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De acordo com Clara Irazábal (Arquitextos nº 19.03 ano 02, dez.2001): “A Carta de Atenas foi elaborada por um grupo internacional de arquitetos depois de uma série de congressos nos quais se discutiu como o paradigma da arquitetura moderna poderia responder aos problemas causados pelo rápido crescimento das cidades, causado, entre outros fatores, pela mecanização na produção e as mudanças no transporte. No IV Congresso do CIAM, este grupo de profissionais e visionários finalizou a Carta de Atenas, depois de haver analisado 33 cidades das mais diversas latitudes e climas no planeta. Portanto, suas observações e recomendações tinham um sentido bastante universal.” Em contraponto à Carta de Athenas, em 1996, é criada uma nova Carta. De acordo com Adilson Costa Macedo (Arquitextos nº 082.03 ano 07, mar.2007), sobre esta nova Carta: “A Carta estabelece princípios associados à formação do espaço regional, da cidade, e do bairro, com a intenção de: organizar sistemas regionais articulando áreas urbanizadas centrais com as cidades menores em setores bem delimitados do território, evitando a ocupação dispersa; valorizar a acessibilidade por transportes coletivos; favorecer a superposição de uso do solo como forma de reduzir percursos e criar comunidades compactas; estimular o processo de participação comunitária, e retomar os tipos do urbanismo tradicional relativos ao arranjo das quadras e da arquitetura.” Entre as opções a seguir, informe a que CORRETAMENTE identifica a nova Carta, de 1996:
Carta de Medelin.
Carta de Istambul.
Carta do Novo Urbanismo.
Carta de Seoul.
Carta de Quito.
“Elaborada por um grupo internacional de arquitetos depois de uma série de congressos, nos quais se discutiu como o paradigma da arquitetura moderna poderia responder aos problemas causados pelo rápido crescimento das cidades, como, dentre outros fatores, pela mecanização na produção e mudanças no transporte. No IV Congresso do CIAM, este grupo de profissionais e visionários a finalizou, após analisar 33 cidades das mais diversas latitudes e climas no Planeta; portanto, suas observações e recomendações tinham um sentido bastante universal.” As informações se referem a:
Agenda 21.
Carta de Burra.
Carta de Atenas.
Carta de Antuérpia.
Analise as afirmativas a seguir:
I- As diretrizes para a conservação, manutenção e restauro do patrimônio histórico, local, regional, nacional ou mundial, estão expressas nas cartas patrimoniais. Estas tratam da evolução conceitual e das formas de ação sobre um patrimônio histórico e arquitetônico. As cartas patrimoniais refletem o que se pensou e o que se pensa no âmbito da comunidade de especialistas e organismos nacionais e internacionais que trabalham com a preservação de patrimônios culturais.
II- Preservação é o conjunto de ações, realizadas pelo poder público e alicerçado por legislação específica, que visa preservar os bens de valor histórico, cultural, arquitetônico, ambiental e afetivo, impedindo a sua destruição e/ou descaracterização.
III - O jardim histórico é uma composição paisagística e arquitetônica passível de tombamento, sendo bastante oportuno o tombamento das antigas praças, impedindo que projetos “modernizantes” colaborem para a destruição da memória local.
Podemos afirmar que:
Somente as afirmações I e Il são verdadeiras.
Somente as afirmações Il e Ill são verdadeiras.
Somente as afirmações I e III são verdadeiras.
As afirmações I, Il e III são verdadeiras.
“O processo de restauro é uma operação altamente especializada. O seu objetivo é preservar e revelar o valor estético e o valor histórico do monumento, e baseia-se no respeito pelo material original e por documentos autênticos. O restauro deve deter-se no ponto onde começarem as conjecturas, e ainda mais no caso de qualquer obra extra que seja indispensável executar, esta deve ser distinguível da composição arquitetônica e deve arvorar uma marca da sua contemporaneidade. Em qualquer caso, o restauro deve ser precedido e acompanhado por um estudo arqueológico e histórico do monumento.” O texto foi extraído da Carta de Veneza de 1964 define o que é restauro. De acordo com a mesma carta, analise as afirmativas levando em consideração quais diretrizes são postuladas.
I. Quando as técnicas tradicionais demonstrarem serem inadequadas, a consolidação de um monumento pode ser conseguida pelo emprego de qualquer técnica moderna para a conservação e construção, cuja eficácia tenha sido demonstrada por dados científicos e comprovada pela experiência.
II. Devem ser respeitadas as contribuições válidas de todos os períodos feitas ao edifício ou monumento, uma vez que o objetivo do restauro não é a unidade de estilo. Quando um edifício inclui obras sobrepostas de diferentes períodos, a revelação do estado subjacente só pode ser justificada em circunstâncias excepcionais e quando o que for removido tiver pouco interesse e o material que for posto a descoberto for de grande valor histórico, arqueológico ou estético, e o seu estado de preservação suficientemente bom para justificar esta ação. A avaliação da importância dos elementos envolvidos e a decisão sobre o que pode ser destruído não pode ser apenas da competência do indivíduo responsável pela obra.
III. As substituições de partes em falta devem-se integrar harmoniosamente no conjunto, mas, ao mesmo tempo, devem ser distinguíveis do original, para que o restauro não falsifique a evidência artística ou histórica.
IV. Não podem ser autorizadas adições, exceto até ao ponto em que não desfigurem as partes interessantes do edifício, a sua envolvente tradicional, o equilíbrio da sua composição e a sua relação com as suas proximidades.
Assinale a alternativa correta.
Apenas a afirmativa I está correta
Apenas as afirmativas II, III e IV estão corretas
As afirmativas I, II, III e IV estão corretas
Apenas a afirmativa II está correta
A Carta de Veneza (1964) é um dos documentos mais importantes do rol de Cartas Patrimoniais no campo da preservação do patrimônio cultural edificado. Os teóricos que mais influenciam o texto do referido documento são:
Viollet-le-Duc e John Ruskin.
François Choay e Wiliam Morris.
Rodrigo Melo Franco de Andrade e Aloisio Magalhães.
Camilo Boito e Césare Brandi.
Lucio Costa e Maria Cecilia Londres Fonseca.
A Carta de Veneza, de 1964, define a restauração como sendo uma operação que deve ter caráter excepcional. Apresenta princípios fundamentais que devem nortear a restauração de um monumento.
A respeito dos princípios éticos e dos métodos utilizados em restauração e conservação de edificações históricas, assinale a afirmativa correta.
O uso de materiais de alto desenvolvimento tecnológico em contato com os materiais fragilizados é indicado, porque as ações físico-químicas que podem ocorrer servirão para o fortalecimento da estrutura.
Um material só deve ser substituído e/ou acrescentado em uma restauração se houver necessidade técnica, com o objetivo do restabelecimento da unidade ou para viabilizar o uso do imóvel, sem, no entanto, cometer intencionalmente qualquer imitação ou falsificação do original.
Os elementos destinados a substituir as partes faltantes devem integrar-se harmoniosamente ao conjunto, sem distinguir-se das partes originais, de forma a reconstruir a parte faltante.
A presença de cupins em uma peça de madeira da estrutura do telhado exige a substituição integral da peça, a fim de proteger as demais peças saudáveis do ataque dos cupins.
O restauro e a conservação de uma edificação de caráter histórico devem atribuir uma utilização social ao prédio, mesmo que isso descaracterize sua simbologia histórica ou testemunho cultural.
De acordo com a Carta de Burra, de 1980, documento base para a conservação de patrimônio reconhecida e aceita mundialmente, descreve restauro como sendo a retomada para um estado anterior conhecido, removendo acréscimos ou reunindo elementos existentes sem a introdução de novos materiais. Quanto às ações que estão associadas ao restauro, analise as afirmativas abaixo.
I. Conservação, que é o processo de cuidar de um lugar para manter seu significado cultural podendo implicar, ou não, na preservação, na restauração e na manutenção.
II. Manutenção, que é o cuidado de proteção contínua de um lugar e sua configuração, e, diferentemente do reparo, não envolve a restauração ou reconstrução.
III. Preservação, que é a proteção, a manutenção do estado existente, retardando a deterioração.
IV. Reconstrução, que visa voltar o lugar a um estágio anterior conhecido, mas com o acréscimo de novos elementos.
Assinale a alternativa correta.
Apenas as afirmativas I, III e IV estão corretas
Apenas as afirmativas I e IV estão corretas
As afirmativas I, II, III e IV estão corretas
Apenas as afirmativas II e III estão corretas
Em 1933, é realizado o IV Congresso Internacional de Arquitetura Moderna (CIAM), que resulta em um manifesto urbanístico que expressa o pensamento sobre o meio urbano na época. ______, como é chamado este documento, trata as cidades sob o ponto de vista de arquitetos, que reunidos, buscam responder aos problemas urbanísticos causados pelo rápido crescimento das cidades. Trouxe considerações sobre as habitações, o lazer, o trabalho, a circulação e o patrimônio histórico das cidades.
O termo que completa corretamente o trecho acima é:
Recomendação de Paris.
Carta de Florença.
Carta de Burra.
Carta de Veneza.
Carta de Atenas.
É correto afirmar a respeito da Carta de Atenas:
A carta desvincula fatores econômicos e políticos do fator urbanístico.
Foi escrita em 1921.
O projeto urbanístico deve projetar no espaço e controlar as 4 funções básicas: morar, trabalhar, divertir-se e circular.
A Carta não leva em consideração o isolamento humano.
O “espaço que concentra testemunhos do fazer cultural da cidade, em suas diversas manifestações”, é denominado, segundo a Carta de Petrópolis (1987),
sítio histórico urbano (SHU), que deve ser entendido em seu sentido operacional de área crítica.
centro histórico (CH), por oposição a espaços não históricos da cidade.
área do patrimônio cultural (APC), por oposição a espaços sem interesse cultural da cidade.
patrimônio histórico urbano (PHU), por oposição a espaços não históricos da cidade.
sítio arqueológico urbano (SAU), cuja preservação e recuperação se inscrevem nas metas do milênio das Nações Unidas.
As Cartas Patrimoniais constituem documentos que, em ordem cronológica, permitem uma leitura da evolução do pensamento preservacionista através dos tempos. A Carta em que, primeiramente, se recomendou “respeitar, na construção de edifícios, o caráter e a fisionomia das cidades, sobretudo na vizinhança dos monumentos antigos” foi denominada de
Carta do Restauro: Ministério da Instrução Pública. Governo da Itália.
Carta de Sofia: Conselho Internacional de Monumentos e Sítios.
Carta de Veneza: Conselho Internacional dos arquitetos e técnicos dos monumentos históricos.
Carta de Atenas: Sociedade das Nações.
Carta do Rio: Conferência Geral das Nações Unidas.
Marque a opção que apresenta, corretamente, títulos de Cartas Patrimoniais utilizadas para contribuir com o tema relacionado à preservação do patrimônio histórico, artístico e cultural.
Declaração de Sofia – Carta de Recomendações Brasileira.
Carta de Atenas - Recomendação Paris.
Carta do Rio – Carta Parati Patrimônio Histórico.
Compromisso Salvador – NBR 5706/77.
Os Bens Culturais – materiais e imateriais – são assegurados por instrumentos de proteção, como preconizam algumas cartas patrimoniais. Indique a alternativa que apresenta duas cartas que tratam do tema.
Carta de Atenas e Carta de Florença.
Carta de Veneza e Carta de Burra.
Carta de Helsinki e Carta de Oslo.
Carta de Roma e Carta de Paris.
Carta de Florença e Carta de Oslo.
A Carta de Veneza, de maio de 1964, estabelece que a restauração dos monumentos é uma operação que deve ter caráter excepcional.
Um dos aspectos abordados nessa Carta sugere que a restauração deve: