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Constata-se no final da década de 90 um crescente pluralismo interpretativo na arqueologia Os modelos históricoculturalistas, que respondem às inquietações históricas concretas; o processualismo com seus esquemas interpretativos aplicáveis a qualquer contexto histórico e a arqueologia contextual, com a dimensão politica da disciplina e sua importância na luta dos povos pela valorização do seu passado e direitos. Esta convivência constituti uma das características da disciplina na atualidade.
Depois de devidamente agenciados o sítio e a região, e definido o plano de gestão, deve-se acionar os órgãos competentes para ampliação da gama de parceiros e a qualificação do monitoramento da visitação.
A arqueologia urbana está associada a políticas de gestão pública, pois a vulnerabilidade dos vestígios exige a tutela preventiva por parte do Estado. Assim, zoneamentos devem ser feitos em cidades como São Paulo, Porto Alegre, Curitiba e Rio de Janeiro, onde há grande probabilidade de existência de áreas de interesse da arqueologia.
exigir uma troca compensatória pelo descumprimento da legislação.
De acordo com a legislação em vigor, as terras nas áreas em questão podem ser cultivadas até cinco metros da margem dos rios e córregos da região.
O estudo dos vestígios arqueológicos dos grupos africanos escravizados no Brasil recebeu, nos últimos anos, significativo incremento de investimento e formação de pessoal. Nesse sentido, diminuiu a disparidade entre os estudos nessa área e os estudos dos vestígios das elites ligados aos programas de preservação dos sítios de alta visibilidade.
Devem ser realizadas obras de infraestrutura no terreno do sítio para dar conforto ao visitante. Tais obras devem também ter o objetivo de limitar o acesso a áreas específicas do sítio e o impacto no solo.
A prefeitura deve cercar a área do sítio arqueológico, além de monitorar a visitação.
O município deve elaborar projeto com o auxílio de consultores especialistas que possam produzir conhecimento a respeito desses bens.
O valor do sítio histórico Palmares para as políticas afirmativas levou à realização de obras que estimularam as pesquisas arqueológicas no local, o que resultou na proteção de vestígios e sítios arqueológicos e contribuiu para a construção de conhecimento histórico a respeito da vida no Quilombo dos Palmares.
A criação de parques de proteção ambiental garante a gestão compartilhada de bens de direito coletivo, como os vestígios arqueológicos e os recursos naturais.
A Constituição Federal de 1988 representou impulso decisivo para a arqueologia dos povos da diáspora africana, pois implementou políticas afirmativas e tombou todos os quilombos da atualidade, o que garantiu o reconhecimento de suas terras ancestrais.
O resgate e o monitoramento arqueológico em obras, em núcleos urbanos, vêm ocorrendo de forma cada vez mais frequente no Brasil. Nessa perspectiva, considere as afirmativas a seguir.
I Escavações nesses ambientes não apresentam possibilidade de associar a cultura material aos segmentos sociais específicos, havendo, no entanto, a possibilidade de analisar comportamento de consumo.
II Nessas áreas, as intervenções são extremamente positivas, pois podem oferecer acesso a informações sobre o processo de urbanização. As amostras podem representar os diferentes grupos sociais espalhados pelo núcleo urbano.
III Nessas áreas, a probabilidade de se encontrarem ossadas humanas é especialmente alta, havendo a necessidade de um levantamento cuidadoso e de orientação e monitoramento constante dessas áreas.
IV Intervenções nessas áreas podem ser extremamente produtivas do ponto de vista da produção científica, sendo que as camadas arqueológicas podem estar mais preservadas.
V O trabalho do arqueólogo, na maioria das vezes, está subordinada ao dos arquitetos.
Essas afirmativas referem-se, na ordem apresentada, a:
entorno de igrejas, quintais de residências, lixeiras coletivas, obras de restauração, vias públicas.
lixeiras coletivas, vias públicas, entornos de igrejas, quintais de residências, obras de restauração.
obras de restauro, lixeiras coletivas, vias públicas, quintais de residências, obras de restauração.
entorno de igrejas, obras de restauração, lixeiras coletivas, vias públicas, quintais de residências.
quintais de residências, entorno de igrejas, obras de restauração, vias públicas, lixeiras coletivas.
A documentação é fundamental para a arqueologia na medida em que a escavação é destrutiva do próprio objeto de estudo. Notas de campo, desenhos, fotografias, fichas, inventários e demais registros de uma pesquisa constituem documentação primária e devem ser encaminhados ao órgão licenciador.
As atividades de turismo cultural em sítios arqueológicos necessitam ser previamente licenciadas porque implicam mudanças de uso em um bem da União, por ela tutelado.
Sítios arqueológicos tombados a nível nacional, não podem ser escavados, visto que existe o impedimento legal de alteração das suas características físicas.
A Portaria IPHAN n.º 007/1988, no art. 11, incisos de II a VII, e no art. 12, incisos I, II e III, estabelece as informações que devem conter os relatórios técnicos bem como o relatório final no término da pesquisa a serem encaminhados ao IPHAN. Acerca dessas exigências, julgue os itens a seguir.
I Os relatórios técnicos deverão ser redigidos em língua portuguesa.
II Terminada a pesquisa, o coordenador deverá encaminhar, em língua portuguesa, o relatório final dos trabalhos, em que deverão constar as informações relacionadas no art. 11, à exceção de uma.
III A relação definitiva do material arqueológico recolhido em campo e informações sobre seu acondicionamento e estocagem devem constar no relatório final encaminhado ao IPHAN.
IV A Portaria IPHAN 230/2002 reafirma o princípio da conservação dos sítios arqueológicos por meio do registro científico, ao estabelecer que o resultado esperado é um relatório detalhado que especifique os esforços despendidos em termos de produção de conhecimento sobre arqueologia da área de estudo. Assim, a perda física dos sítios poderá ser efetivamente compensada pela incorporação dos conhecimentos produzidos à Memória Nacional.
A quantidade de itens certos é igual a
0
1
2
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4
No ano de 1964, Clifford Evans e Betty Meggers foram convidados pela Universidade Federal do Paraná, por meio do Prof. José Lourenço, a coordenarem os trabalhos do “Seminário de Ensino de Pesquisa em sítios cerâmicos”. Dava-se início ao programa PRONAPA. A respeito desse programa, assinale a alternativa incorreta.
O PRONAPA teve a duração de cinco anos, entre 1965 e 1970. Foi financiado pelo CNPq e pelo Smithsonian Instituion e com a Colaboração do IPHAN.
O objetivo principal do PRONAPA foi mapear e estudar a pré-história brasileira, por meio da realização de prospecções arqueológicas sistemáticas em grandes áreas, com o intuito de estabelecer as tradições, as subtradições e as fases.
Para definir as tradições, subtradições e fases, foram realizadas escavações para evidenciação de contextos arqueológicos e as estruturas dos sítios selecionados para serem escavados.
Uma das principais críticas recebidas foi em relação à não-evidenciação de contextos arqueológicos e estruturas e à realização de apenas algumas sondagens.
No “Seminário de Ensino de Pesquisa em sítios cerâmicos”, foi elaborado um quadro conceitual/classificatório inspirado no neoevolucionismo e na ecologia cultural, com a finalidade de se configurarem os sítios a serem detectados, mapeados e registrados junto ao IPHAN.
A prefeitura necessita contratar equipe de arqueólogos para fazer projeto de pesquisa e monitoramento da área antes da implantação da obra.
Antes de iniciar a obra, os operários devem ser treinados para reconhecer vestígios arqueológicos e evitar sua destruição com o manejo das ferramentas e maquinário mecânico.