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A micoplasmose hemotrópica ocorre em gatos de todas as idades, apresentando sinais clínicos variáveis que envolvem uma anemia grave, taquipneia, depressão, fraqueza, anorexia e perda de peso. Em relação à etiologia da micoplasmose hemotrópica em felinos, é CORRETO afirmar:
São classificados atualmente como riquétsias do gênero Haemobartonella.
Trata-se de bactérias com parede celular e fixam-se nas organelas citiplasmáticas dos eritrócitos.
São bactérias gram negativas sem paredes celulares que se fixam à superfície dos eritrócitos.
Os micoplasmas são riquétsias parasitas intracelulares dos eritrócitos dos felinos.
São riquétsias de fácil cultivo em meios celulares.
O Diabetes Mellitus é uma endocrinopatia que ocorre em cães e gatos, podendo culminar com a cetoacidose diabética. A cetoacidose diabética promove múltiplas alterações de ordem clínica, metabólica e laboratorial e por isto
a cetoacidose diabética é uma emergência que necessita da utilização de insulina zinco protamina para a correção dos níveis glicêmicos.
os gatos com cetoacidose diabética podem possuir uma maior quantidade de corpúsculos de Heinz do que gatos que não estão em cetoacidose sendo esta alteração correlacionada com os níveis de β-hidroxibutirato.
os corpos cetônicos produzidos no fígado como β-hidroxibutirato, acetoacetato e acetonas elevam de forma marcante a osmolaridade do paciente, podendo gerar sinais clínicos neurológicos nestes pacientes.
os corpos cetônicos produzidos no metabolismo, o acúmulo das acetonas, promovem o quadro de acidemia e inclusive halitose característica da cetoacidose, nestes animais.
cetoacidose diabética causa distúrbios dos eletrólitos, destacando-se o potássio, sendo que a insulinoterapia que irá corrigir a hipocalemia, pois é uma alteração que pode provocar o óbito do animal.
Com base nos valores a seguir obtidos de hemogasometrias arteriais, constitui uma indicação absoluta para a suplementação de uma solução de bicarbonato de sódio (NaHCO3-) pela via intravenosa o paciente com os seguintes resultados:
pH arterial: 7,46; PCO2: 55 mmHg; PO2: 70mmHg; BE: -10; HCO 3- : 24mmol/L; anion gap: 20
pH arterial: 7,0; PCO2: 85 mmHg; PO2: 50mmHg; BE: -20; HCO3-: 12 mmol/L; anion gap: 33
pH arterial: 6,9; PCO2: 85 mmHg; PO2: 50mmHg; BE: -20; HCO3-: 6 mmol/L; anion gap: 20
pH arterial: 7,1; PCO2: 20 mmHg; PO2: 50mmHg; BE: -20; HCO 3- : 8 mmol/L; anion gap: 35
pH arterial: 7,2; PCO2: 27 mmHg; PO2: 60mmHg; BE: -7; HCO3-: 12 mmol/L; anion gap: 26
O hipotireoidismo se caracteriza pela produção ineficiente dos hormônios tireoideanos pela glândula tireoide, com consequente diminuição da atividade metabólica do organismo animal. Pode ser primário, secundário, terciário, entre outras classificações, conforme o local de instalação da afecção. Quanto ao hipotireoidismo em cães, é CORRETO afirmar:
Letargia, sonolência, “fácies trágica”, fraqueza muscular, obesidade, termofilia, mixedema e taquicardia são sinais associados ao hipotireoidismo canino.
Doenças sistêmicas podem diminuir a concentração dos hormônios da tireoide principalmente o T3.
Fenobarbital comumente afeta a concentração do T4 total e não altera o T4 livre.
Hipotireoidismo secundário (deficiência de TSH) é raramente descrito em cães.
A principal alteração neurológica, em cães, associados ao hipotireoidismo, estão relacionadas à disfunção cerebral.
A esporotricose causada por Sporothrix spp. é uma importante micose que acomete mamíferos e possui distribuição mundial. Sua ocorrência no Brasil está associada principalmente à transmissão zoonótica, por felinos domésticos infectados. Sobre a esporotricose, assinale a alternativa correta.
O gato infectado, após um período de incubação em média de 92 dias, desenvolve uma lesão inicial no local da inoculação.
Quando presente no tecido, o Sporothrix spp. apresenta-se na forma de hifas ovais a arredondadas, e mais comumente alongadas.
A anfotericina B via oral é o tratamento de eleição para esporotricose felina.
A melhor destinação para os cadáveres dos animais que morreram por esporotricose é a cremação/incineração. Essa prática é importante para evitar a contaminação do ambiente por Sporotrix spp.
Ao exame histopatológico, a esporotricose caracteriza-se por ulceração da hipoderme e reação inflamatória intensa da epiderme.
Os complexos prematuros ventriculares ocasionais ocorrem sem consequências na maioria dos animais. Entretanto, as arritmias que comprometem o débito cardíaco, e a perfusão coronária, podem causar isquemia miocárdica, deterioração da função da bomba cardíaca e, às vezes, morte súbita. Sendo assim, analise o trecho abaixo e assinale a alternativa que preencha correta e respectivamente as lacunas.
Essas arritmias costumam ser rápidas (p. ex., taquiarritmias ventriculares ou supraventriculares sustentadas) ou lentas (p. ex., bloqueio atrioventricular com um ritmo de escape ventricular lento ou instável). Às vezes, no entanto, uma arritmia letal, como _____, ocorre sem arritmia sustentada anterior. A taquicardia sustentada rápida de origem supraventricular ou ventricular _____ o débito cardíaco de maneira _____ e eventualmente causa disfunção miocárdica e insuficiência cardíaca congestiva.
bloqueio atrioventricular grau II / reduz / crônica
fibrilação ventricular / aumenta / crônica
bloqueio atrioventricular grau II / aumenta / aguda
fibrilação ventricular / reduz / aguda
O timpanismo ruminal, também conhecido por meteorismo ruminal, é um dos problemas digestivos mais facilmente reconhecidos em bovinos. Trata-se de uma condição frequente nesses animais, com incidência elevada principalmente em propriedades que adotam o sistema de produção intensivo. Essa afecção pode ser classificada em timpanismo primário ou timpanismo secundário. Nos casos graves, o animal pode morrer em poucas horas, se o timpanismo não for aliviado. A etiologia do timpanismo secundário está relacionada com
obstrução física da eructação causada por corpos estranhos, estenose do esôfago ou aumento da pressão do esôfago por linfonodos bronquiais.
penetração da parede ruminal por corpos estranhos metálicos, como pregos e pedaços de arame, ingeridos junto ao concentrado ou à forragem oferecidos ao animal.
ingestão de forragens, especialmente folhas de leguminosas de fácil digestibilidade pela microbiota ruminal, que geram proteínas solúveis dispersas no liquido ruminal.
alimentação com altos níveis de grãos finamente triturados, associada à redução brusca no fornecimento de forragem, alterando a microbiota ruminal.
A claudicação em equinos é uma perturbação estrutural ou funcional caracterizada pela desarmonia em um ou mais membros e que se manifesta, principalmente, durante a locomoção, por causas multifatoriais. Assinale a alternativa correta referente às condutas adequadas de diagnóstico para claudicação em equinos.
O diagnóstico da causa de claudicação em equinos é realizado somente pela apalpação dos membros, tendo em vista que a avaliação do animal em movimento não fornece muitas informações de sua real condição clínica.
A radiografia é uma importante ferramenta de diagnóstico para os casos de claudicação em equinos, pois permite a avaliação das estruturas ósseas e tecidos moles.
Os bloqueios anestésicos, na tentativa de estabelecer um diagnóstico, são contraindicados, devido ao grande risco no surgimento de laminite.
A ultrassonografia é essencial para o diagnóstico, pois permite avaliar a extensão da lesão, estabelecimento de um prognóstico e avaliação do tratamento das lesões tendíneas.
Para o diagnóstico da síndrome navicular, o exame radiográfico é pouco eficaz, sendo indispensável o uso de técnicas mais sofisticadas, como análise biomecânica e biópsia óssea.
Sobre animais susceptíveis à Febre Aftosa, analise os itens abaixo:
I. Bovinos e bisões
II. Suínos e javalis
III. Caprinose e ovinos
IV. Antílopes e búfalos
Estão CORRETOS
Diversas doenças transmitidas por carrapato têm assumido importância tanto em saúde pública, quanto animal. Entre essas, a erliquiose monocítica canina, causada pela Ehrlichia canis e transmitida por Riphicephalus sanguineus. Analise as afirmações abaixo, considerando aspectos clínicos e diagnósticos da Erliquiose canina. Registre V, para verdadeiras, e F, para falsas:
( ) Depois de um período de incubação, o cão infectado com E. canis começa a apresentar diversos sinais sistêmicos, iniciando a fase aguda.
( ) Quando se multiplica dentro das células mononucleares circulantes e do fígado, do baço e dos linfonodos, induz linfoadenomegalia e hiperplasia linforreticular.
( ) A fase subclínica pode durar meses ou anos e é caracterizada por persistência variável de trombocitopenia, leucopenia e anemia na ausência de sinais clínicos.
( ) O diagnóstico é realizado com maior frequência na fase crônica, na qual os sinais clínicos são mais evidentes e a detecção da mórula no esfregaço é mais comum.
( ) A detecção de altos títulos de anticorpos para E. canis ou ainda a demonstração do DNA de E. canis pela PCR são técnicas utilizadas para a confirmação do diagnóstico.
Assinale a alternativa com a sequência correta:
F – F – V – F – F.
V – V – F – V – F.
F – V – F – V – V.
V – V – V – F – V.
V – V – F – F – V.