão social.
Identidade coletiva.
Atribuição de significado.
Estabilização da moral e dos valores sociais.
Legitimação da exploração e das desigualdades.
Em O Sagrado e o Profano (1956), o historiador das religiões Mircea Eliade sugere usar o termo hierofania para referir-se ao sagrado:
O homem toma conhecimento do sagrado porque este se manifesta, se mostra como algo absolutamente diferente do profano. A fim de indicarmos o ato da manifestação do sagrado, propusemos o termo hierofania. Este termo é cômodo, pois não implica nenhuma precisão suplementar: exprime apenas o que está implicado no seu conteúdo etimológico, a saber, que algo de sagrado se nos revela.
ELIADE, M. O Sagrado e o Profano. São Paulo: Martins Fontes, 1992, p. 12.
A partir do trecho, é correto deduzir que, para Mircea Eliade,
o sagrado e o profano têm a mesma natureza, uma vez que um galho de árvore ou a lua podem ser sagrados.
apenas experiências religiosas mais complexas podem ser definidas como autênticas hierofanias.
a secularização da modernidade impede que o sagrado se manifeste, eliminando a hierofania.
história das religiões é constituída por hierofanias, pelas diversas manifestações de realidades sagradas.
por meio da hierofania, o homo religiosus recusa o plano das coisas profanas e dedica-se ao plano salvífico.
As línguas antigas que fazem parte dos textos originais da Bíblia são:
árabe, latim e copta
galego, franco e germano
sânscrito, armênio e siríaco
hebraico, aramaico e grego
Sobre a ordem do culto e os seus aspectos litúrgicos, o fundamento que sustenta que o que pode ser feito deve estar declarado na Bíblia (seja por mandamento, exemplo apostólico ou dedução necessária) é denominado princípio:
regulador do culto
normativo do culto
moderador do culto
amenizador do culto
No campo dos estudos do fenômeno religioso, ritos e rituais são entendidos como práticas socialmente organizadas que articulam símbolos, narrativas e gestos corporificados.
Assinale a alternativa correta considerando suas funções e variações nas tradições religiosas.
A eficácia de um ritual depende exclusivamente da crença subjetiva de cada participante; sem fé individual, o ritual não produz qualquer efeito social.
Ritos de passagem apresentam estruturas absolutamente idênticas em todas as culturas, o que permite generalizações universais sem exceções.
Em diferentes tradições, rituais regulam tempos e espaços sacralizados, reforçam pertencimentos e podem marcar transições de status, combinando repetição normativa com variação contextual sem depender exclusivamente do assentimento individual.
Rituais religiosos são essencialmente espontâneos e informais, caracterizando-se pela ausência de padrões prescritos e de agentes autorizados.
Rituais são característicos apenas de religiões teístas; sistemas não teístas não comportam rituais em sentido rigoroso.
Uma doutrina fundamental do pré-tribulacionismo é a doutrina da iminência. Nesse sentido, o arrebatamento pode acontecer a qualquer momento. Em tal perspectiva, nenhum acontecimento adicional precisa ocorrer ou profecia precisa ser cumprida antes do arrebatamento. Para os pré-tribulacionistas, o arrebatamento:
antecede o período de tribulação, pois ele serviria como um sinal anterior à volta de Cristo, eliminando a possibilidade de ocorrer a qualquer momento
antecede o período de tribulação, pois ele seria difícil de sustentar por meio das passagens bíblicas estabelecidas pelo livro de Daniel e o livro de Apocalipse
sucede o período de tribulação; ademais, os dias são tão maus, e isso já serve para afirmar que a grande tribulação já está ocorrendo no meio da igreja, sobretudo nos países mais resistentes à fé
sucede o período de tribulação, pois a igreja será provada e refinada durante a tribulação, a ponto de Jesus perguntar aos discípulos se na sua volta ainda haverá fé na terra