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A respeito da luxação da lente, uma doença ocular, é correto afirmar:
A luxação da lente ocorre mais em raças gigantes, como Dogue Alemão e São Bernardo.
Nos casos de luxação posterior da lente, o aumento de pressão intraocular é comum e a melhor recomendação de tratamento é a remoção cirúrgica da lente.
Como regra geral, as luxações posteriores da lente apresentam prognóstico mais sombrio do que as luxações anteriores.
As luxações secundárias da lente são comuns após glaucomas, uveítes e cataratas hipermaturas.
As luxações posteriores são as que mais causam edema de córnea, pois nesses casos pode haver contato entre a lente luxada e o endotélio.
Nos felídeos são manifestações clínicas da esporotricose, EXCETO:
As lesões iniciam-se comumente nos membros, cabeça ou base da cauda, eventualmente atingem a região dos olhos e da boca e se assemelham a feridas devido a brigas, principalmente em gatos machos livres; o que confunde o proprietário do animal.
São lesões circulares elevadas (pápulas ou nódulos), com alopecia, que evoluem para ulceração com necrose central (gomas) crostosas e com exsudato purulento e hemorrágico.
As lesões não cicatrizam, mas respondem a antibioticoterapia e apresentam evolução lenta, difundindo-se pelo corpo.
Por vezes, a partir do ponto de entrada do fungo, surgem nódulos enfileirados, às vezes exsudativos, que se constituem em linfonodos aumentados de volume, em cadeia linear, dando o aspecto de “rosário”.
A necropsia é uma importante ferramenta para o diagnóstico veterinário, podendo confirmar e esclarecer ou até mesmo refutar diagnósticos. O exame post mortem constitui o melhor meio de comparação dos sinais clínicos do animal enfermo, com lesões que não eram visíveis ou aparentes durante a vida. Contudo, algumas alterações post mortem podem interferir na interpretação do exame macroscópico e histológicas do tecido. Quanto a essas alterações, assinale a alternativa INCORRETA.
Livor Mortis é o acúmulo gravitacional de sangue na parte inferior do animal.
A embebição sanguínea é a impregnação dos tecidos por hemoglobina, a qual é liberada da hemácia destruída após o coágulo ser digerido por enzima autolítica, sendo melhor evidenciada nos átrios esquerdo e direito e ventrículo direito. O endotélio dos grandes vasos também pode apresentar embebição sanguínea.
O rigor mortis é a rigidez causada pela atuação de enzimas proteolíticas de microorganismos dos intestinos.
A embebição por bile é decorrente da impregnação com uma coloração amarelada que pode se tornar marrom esverdeada posteriormente dos tecidos próximos à vesícula biliar pela colebilirrubina.
Trata-se de uma infecção bacteriana da pelve com extensão nos túbulos renais e inflamação concomitante intersticial. A doença geralmente origina-se como uma extensão da infecção bacteriana, acometendo o trato urinário inferior, que ascende dos ureteres aos rins e estabelece uma infecção na pelve e na medula interna. Essa descrição refere-se à:
Necrose papilar renal.
Nefrite granulomatosa.
Pielonefrite.
Amiloidose intersticial renal.
O tratamento da mastite subclínica na última ordenha, no final da lactação do animal, ao iniciar-se o período seco é um esquema popularmente conhecido como “tratamento da vaca seca”. É realizado com o emprego de especialidades farmacêuticas específicas para esta finalidade, como os antimicrobianos nas glândulas tratadas. Com relação às mastites, assinalar a afirmativa CORRETA:
As penicilinas se distribuem bem na glândula mamária, porém, quando inflamada, atingem concentrações maiores, à exceção das áreas necróticas.
As tetraciclinas atingem boa concentração na glândula mamária quando administradas por via parenteral. Têm sido muito utilizadas no tratamento da mastite.
Os derivados da polimixina B têm sido usados isoladamente ou associados a outros antimicrobianos no tratamento da mastite. O leite reduz a atividade dos derivados da polimixina B.
Os macrolídeos e as lincosaminas atingem boa concentração na glândula mamária quando administrados por via parenteral. Têm sido muito utilizados no tratamento de mastite, principalmente para pasteurella haemolytica.