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No Urbanismo e em sua interação com a dimensão arquitetônica do ambiente construído, a morfologia dos objetos projetados e construídos (edificações, vias, quadras e outros) é uma variável e enseja questões científicas e técnicas aplicadas. A forma dos objetos das primitivas urbanísticas (via, quadra, lote) não determina nenhuma prática social ou arranjo socioeconômico, mas pode operar como um ativo não-monetário ou financeiro e como um atenuante de desigualdades sociais.
O campus da UFRA é o terreno de grandes dimensões a Norte na imagem.

Figura 1 Mapa urbanístico (via, quadras, lotes) de Belém, bairros da Terra Firme (Sul; Oeste; Norte), Curió-Utinga (Nordeste) e bairro Universitário (Oeste, Sul), com campus da UFRA ao Norte.
Fonte: BELÉM, Prefeitura Municipal. Cadastro técnico multifinalitário. Belém: Prefeitura Municipal, 2003. CD-ROM.
Pensando na forma em planta, ilustrada pela cartografia, que mostra o campus da UFRA e parte de seu entorno imediato (bairros Universitário, do Curió-Utinga e Terra Firme), marque a alternativa correta.
Podemos dizer que o campus da Universidade Federal Rural da Amazônia (UFRA) encontra-se circundado por ocupações precárias; tais ocupações são resolvidas com amplos programas de remoção e remanejamento sistemático de populações e produção de unidades habitacionais padronizadas em locais de menor custo da terra.
A morfologia de quadra a Sul da imagem apresenta-se com dimensões inadequadas, excessivamente alongadas ou de contornos viários tortuosos, fazendo-se necessária intervenção de retificação de traçado, alargamento geral de caixas de via e reparcelamento de quadra, de modo a tornar as faces de quadra mais curtas.
A variação de dimensões e proporções de quadras no parcelamento de entorno da UFRA cria um sistema viário de baixa acessibilidade; o ideal seria um parcelamento de quadras de proporções quadradas, com caixas de via mais largas, ao mesmo tempo, de baixo custo de infraestrutura e fácil acesso viário e de pedestres aos logradouros.
A ocupação esparsa de espaços universitários precisa ser planejada e projetada de modo a tirar partido do sistema viário do entorno, sobretudo de seus corredores de tráfego, preferencialmente com diferentes acessos; do mesmo modo, deve-se propor a intensificação da capilaridade da malha viária interna aos campi universitários.
A localização dos campi universitários, como os da UFRA e UFPA, na periferia de Belém, atesta o erro de implantação desses equipamentos, pensados para uma cidade que teria a expansão de seu centro em direção a essa zona da cidade, o que não ocorreu; seria apropriado retomar a ideia de espaços em bairros centrais.