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A reabilitação profissional foi consolidada em 1960, visto como uma “[...] resposta pública à questão da incapacidade” (TAKAHASHI; IGUTI, 2008, p. 2662). É a assistência (re)educativa e de (re)adaptação profissional que visa proporcionar aos segurados, “[...] incapacitados parcial ou totalmente para o trabalho, em caráter obrigatório, independentemente de carência, e às pessoas com deficiência, os meios indicados para o reingresso no mercado de trabalho e no contexto em que vivem” (Brasil, 2010). A reabilitação profissional foi instituída em:
1943 pelas Caixas de Aposentadorias e Pensões e Institutos de Aposentadorias e Pensões, embriões do sistema previdenciário.
1954 pelas Caixas de Aposentadorias e Institutos de Aposentadorias, embriões do sistema previdenciário.
1963 pelas Caixas de Aposentadorias e Institutos de Pensões, embriões do sistema previdenciário.
1963 pelo Instituto Nacional de Previdência Social.
1973 pelo Sistema de Saúde e Assistência Social.
De acordo com Barbosa e Mendes (2020), “as órteses são dispositivos aplicados externamente ao corpo humano, de forma temporária, auxiliando na recuperação funcional, tendo como objetivo principal a promoção da aplicação de forças buscando a reestruturação do equilíbrio biomecânico do seguimento comprometido”. Diante do exposto, assinale a afirmativa correta.
A indicação das órteses no tratamento das lesões de membros superiores deve abranger as necessidades emocionais e ocupacionais específicas de cada paciente, resultando em indicações individualizadas.
São objetivos das órteses estabilizar e proteger as estruturas comprometidas, reduzir dor, proteger e facilitar o processo de cicatrização das estruturas, prevenir e melhorar deformidades e, ainda, melhorar o desempenho ocupacional.
A escolha do modelo e a confecção das diferentes órteses irão variar conforme a complexidade do processo de reabilitação; assim, ao confeccionar o dispositivo, o material deverá ser escolhido previamente com base em recursos predefinidos, de acordo com cada contexto.
O material de confecção da órtese pode influenciar no resultado do tratamento, pois se deve atentar para que o dispositivo não promova a restrição do movimento articular, o posicionamento funcional e o repouso das estruturas comprometidas relacionadas à articulação do punho, no caso de dispositivos para membros superiores.
Os dispositivos de auxílio para caminhar estão disponíveis em diversos modelos, que apresentam diferentes vantagens e desvantagens. Os terapeutas ocupacionais podem ajudar as pessoas a escolherem qual é o dispositivo de auxílio para caminhar mais adequado para cada caso.
Certo
Errado
Alguns modelos motorizados de cadeiras de rodas são bastante estáveis. Esses modelos permitem que as pessoas se desloquem sobre uma superfície irregular e subam e desçam de calçadas.
Certo
Errado
O Terapeuta Ocupacional, devido à sua formação e abordagem profissional, contribui de maneira substancial com os programas de Reabilitação Baseada na Comunidade (RBC), especialmente em situações em que o poder é compartilhado entre os envolvidos e as variáveis não estão sob controle exclusivo do pessoal técnico. Qual é o papel do terapeuta ocupacional na RBC?
O terapeuta ocupacional na RBC apresenta como foco principal a escuta e a participação social, sem envolver ações práticas ou intervenções técnicas.
As modalidades de assistência na RBC devem ser definidas a priori, com base em pressuposições técnicas e conceituais, para garantir a eficácia do programa.
O terapeuta ocupacional na RBC contribui com programas para compreender os problemas das pessoas com deficiência em seu contexto de vida, promovendo a participação ativa dos envolvidos e gerenciando conflitos quando necessário.
O terapeuta ocupacional na RBC está exclusivamente focado em questões de acessibilidade arquitetônica e não se envolve em questões relacionadas à inclusão e à participação de pessoas com deficiência em diferentes áreas da vida.
Assinale a alternativa correta sobre a prescrição de cadeira de rodas.
Na medida da largura do assento é ideal deixar uma folga entre 5 e 10 cm de cada lado, entre a estrutura lateral da cadeira e o quadril.
Na medida da profundidade do assento, idealmente deixa-se um espaço de até 2,5 cm entre a borda anterior do assento e a fossa poplítea.
A medida da altura do encosto pode ser realizada com ou sem a almofada do assento.
Para um cliente que maneje independente a cadeira, a medida da altura do encosto deve ficar 2,5 cm acima da escápula.
É importante que o cliente esteja utilizando a almofada de assento adequada para seu caso e esteja calçado para a realização das medidas da cadeira.
Quando o quadro clínico motor não favorece uma preensão satisfatória para o agarrar e manter o lápis, o terapeuta ocupacional, após avaliação e treino, pode indicar substitutivos de preensão ou órteses que facilitem a pinça para a preensão da caneta. Qual tipo de órtese que melhor poderia ser indicado nesse caso?
Órtese estática para posicionamento de punho e dedos.
Órtese estática para bloqueio de metacarpofalangeanas de 3o ao 5o dedos.
Órtese estática abdutora de polegar.
Órtese dinâmica para extensão de punho.
Órtese estática para extensão dos dedos.
A cadeira de rodas é um equipamento de tecnologia assistiva que permite mobilidade e objetiva maximizar a função através de estabilidade, alinhamento e conforto na postura sentada. Quanto aos tipos de cadeiras de rodas, correlacione as opções e marque a sequência correta.
1- Cadeira de rodas em estrutura monobloco.
2- Cadeira de rodas com tilt.
3- Cadeira de rodas com estrutura em X.
4- Cadeira de rodas com Recliner.
5. Cadeira de rodas motorizada.
( ) Apenas o encosto modifica, aumentando o ângulo de abertura do quadril. Indicada para pacientes com comprometimento motor severo e com limitação de quadril, ou cifoses acentuadas.
( ) Fechamento no meio, quadro totalmente desmontável, sendo consideradas cadeiras tipo “padrão.”
( ) Sistema de fechamento assento- encosto, sendo mais leve, ágil e fácil de fazer manobras. Indicado para usuários mais ativos para autopropulsão.
( ) É indicada para usuários com nível de compreensão e coordenação motora compatível para seu acionamento com segurança.
( ) Reclínio do conjunto assento- encosto, sendo indicada para pacientes com maior comprometimento motor, como instabilidade de controle cervical.
3 – 2 – 1 – 5 – 4.
4 – 3 – 2 – 1 – 5.
4 – 3 – 1 – 5 – 2.
2 – 1 – 5 – 4 – 3.
Em relação ao uso de cadeiras de rodas, é correto afirmar que
a pelve deverá ser posicionada após outras áreas e deverá permanecer assimétrica.
o posicionamento ereto e correto não contribui para estimular os sistemas vestibulares e visual.
o suporte de peso idêntico em ambas as nádegas é essencial para melhorar o tônus.
o tronco deverá permanecer em assimetria e na linha média dos ombros.
A cadeira de rodas é um equipamento de tecnologia assistiva que possibilita mobilidade visando maximizar a função por meio de: estabilidade, alinhamento e conforto na posição sentada. Quando prescrita de forma correta, pode contribuir para ampliar o nível de independência, auto estima e qualidade de vida do usuário. São tipos de cadeira de rodas:
manual, motorizada, especializada e esportiva.
manual, tecnológica, especializada e recreacional.
tátil, motorizada, especializada e esportiva.
tátil, tecnológica, especializada e recreacional.
As áreas que devem ser consideradas alvos do processo de reabilitação pela Terapia Ocupacional (TO) em sua aplicação na saúde mental são, exceto:
Funcionamento cognitivo
Interação social
Comportamento e inteligência
Emoção
As opções a seguir apresentam acessórios para controle postural na cadeira de rodas, à exceção de uma. Assinale-a.
Apoio de cabeça.
Faixa pélvica.
Abdutor.
Mesa tipo bandeja.
Stair climbing.
Analise as afirmativas abaixo tratando dos Modelos de Reabilitação.
1. O modelo social está fundamentado em uma visão linear de “causa e efeito” de incapacidade em que o tratamento prescrito é necessário para considerar os efeitos físicos da doença ou lesão.
2. O modelo biomédico é considerado o modelo original de reabilitação e seu foco está na restauração das habilidades físicas, independência para as AVDs, nas habilidades de trabalho e sociais.
3. No modelo biopsicossocial, o tratamento requer uma abordagem holística e integrada, que considera os aspectos físicos, psicológicos, sociais e ambientais da situação do indivíduo.
4. No modelo biomédico, a reabilitação torna-se uma parceria entre indivíduo, família, cuidadores, equipe de profissionais e instituições oficiais ou de voluntários na comunidade.
5. No modelo social, a incapacidade é considerada como um produto da impotência da sociedade em se adequar às necessidades do indivíduo.
Assinale a alternativa que indica todas as afirmativas corretas.
São corretas apenas as afirmativas 1, 2 e 3.
São corretas apenas as afirmativas 1, 3 e 4.
São corretas apenas as afirmativas 2, 3 e 4.
São corretas apenas as afirmativas 2, 3 e 5.
São corretas apenas as afirmativas 3, 4 e 5.
A respeito do componente Reabilitação Psicossocial da Rede de Atenção Psicossocial, pode-se afirmar que
tem como enfoque a inclusão social das pessoas com transtornos mentais e pessoas que fazem uso de crack, álcool e outras drogas, por meio da construção de espaços de convívio e sustentação das diferenças na comunidade e em variados espaços da cidade.
oferece cuidados contínuos de saúde, com funcionamento de vinte e quatro horas, em ambiente residencial, para pessoas com necessidade decorrentes do uso de crack, álcool e outras drogas, de ambos os sexos, que apresentem acentuada vulnerabilidade social e/ou familiar e demandem acompanhamento terapêutico e protetivo de caráter transitório.
suas atividades são realizadas prioritariamente em espaços coletivos (grupos, assembleias de usuários, reunião diária de equipe), de forma articulada com os outros pontos de atenção da rede de saúde e das demais redes.
é composto por iniciativas de geração de trabalho e renda/empreendimentos solidários/cooperativas sociais e abrange a inclusão produtiva, formação e qualificação para o trabalho de pessoas com transtorno mental ou com necessidades decorrentes do uso de crack, álcool e outras drogas.
constitui-se por equipe multiprofissional responsável por um conjunto de ações de saúde, de âmbito individual e coletivo, com o objetivo de desenvolver a atenção integral que impacte na situação de saúde e autonomia das pessoas e nos determinantes e condicionantes de saúde das coletividades.
De acordo com Caraviello, Cassefo e Chamlian (2006), qual é a prevalência do perfil epidemiológico de crianças com paralisia cerebral?
Sexo feminino e tipo atetoide.
Sexo masculino e tipo atetoide.
Sexo feminino e tipo espástico.
Sexo masculino e tipo espástico.
No último Censo Demográfico do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em 2010, cerca de 7% da população brasileira apresenta alguma dificuldade em locomoção. Diversas são as causas que ocasionam tais dificuldades, como traumatismo crânio encefálico, lesão medular, acidente vascular encefálico, amputações, diabetes, obesidade, deficiência mental, mielomeningocele, doenças neuromusculares, entre outras. Na ação terapêutica ocupacional, pode-se prescrever ou indicar diversos dispositivos da tecnologia assistiva que auxiliem na mobilidade, como a cadeira de rodas. Na prescrição da cadeira de rodas, o Terapeuta Ocupacional (TO) considera algumas medidas essenciais para que o dispositivo traga suporte corporal, previna deformidades e/ou contraturas musculares, conforto e potencialize o desempenho ocupacional do indivíduo. Pode-se considerar como medidas essenciais na prescrição terapêutica ocupacional de uma cadeira de rodas, exceto:
Altura do encosto.
Largura do encosto.
Profundidade do assento.
Altura do assento.
Sistema tilt ou recline.
As órteses são recursos comumente utilizados pelo Terapeuta Ocupacional (TO) em sua assistência clínica, principalmente na reabilitação do membro superior, seja por lesão traumática, doença reumatológica, sequela de doenças neurológicas centrais ou periféricas e sequelas por queimaduras. As órteses se apresentam em duas categorias: estáticas e dinâmicas. E apresentam duas propostas de intervenção: órtese para imobilização e para mobilização (ASSUMPÇÃO, T.S., 2005). Baseado na primeira proposta de intervenção, os objetivos dessa órtese são, exceto:
Avaliar o potencial para cirurgia.
Controlar a dor.
Reduzir a inflamação após o trauma.
Reduzir a inflamação na artrite.
Aumentar o movimento articular.
Na reabilitação da mão, o Terapeuta Ocupacional (TO) é um dos mais capacitados profissionais em utilizar estratégias e protocolos específicos para cada caso, além de ser um profissional que desde a base acadêmica tem em sua grade curricular os princípios de tecnologia assistiva, prescrição, confecção e treino de órteses. Porém, para que o TO escolha o protocolo mais adequado para cada caso e obtenha o melhor resultado, considerando o desempenho ocupacional do seu cliente, ele inicialmente lança mão de avaliações. Estas podendo ser estruturadas ou semiestruturadas, contendo a aplicação de testes para uma melhor avaliação funcional da mão (ARAUJO, P.M.P., 2005), tais como, exceto:
Avaliação da força muscular de preensão pelo dinamômetro Jamar.
Avaliação de amplitude de movimento pelo goniômetro.
Avaliação da força muscular de pinça pelo pinch gauge.
Avaliação de sensibilidade com monofilamentos.
Avaliação de força muscular de pinça pelo teste de discriminação de dois pontos estático (WeberMoberg).
Um exemplo de barreira ambiental que restringe a participação de pessoas é a largura de portas que não permitem a passagem de cadeiras de rodas.
Certo
Errado
Atualmente, a Tecnologia Assistiva (TA) tem como foco principal a assistência a pessoa com deficiência “permitindo a inclusão ao dispor de recursos que auxiliam a independência funcional, aprendizagem, comunicação e interação com o mundo”. Dentre os recursos de TA, citamos as próteses, que, conceitualmente, são definidas como dispositivos aplicados, substituindo um determinado segmento do corpo.
(Oliveira, et al, 2019.)
No que concerne ao princípio de construção, as próteses podem ser
modulares ou ajustáveis.
rígidas ou convencionais.
exoesqueléticas ou endoesqueléticas.
resistentes e duráveis, ou de estrutura rígida.