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Considerando um cão de 7 anos, prostrado, com quadro intermitente de diarreia e êmese, desidratado e com os seguintes resultados de exames laboratoriais: Sódio 120 mEq/L (referência 143‐148 mEq/L), potássio 6,0 mEq/L (referência até 5,0 mEq/L), cloreto 80 mEq/L (referência 107‐115 mEq/L), glicose 85 mg/dL (referência 70‐100 mg/dL), qual fluido seria o mais indicado para reposição volêmica?
Solução salina hipertônica 7,5%.
Ringer com lactato de sódio.
Glicose a 10%.
Solução salina NaCl 0,9%.
Solução salina NaCl 0,45%.
O principal material para ser remetido ao laboratório para diagnóstico da Raiva é:
Dentição canina.
Sangue.
Tecido cerebral.
Tecido epitelial.
A Anemia Infecciosa Equina (AIE), também chamada febre do pântano, afeta equinos, mulas e burros. A AIE é causada pelo vírus da anemia infecciosa equina, um lentivírus responsável por longos períodos de incubação. Os animais infectados pelo vírus da AIE permanecem virêmicos durante toda a vida. Assinale a alternativa correta sobre os sinais clínicos e exame diagnóstico:
Animal febril, anemia, petéquias nas mucosas, edema ventral e IDGA.
Encefalite, prurido e IDGA.
Dificuldade respiratória, claudicação e ELISA.
Claudicação, dificuldade respiratória e isolamento do vírus.
Leia atentamente o texto e assinale a alternativa correta:
A doença renal crônica é caracterizada pela presença de lesão estrutural e/ou funcional persistentes por no mínimo 3 meses, com perda progressiva e irreversível de néfrons. Atualmente, a International Renal Interest Society (IRIS) considera quatro estágios para a doença renal crônica em cães e gatos. O subestadiamento pode ser realizado com base nos valores de pressão arterial e na intensidade da proteinúria, avaliada por meio da razão proteína: creatinina urinária. O estadiamento e o subestadiamento da doença renal crônica objetivam direcionar a conduta terapêutica e, desta forma, contribuir para o retardo de sua progressão.
(Adaptado de: IRIS. IRIS Staging of CKD (modified 2017). Disponível em: <http://www.iriskidney.com>. Acesso em: 24 dez. 2018.)
Cães e gatos azotemicos, com alterações morfológicas nos rins ao exame ultrassonográfico (ex: rins diminuídos de tamanho, região cortical renal hiperecogênica, perda da definição da relação corticomedular renal, presença de cistos em um ou ambos os rins), com perda da capacidade de concentração urinária (isostenúria e/ ou hipostenúria persistentes) e proteinuria (confirmadamente de origem renal e de caráter persistente), podem apresentar doença renal crônica estágio 1.
Cães e gatos não-azotemicos, com alterações morfológicas nos rins ao exame ultrassonográfico (ex: rins diminuídos de tamanho, região cortical renal hiperecogênica, perda da definição da relação corticomedular renal, presença de cistos em um ou ambos os rins), com perda da capacidade de concentração urinária (isostenúria e/ ou hipostenúria persistentes) e proteinuria (confirmadamente de origem renal e de caráter persistente), podem apresentar doença renal crônica estágio 1.
A terapia renal substitutiva deve ser indicada logo nos estadiamentos iniciais devido à maior probabilidade de reversão da doença renal crônica, objetivando-se, assim, o efeito curativo.
A Instituição de fluidoterapia na doença renal crônica objetiva principalmente estimular a diurese com o intuito de promover a eliminação de toxinas na urina.
Cães e gatos com o valor de creatinina igual ou superior a 5 mg/dL já podem ser classificados como doentes renais crônicos estágio 4, a partir de uma única mensuração de creatinina, desde que estejam normovolêmicos à ocasião da avaliação laboratorial.
Diversas são as enfermidades que acometem os animais domésticos e muitos são os sinais e sintomas que podem ser identificados durante os exames antes do diagnóstico. Marque a alternativa em que a manifestação clínica não está corretamente descrita:
linfoadenopatia é um aumento no tamanho ou mudança na consistência de um linfonodo e uma das causas pode ser infecciosa, como a tuberculose.
choque hipovolêmico é a condição resultante de qualquer processo doentio que crie um volume líquido IV inadequado para manter o retorno venoso ao coração, consequentemente cai o débito cardíaco e o choque se desenvolve.
cianose é uma coloração amarelada das mucosas, dos leitos ungueais e da pele, indica a presença de no mínimo 5 g/dl de hemoglobina reduzida.
caquexia é um estado corpóreo catabólico, pode resultar de má nutrição primária ou secundária, que é o resultado de um processo patológico.
O pimobendan é prescrito no tratamento da insuficiência cardíaca por
resultar em efeito inotrópico positivo após aumentar a eficiência de ligação da troponina ao cálcio e vasodilatação periférica por inibir a enzima fosfodiesterase 3.
reduzir o edema pulmonar por diurese após inibição do co-transporte ativo de sódio, cloreto, potássio e magnésio na porção ascendente da alça de Henle.
reduzir a pressão arterial por meio de vasodilatação e aumentar a excreção de água e sódio após inibir a enzima conversora do angiotensinogênio.
promover venodilatação de forma indireta por meio do óxido nítrico produzido após sofrer metabolismo na musculatura lisa vascular.
A síndrome de Cushing ou hiperadrenocorticismo é um distúrbio endócrino comum em cães adultos e idosos, sendo caracterizada por diversas anormalidades clínicas e bioquímicas, que ocorrem devido a uma exposição crônica a concentrações excessivas de glicocorticoides. A maioria dos cães com essa síndrome apresenta sinais c línicos que progridem lentamente e não são alarmantes para os proprietários. Portanto, é provável que a maioria desses pacientes apresente sinais óbvios no momento em que o proprietário perceber que o problema existe. Em cães que desenvolveram essa endocrinopatia, os sinais clínicos mais comuns são:
dispneia, tosse, rouquidão, vômito, diarreia, perda de peso, taquicardia, respiração ofegante e comportamento inquieto
Incontinência urinária, obstrução urinária aparente, calafrios, contrações espasmódicas musculares e convulsões.
poliúria, polidipsia, polifagia, abdome dilatado, alopecia geralmente bilateral e simétrica, pele fina, fraqueza muscular e letargia.
seborreia, intolerância ao frio, contusão, calcinose cutânea, febre, tetania, fricção fa cial, atrofia muscular e miotonia.
Após a colocação de mordaça em um cão, se houver dificuldade respiratória, deve-se:
afrouxá-la
apertá-la
mantê-la
retirá-la
O deslocamento abomasal é uma doença que envolve diversos fatores, ocorrendo com frequência nos primeiros dias após o parto, em vacas leiteiras, e está associada a atonia ruminal. Dentre as características da doença podemos destacar
A temperatura retal e as frequências respiratória e cardíaca, na maioria dos casos, encontram-se alteradas.
Observa-se, comumente, uma alcalose metabólica com hipercloremia e hipercalemia devido à atonia do abomaso.
O deslocamento de abomaso para direita costuma ser mais severo se comparado com o deslocamento para a esquerda devido à chance de os animais apresentarem também vólvulo gástrico.
A acidose metabólica é observada no deslocamento abomasal para a esquerda, mesmo nos casos mais leve da doença, devido à diminuição da perfusão tecidual.
Em relação à broncopneumonia supurativa dos potros causada pelo Rhodococcus equi (R. equi), assinalar a alternativa CORRETA:
É uma importante doença de potros com cinco a dez meses de idade e caracterizada por abscessos internos nos linfonodos mesentéricos.
O microrganismo está frequentemente presente em grande número nas fezes de potros saudáveis com menos de 3 meses de idade, também podendo ser isolado das fezes de equinos mais velhos e de vários outros mamíferos e aves.
O desenvolvimento de R. equi, um microrganismo gram-positivo, anaeróbico, pode ocorrer em pastagens com alta lotação de equinos, levando a surtos da doença.
O R. equi é um microrganismo extracelular que estabelece um nicho específico da célula do hospedeiro e sobrevive através de um desvio da via normal de maturação do ribossomo.