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Intoxicações são quadros muito comuns na clínica de animais de companhia. Plantas, pesticidas, frutas, alguns alimentos utilizados por seres humanos e medicações podem intoxicar cães e gatos. Para tornar a isca mais atrativa, muitas pessoas adicionam restos alimentares que podem induzir o seu animal a ingerir erroneamente os pesticidas. Com relação aos principais quadros de intoxicação por pesticidas em cães e gatos, analise as afirmativas abaixo e identifique as corretas:
I- Os rodenticidas dicumarínicos agem de forma antagonista à vitamina K, levando hemorragias, anemia, fraqueza, mucosas pálidas, depressão, epistaxe, melena, ataxia, hemorragia pulmonar e dispneia.
II- Fluoracetato de sódio tem no seu mecanismo de ação, uma inibição do ciclo do ácido cítrico, levando a excitação, irritabilidade, náuseas, vômito, diarreia e convulsões, especialmente em cães.
III- Estricnina, sendo um alcaloide indol tóxico, pode ser letal para mamíferos e ocasiona inquietação, dispneia, contração dos músculos faciais rigidez cervical e convulsões.
IV- Ivermectinas têm causado intoxicações em cães das raças Collie, Old English Sheepdog, Pastor de Shetland, Pastor Alemão, Poodle e Labrador.
Assinale a resposta correta:
Apenas as afirmativas II, III e IV estão corretas.
Apenas as afirmativas I e III estão corretas.
Apenas as afirmativas II e IV estão corretas.
Apenas as afirmativas III e IV estão corretas.
Todas as afirmativas estão corretas.
O termo eutanásia pode ser considerado como a indução da cessação da vida animal por meio de método tecnicamente aceitável e cientificamente comprovado. Nesse contexto, a eutanásia NÃO deve ser indicada quando:
o bem-estar animal estiver comprometido de forma irreversível sendo um meio de eliminar a dor e sofrimento.
o tratamento representar custos incompatíveis com a atividade produtiva a que o animal se destina ou com os recursos financeiros do proprietário.
o animal constituir risco à fauna nativa.
o animal constituir ameaça à saúde pública.
o animal for objeto de ensino ou pesquisa.
A eutanásia deve ser realizada por métodos químicos ou físicos aprovados capazes de realizar a indução à morte do animal de forma rápida e indolor. A classe farmacológica a ser utilizada para a eutanásia por método químico é a dos:
anestésicos.
antibióticos.
anticoagulantes.
analgésicos.
antiespasmódicos.
A eutanásia é indicada em casos especiais para minimizar o sofrimento dos animais. O executar da eutanásia deve ser capaz de identificar o momento da morte do animal através de indicadores que caracterizam esta. É um indicador para a confirmação da morte do animal:
inconsciência.
coloração de mucosas.
assistolia.
convulsão.
hemorragia.
Tuberculose bovina é uma doença de notificação compulsória, e os meios de diagnóstico, controle e profilaxia são fiscalizados e preconizados pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA). Com base nos conhecimentos dos meios de diagnóstico, assinale a afirmativa INCORRETA.
O teste cervical simples é o teste de rotina recomendado, realizado mediante a inoculação intradérmica do Derivado Proteico Purificado (PPD), na dosagem de 1,0 ml, na região cervical ou na região escapular.
A leitura do teste deve ser feita após 72 horas, com nova medida de espessura da dobra da pele no local da inoculação. Há uma tolerância de 6 horas, para mais ou para menos, para se efetuar a leitura.
O teste cervical comparativo é realizado pela inoculação das tuberculinas PPD aviária e bovina, por via intradérmica, na dosagem de 0,1, na pele tricotomizada da região cervical ou na região escapular, a uma distância entre as duas inoculações de 15-20cm, sendo a PPD aviária inoculada cranialmente, e a PPD bovina, caudalmente.
O teste da prega caudal é realizado no gado de corte, por meio da inoculação, por via intradérmica na dosagem de 0,1 ml, de tuberculina PPD bovina, 6-10cm da base da cauda, na junção das peles pilosas e glabra.
Os animais com reação superior a 2mm serão considerados positivos se essa reação for 4mm maior que a reação da tuberculina aviária.
Uma gata com quatro kg de peso vivo (p.v.) precisa ser medicada com 5 mg/Kg p.v. de um produto injetável que está formulado na concentração de 10%. Quantos mililitros do fármaco deverão ser injetados no animal?
0,002.
0,02.
0,2.
2.
20.
Quanto à intoxicação por uréia, é INCORRETO afirmar:
O tratamento nos casos de intoxicação pela ureia tem como objetivo reduzir o pH no ambiente ruminal e impedir a absorção excessiva da amônia liberada.
Utiliza-se o fornecimento, via oral, de 2 a 4 litros de solução de acido acético ou de vinagre a 10% e dependendo da sintomatologia apresentada, esse procedimento deve ser repetido 12 horas após a primeira administração.
Em situações em que os produtos para desintoxicação não estejam disponíveis, deve-se fornecer de 20 a 30 litros de água fria, para dificultar a absorção, reduzir a atividade microbiana (menor quando a temperatura ruminal esta baixa), bem como diluir a amônia presente no rúmen.
Animais em casos mais graves de intoxicação apresentam-se prostrados, com quadros de tetania ou convulsão e raramente respondem ao tratamento. Nesses casos, a morte pode ocorrer rapidamente.
O tratamento com ácido acético em concentrações superiores a 10% não é recomendado, porque causa lesões no esôfago do animal.
Em relação às ectoparasitoses que influenciam a qualidade e a quantidade lã dos ovinos, encontra-se a sarna psoróptica, causada pelo Psoroptes ovis. Em relação à essa doença, considere as assertivas abaixo, assinalando V, se verdadeiras, ou F, se falsas.
( ) Essa é a sarna mais frequente em ovinos não somente no Brasil, mas em diferentes partes do mundo em que a criação dessa espécie animal é expressiva.
( ) Na fase aguda da doença, observa-se prurido, inquietação, emagrecimento e áreas de alopecia.
( ) A infestação por P. ovis não induz imunidade contra reinfestações.
( ) Fêmeas próximas ao parto e cordeiros com menos de um mês não devem receber tratamento contra a sarna.
A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:
V – V – V - F.
V – F – V – F.
V – V – V – V.
F – F – F – F.
F – V – F – V.
A actinobacilose é uma enfermidade infecciosa, porém não contagiosa, geralmente crônica, causada por Actinobacillus sp., e apresenta-se como inflamação piogranulomatosa dos tecidos e cadeia linfática da cabeça e pescoço. Ocorre em todo mundo de forma esporádica, acometendo habitualmente bovinos e com menos frequência ovinos, equinos, suínos e caprinos. O agente responsável por causar a doença em ruminantes é o Acinobacillus lignieressi, cocobacilo gram-negativo que existe normalmente na cavidade bucal e no rumem desses animais. O tratamento consiste na administração de antibióticos e solução de iodeto de potássio ou de sódio até o aparecimento dos sinais de iodismo, que são:
Excitação muscular, fotofobia e disfagia.
Opacidade da córnea, excitação nervosa e oligoespermia.
Onicogrifose, otite purulenta e ulceração subcutânea.
Salivação, edema palpebral e lacrimejamento.
Oligúria, uveíte e visão turva.
A bilirrubina é produzida, principalmente, através da degradação metabólica da hemoglobina. Fisiologicamente, a maior parte deste pigmento é derivado da degradação extravascular de eritrócitos senescentes. O aumento significativo da concentração plasmática de bilirrubina acarreta em um quadro clínico-patológico denominado icterícia. Com base no texto, assinale a alternativa INCORRETA.
O aumento excessivo da hemólise extravascular pode levar a um quadro de icterícia de origem pré hepática.
Na colestase é comum a observação da concentração plasmática de bilirrubina direta (conjugada).
A bilirrubinúria é um sinal comum observado em animais com o aumento plasmático da bilirrubina direta.
A presença de urobilinogênio na urina em grandes concentrações indica um processo colestático com obstrução total do ducto biliar, indicando não haver circulação entero-hepática.