Questões de Concurso sobre Arquitetura Hospitalar

 
 
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De acordo com as diretrizes de sustentabilidade para projetos de arquitetura em hospitais universitários da Ebserh, um dos objetivos principais que orientam a implantação de edificações em um terreno, considerando aspectos climáticos, ambientais e urbanos, é


A

reduzir exclusivamente o custo de construção dos hospitais, sem comprometer a eficiência operacional.


B

garantir que os edifícios hospitalares sejam isolados das condições climáticas locais para evitar variações térmicas e sonoras externas.


C

promover a eficiência energética por meio do uso de energia renovável e redução do consumo de água, priorizando apenas ambientes internos.


D

reduzir o impacto ambiental e otimizar o uso de recursos naturais e renováveis, promovendo conforto térmico, sonoro e luminoso aos usuários, além de integrar a edificação ao entorno.


E

priorizar o uso de materiais de construção mais baratos, independentemente de sua eficiência térmica, acústica ou impacto ambiental, para reduzir custos iniciais de implantação.

No projeto de uma edificação pública, os revestimentos devem atender a critérios de durabilidade, manutenção e segurança. O revestimento mais adequado para um hospital público, considerando higienização e resistência a agentes químicos, é:


A

Piso cimentício com acabamento em resina acrílica.


B

Instalar carpete de fibras sintéticas para reduzir o ruído e proporcionar conforto térmico.


C

Piso vinílico homogêneo com rodapé curvo.


D

Porcelanato esmaltado com rejunte epóxi.

Sobre o zoneamento e fluxos em unidades de saúde, avalie as afirmativas a seguir.


I. Nos projetos arquitetônicos de unidades de saúde, é fundamental priorizar o agrupamento das atividades relacionadas. A negligência desse princípio pode resultar em graves dificuldades operacionais e no aumento contínuo dos custos de manutenção.

II. O planejamento do fluxo de pacientes em uma unidade ambulatorial deve evitar que eles não interfiram nas atividades da equipe de saúde nem acessem áreas exclusivas para pacientes internos, médicos e demais funcionários.

III. Existem vários padrões de distribuição espacial de circulações em projetos de hospitais, porém o mais eficiente, particularmente naqueles de grande porte, é o chamado hospital de corredor único, que é composto por um sistema de via principal interligando todas as vias locais de cada unidade.


Está correto o que se afirma em


A

I, apenas.


B

II, apenas.


C

I e II, apenas.


D

I e III, apenas.


E

II e III, apenas.

No projeto de um Estabelecimento Assistencial de Saúde (EAS) de atendimento ambulatorial, um arquiteto terá de incluir alguns consultórios médicos indiferenciados.


Admitindo valor nominal, ou seja, desprezando-se tolerâncias de projeto, a área e as instalações diferenciadas mínimas necessárias nesses consultórios, de acordo com a RDC nº 50, de 21 de fevereiro de 2002, são:


A

7,5 m2 com instalação de água fria.


B

7,5 m2 com instalação de água fria e elétrica de emergência.


C

9,0 m2 com instalação de água fria e elétrica de emergência.


D

9,0 m2 com instalação de água fria, elétrica de emergência e ar comprimido medicinal.


E

7,5 m2 com instalação de água fria, elétrica de emergência e ar comprimido medicinal.

João Filgueiras Lima, conhecido como Lelé, é um arquiteto brasileiro renomado por suas contribuições à arquitetura hospitalar, tendo desenvolvido projetos inovadores para Hospitais da Rede Sarah. Analise os itens a seguir sobre a obra de Lelé, especialmente na arquitetura hospitalar


I. Ele dominava as estratégias de conforto térmico, propondo ambientes com ventilação e iluminação naturais, em vez de depender exclusivamente de sistemas mecanicamente condicionados.

II. Um dos elementos marcantes dos seus projetos são os grandes sheds curvos, dispostos em linhas paralelas.

III. Lelé rejeitava totalmente técnicas pré-fabricadas, preferindo desenvolver projetos participativos com técnicas vernaculares e utilizando exclusivamente mão de obra local, envolvendo os futuros usuários em todas as etapas da construção.


Está correto o que se afirma em


A

II, apenas.


B

I e II, apenas.


C

I e III, apenas.


D

II e III, apenas.


E

I, II e III.

A elaboração de projetos físicos de estabelecimentos assistenciais de saúde deve atender a normas técnicas, fluxos funcionais e segurança dos usuários. Sobre esse tema, analise as alternativas e assinale a CORRETA:


A

A definição de setores, corredores, acessos e áreas de suporte é essencial para garantir fluxos eficientes, segurança, privacidade e atendimento adequado aos pacientes.


B

O projeto físico de um hospital deve priorizar apenas a estética das instalações, sem considerar a circulação de pacientes, equipe e materiais.


C

Normas técnicas e regulamentações específicas não se aplicam a clínicas e hospitais, pois estas edificações seguem apenas critérios arquitetônicos gerais.


D

A avaliação de um projeto físico de EAS deve se restringir ao cálculo da área total construída, sem considerar funcionalidade, acessibilidade ou normas de biossegurança.

De acordo com as Normas Para Projetos Físicos de Estabelecimentos Assistenciais de Saúde do Ministério da Saúde, em obras de construção de edificações para assistência em saúde, as rampas destinadas à circulação de pacientes, no caso de possuírem no máximo 2 segmentos com extensão máxima de 9,15 m. em cada segmento, devem ter inclinação máxima de:


A

1:12 ou 8,33%.


B

1:16 ou 6,25%.


C

1:8 ou 12,5%.


D

1:10 ou 10%.


E

1:6 ou 16,67%.

A elaboração de projetos de comunicação visual e sinalização de hospitais é uma atividade possível na atuação profissional de arquitetos e arquitetas. Tal projeto, quando executado corretamente, tem a capacidade de contribuir para a localização dos usuários, reforçar a marca do estabelecimento, além de ter parte importante do resultado estético do projeto. Dentre os conceitos discutidos no desenvolvimento de um projeto de comunicação visual e sinalização estão hierarquia, setorização e proporção. Sobre esses conceitos, relacione-os com os exemplos abaixo e assinale a alternativa que apresenta a sequência correta.


1. Hierarquia.

2. Setorização.

3. Proporção.


( ) Respeitar o grau de impacto de diferentes ambientes no fluxo do empreendimento.

( ) Considerar o risco de contaminação de diferentes espaços.

( ) Analisar a necessidade de sinalizar pavimentos de forma a diferenciar eles pelo seu possível grau de importância.

( ) Considerar o tamanho da fonte e altura de fixação de placas.

( ) Analisar partes do hospital de acordo com seu potencial de risco de contaminação (baixo, médio ou alto).


A

1, 2, 3, 1 e 2.


B

1, 3, 3, 3 e 2.


C

2, 3, 1, 2 e 1.


D

3, 1, 2, 2 e 3.


E

1, 2, 1, 3 e 2.

Em equipamentos públicos do tipo EAS (Estabelecimentos Assistenciais de Saúde) temos a Unidade Funcional do tipo 4, Apoio ao Diagnóstico e Terapia. Nela, o Centro Cirúrgico é previsto com outras subunidades, ambientes e funções, que são:


A

Área de recepção de paciente; Sala de guarda e preparo de anestésicos; Área de indução anestésica; Área de escovação (degermação cirúrgica dos braços); Sala pequena de cirurgia (oftalmologia, endoscopia, otorrinolaringologia, etc.); Sala média de cirurgia (geral); Sala grande de cirurgia (ortopedia, neurologia, cardiologia, etc.); Área para prescrição médica; Posto de enfermagem e serviços; Área de recuperação pós-anestésica.


B

Sala de triagem de paciente; Farmácia e Laboratório de Anestesiologia; Ambulatório de monitoramento de paciente em anestésicos; Sala de assepsia com barreira bacteriológica por radiação e/ou lavagem; Bloco de cirurgias delicadas (oftalmologia, endoscopia, otorrinolaringologia, etc.); Bloco de cirurgia padrão (geral); Bloco de cirurgias invasivas e de risco (ortopedia, neurologia, cardiologia, etc.); Área de observação de paciente pós-cirúrgico; Área de descanso de pessoal médico; Área de liberação de paciente.


C

Área de prontuário e anamnese de paciente; Sala de Anestesiologia; Clínica de anestésicos; Área de assepsia química e mecânica por lavagem e aspersão; Sala cirúrgica leve (nefrologia, angiologia, buco-maxilo-facial, etc.); Sala cirúrgica padrão (geral, exceto neurocirurgia); Sala de cirurgias longas de risco cirúrgico declarado (traumatologia, neurologia, cardiologia, etc.); Área de diagnóstico laboratorial pós-cirúrgico; Vestiário e assepsia de pessoal; Área de encaminhamento de paciente.


D

Sala para taxonomia de paciente; Farmácia e anestésicos; Ambulatório de administração de anestésicos; Sala de lavagem e desinfecção; centro cirúrgico de baixa complexidade (oftalmologia, angioplastia, hepatologia, etc.); centro cirúrgico de média complexidade (geral, exceto neurologia); centro cirúrgico de alta complexidade (ortopedia, neurologia, mastologia, etc.); Sala de observação; Barreira clínica de pessoal médico; Sala de avaliação e liberação de paciente, com protocolo de encaminhamento.

Diversos fatores influenciam a escolha adequada e a especificação de materiais para projetos arquitetônicos, desde as características do projeto e do local até as propriedades dos materiais disponíveis no mercado. Dominar os critérios de seleção de materiais é essencial para arquitetos e urbanistas tomarem decisões conscientes e responsáveis. Em um projeto arquitetônico para um hospital em região com alto índice pluviométrico, DEVE ser priorizado na seleção de materiais para a cobertura da edificação o critério de


A

baixa absorção de água, minimizando a penetração de umidade e o surgimento de patologias na estrutura.


B

alta refletividade solar, reduzindo o acúmulo de calor na cobertura e contribuindo para o conforto térmico interno.


C

elevada resistência mecânica, suportando o peso de equipamentos e cargas acidentais sem comprometer a estrutura.


D

baixa inflamabilidade, diminuindo o risco de incêndios e garantindo a segurança dos ocupantes.


E

facilidade de limpeza, permitindo a remoção rápida e eficiente de sujeiras causadas pela chuva e mantendo a estética da cobertura ao longo do tempo.

O processo de avaliação das edificações e dos seus projetos deve ser assumido como uma rotina natural e necessária em estabelecimentos de saúde, não somente para garantir a qualidade do produto, mas para que haja desenvolvimento profissional contínuo e checagem do atendimento às exigências funcionais. Dentre os métodos mais utilizados, estão a avaliação pós-ocupação (APO) e a avaliação pós-projeto (APP).


Com base na obra “Introdução à arquitetura hospitalar” (2014), analise as vantagens a seguir.


I. Propiciar o estabelecimento de critérios de sustentabilidade.

II. Envolver projetistas.

III. Conscientizar usuários-chave.

IV. Controlar a qualidade do ambiente construído.

V. Auxiliar no desenvolvimento de manuais de manutenção, operação e projeto.

VI. Fornecer subsídios para ações de prevenção à saúde e controle de doenças.


São vantagens da utilização da APO, notadamente em processos de reforma e ampliação de edificações em geral


A

I, III, V e VI, apenas.


B

II, lII, IV e V, apenas.


C

II, IV, V e VI, apenas.


D

I, lII, IV e VI, apenas.

Em um projeto hospitalar, a arquitetura é muito impactante. Cada ambiente deve ser projetado com o objetivo de melhor atender ao profissional e ao paciente. Nesse sentido, é importante considerar:


A

a pouca ventilação e a pouca iluminação


B

as configurações obsoletas de arquitetura


C

a ampla circulação, a iluminação e a boa ergonomia


D

os espaços sobrecarregados que dificultam a movimentação

No capítulo intitulado Projeto Arquitetônico, da obra “Introdução à arquitetura hospitalar” (2014), Carvalho apresenta alguns requisitos gerais de acabamento para paredes, pisos e tetos estabelecidos pela RDC 50/2002.


De acordo com o autor, no caso do acabamento de pisos e paredes, os materiais, quando usados nas áreas críticas, não devem possuir índice de absorção de água, incluindo o seu rejuntamento, superior a


A

4%.


B

6%.


C

8%.


D

10%.

De acordo com as Normas Para Projetos Físicos de Estabelecimentos Assistenciais de Saúde do Ministério da Saúde, em obras de construção de edificações para assistência em saúde, todas as portas de acesso a pacientes têm de ter dimensões mínimas de:


A

0,70 x 2,10 m.


B

0,80 x 2,10 m.


C

0,90 x 2,10 m.


D

1,10 x 2,10 m.


E

1,00 x 2,10 m.

O planejamento de um hospital é uma atividade complexa e envolve uma equipe multidisciplinar, abrangendo aspectos legais, econômico-financeiros e técnicos. Dentre os aspectos técnicos, há o dimensionamento, que, apesar, de a RDC 50 não mais estabelecer o parâmetro m²/leito para um dimensionamento prévio do edifício hospitalar, a obra “Manual prático de arquitetura hospitalar” (2011) apresenta uma subdivisão com esses parâmetros para apoiar o planejamento de novos hospitais, ampliação ou reforma dos existentes, sendo, para os hospitais gerais, 60 m²/leito, de acordo com o esquema a seguir:


• Administração / apoio técnico e apoio logístico: 15 m²/leito;

• Apoio ao diagnóstico e tratamento: 15 m²/leito;

• Internação: 30 m²/leito.


De acordo com a obra “Manual prático de arquitetura hospitalar” (2011), qual é o parâmetro m²/leito para hospitais universitários?


A

60 m²/leito.


B

80 m²/leito.


C

100 m²/leito.


D

115 m²/leito.

Qual a função do Programa Físico Funcional de um Estabelecimento de Saúde?


A

A programação físico-funcional dos estabelecimentos assistenciais de saúde baseia-se em um Plano de Atenção à Saúde já elaborado, onde estão determinadas as ações a serem desenvolvidas e as metas a serem alcançadas, assim como estão definidas as distintas tecnologias de operação e a conformação das redes físicas de atenção à saúde, delimitando no seu conjunto a listagem de atribuições de cada estabelecimento de saúde do sistema.


B

A programação físico-funcional dos estabelecimentos assistenciais de saúde baseia-se no Plano Diretor do Município, onde estão determinadas as ações a serem desenvolvidas e as metas a serem alcançadas, assim como estão definidas as distintas tecnologias de operação e a conformação das redes físicas de atenção à saúde, delimitando no seu conjunto a listagem de atribuições de cada estabelecimento de saúde do sistema.


C

As atribuições e atividades desenvolvidas nos diversos tipos de EAS. Listando as atividades que são geradoras ou que caracterizam os ambientes e as atividades desenvolvidas em cada ambiente.


D

Programa físico-funcional do estabelecimento assistencial de saúde apoia-se no atendimento dos pacientes, estabelecendo metas de arrecadação e implantação de tecnologias.

Os requisitos mínimos para a análise, avaliação e aprovação dos projetos físicos de estabelecimentos de saúde no Sistema Nacional de Vigilância Sanitária (SNVS) é regulamentado por resolução da diretoria colegiada. De acordo com a Seção III – Definições, analise as afirmativas abaixo.


I. Obra de reforma: alteração em ambientes, sem acréscimo de área, podendo incluir as vedações e/ou as instalações existentes.

II. Estabelecimento assistencial de saúde: denominação dada a qualquer local destinado a realização de ações e/ou serviços de saúde, coletiva ou individual, qualquer que seja o seu porte ou nível de complexidade.

III. Obra de ampliação: alteração em ambientes, sem acréscimo de área, podendo incluir as vedações e/ou as instalações existentes.


Assinale a alternativa correta.


A

I e II estão corretas


B

I, II e III estão corretas


C

II está correta


D

I está correta


E

I, II e III estão incorretas

Qual a largura mínima dos corredores de circulações horizontais no EAS que possuem corredores de circulação maiores de 11,0m?


A

1,50m.


B

1,60m.


C

2,00m.


D

2,20m.

A RESOLUÇÃO – RDC Nº 50, de 21 de fevereiro de 2002, dispõe sobre o regulamento técnico para planejamento, programação, elaboração e avaliação de projetos físicos de estabelecimentos assistenciais de saúde, definindo os padrões construtivos para o funcionamento físico funcional da unidade. Para proporcionar uma boa circulação horizontal para passagem de camas/macas, as instalações sanitárias devem possuir uma dimensão mínima de:


A

0,90 (vão livre) x 2,10 metros.


B

1,00 (vão livre) x 2,10 metros.


C

1,10 (vão livre) x 2,10 metros.


D

1,20 (vão livre) x 2,10 metros.

Na elaboração do Projeto executivo de um EAS, o arquiteto deve atentar para uma série de detalhes construtivos que contribuem para garantir a qualidade das condições ambientais de controle de infecção.


Com essa finalidade, destaque a prescrição construtiva adequada para as áreas críticas dos EAS.


A

Priorizar materiais de acabamento para paredes e pisos que não tornem as superfícies monolíticas, pois estas dificultam o movimento natural de dilatação do material.


B

Manter em alinhamento a união entre rodapé e parede, de modo a evitar o tradicional ressalto do rodapé, que permite o acúmulo de sujeira e a dificuldade de limpeza.


C

Utilizar tintas à base de epóxi, PVC ou poliuretano para pintura de tetos e paredes, desde que sejam aplicadas com pincel e resistentes à lavagem.


D

Usar cimento sem qualquer aditivo antiabsorvente para rejuntar as peças cerâmicas que revestem pisos e paredes, a fim de evitar excesso de produtos químicos no ambiente.


E

Empregar forros falsos do tipo removível nos tetos, de modo a facilitar os serviços de manutenção predial.

 
 
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