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A Carta de Petrópolis, originada no 1o Seminário Brasileiro para preservação e revitalização de centros históricos de 1987, estabelece que o sítio histórico urbano - SHU é parte integrante de um contexto amplo que comporta as paisagens natural e construída, assim como a vivência de seus habitantes.
Um dos itens apresentado na Carta determina que a preservação do SHU deve:
A Carta de Veneza (1964) consagrou internacionalmente a importância da relação entre usos e a conservação de bens culturais, estabelecendo que, para que a conservação possa ser autorizada, a conservação dos monumentos
deve ser sempre favorecida por sua destinação a uma função útil à sociedade, sendo, portanto, desejável, mas não pode nem deve alterar a disposição ou a decoração dos edifícios.
deve sempre ser favorecida por sua destinação a uma função útil à sociedade, podendo alterar a disposição ou a decoração dos edifícios.
deve sempre ser favorecida por sua destinação a uma função útil à sociedade, sendo, em alguns casos, recomendável que tal destinação altere a disposição ou a decoração dos edifícios dentro de limites exigidos por órgãos de tutela do patrimônio cultural.
pode ou não ser favorecida por sua destinação a uma função útil à sociedade, sendo, porém, desejável, mas não devendo alterar a disposição ou a decoração dos edifícios.
não deve ter sua destinação associada a uma função útil à sociedade, tendo em vista que tal destinação pode danificar e alterar a disposição e a decoração dos edifícios.
A Carta de Veneza, ao tratar da Restauração, diz o seguinte:
“Art. 9º A Restauração é uma operação que deve ter caráter excepcional. Tem por objetivo conservar e revelar os valores estéticos e históricos do monumento e fundamenta-se no respeito ao material original e aos documentos autênticos. Termina onde começa a hipótese; no plano das reconstituições conjeturais, todo trabalho complementar reconhecido como indispensável, por razões estéticas ou técnicas, destacar-se-á da composição arquitetônica e deverá ostentar a marca do nosso tempo. A restauração será sempre precedida e acompanhada de um estudo arqueológico e histórico do monumento.”
(CURY, I. Cartas Patrimoniais. CARTA DE VENEZA. Rio De Janeiro, Edições do Patrimônio. 2004. p. 93.).
A Carta, ao rejeitar ações baseadas em hipóteses e conjecturas, indica
a necessidade de reunir documentos materiais e de outras naturezas, inclusive relatos orais, para preceder à restauração.
a composição arquitetônica como nociva aos valores estéticos e históricos do monumento a ser restaurado.
a excepcionalidade da restauração em função da escassez de documentos capazes de identificar técnicas originais utilizadas em monumentos.
a necessidade de restauração em monumentos que tenham perdido todos os documentos capazes de elucidar as técnicas construtivas utilizadas.
o estudo arqueológico e histórico como substituto da composição arquitetônica, por trazerem as informações necessárias para a restauração de monumentos.
A Carta de Veneza (1964) é um marco para a proteção e salvaguarda do patrimônio cultural. Sobre esse documento, assinale a alternativa correta.
A conservação e a restauração dos monumentos históricos é atividade exclusiva da arquitetura.
A restauração é a ação fundamental para preservação e resgate dos valores estéticos e históricos dos monumentos.
A conservação e a restauração dos monumentos têm como objetivo salvaguardar a obra de arte, em detrimento do testemunho histórico.
Para conservação e salvaguarda dos monumentos históricos, estes devem ter função útil à sociedade, de preferência voltados ao uso cultural.
Os monumentos históricos não são somente as grandes criações, mas obras modestas que adquiriram significação cultural ao longo do tempo.
Em consonância com as prescrições da Carta de Veneza de 1964, carta internacional sobre conservação e restauração de monumentos e sítios, analise as afirmativas referentes à restauração:
I. A restauração objetiva conservar e revelar, especificamente, os valores estéticos do monumento, visto que os valores históricos não podem ser resgatados.
II. A consolidação do monumento não pode ser assegurada com o emprego de técnicas modernas de conservação e construção, mesmo que sua eficácia tenha sido cientificamente comprovada.
III. As contribuições válidas de todas as épocas para a edificação do monumento devem ser respeitadas, visto que a unidade de estilo não é a finalidade a alcançar no curso de uma restauração.
Está correto o que se afirma em:
Faça a correspondência entre as duas colunas abaixo, enumerando cada conceito com suas respectivas definições, ditadas pela Carta de Burra, do I ICOMOS – Conselho Internacional de Monumentos e Sítios, de 1980:

A sequência correta é:
Com relação ao que estabelece a Carta de Veneza, carta internacional sobre conservação e restauração de monumentos e sítios, de maio de 1964, analise as afirmativas a seguir.
I. A noção de monumento histórico compreende a criação arquitetônica em conjunto, desconsiderando a obra arquitetônica isolada.
II. A conservação e a restauração dos monumentos visam a salvaguardar tanto a obra de arte quanto o testemunho histórico.
III. A definição de monumento histórico se estende não só às grandes criações, mas também às obras modestas, que tenham significação cultural.
Assinale se:
somente a afirmativa I estiver correta;
somente a afirmativa II estiver correta;
somente a afirmativa III estiver correta;
somente as afirmativas II e III estiverem corretas;
todas as afirmativas estiverem corretas.

Assinale a alternativa que apresenta as funções básicas da cidade moderna definidas pela Carta de Atenas (1933).
A Carta de Burra, elaborada pelo ICOMOS (Conselho Internacional de Monumentos e Sítios), em 1980, define conceitos e práticas de salvaguarda do patrimônio histórico e cultural. Com base nessas definições, analise.
1. “[...] será o agenciamento de um bem a uma nova destinação, sem a destruição de sua significação cultural.”
2. “[...] designará os cuidados a serem dispensados a um bem para preservar-lhes as características que apresentem uma significação cultural.”
3. “[...] será a manutenção no estado da substância de um bem e a desaceleração do processo pelo qual ele se degrada.”
4. “[...] será o restabelecimento, com o máximo de exatidão, de um estado anterior conhecido; ela se distingue pela introdução na substância existente pela introdução de materiais diferentes, sejam novos ou antigos.”
5. “[...] será o restabelecimento da substância de um bem em um estado anterior conhecido.”
Assinale a alternativa que relaciona, correta e respectivamente, o termo conceitual às definições descritas anteriormente, estabelecidas pela Carta de Burra (ICOMOS, 1980).
“O conhecimento de técnicas construtivas para edificações históricas é essencial para a escolha de procedimentos adequados a serem utilizados na conservação/restauração destas edificações. A carta patrimonial dispõe, no art. 6º, que a conservação de um monumento implica na preservação de um esquema em sua escala e, enquanto subsistir, o esquema tradicional deverá ser conservado e toda construção nova, modificação e destruição que, por ventura, possam alterar as relações de volume e de cores ficam proibidas.” O trecho anterior refere-se à carta de(o)
Veneza, de 1964.
Florença, de 1981.
Restauro, de 1972.
Petrópolis, de 1987.
Washington, de 1987.
Um imóvel tombado pelo patrimônio histórico será reabilitado para a instalação de um órgão do judiciário. O aproveitamento prevê uma ampliação do prédio para a instalação de anexos, que está sendo estudada pelos órgãos preservacionistas. Documentação iconográfica disponível revela que uma parte do terreno já foi ocupada por uma ala que foi demolida no passado para nivelamento de um estacionamento, não restando vestígio dessa construção antiga. Segundo os princípios da preservação do patrimônio histórico, expressos por exemplo na Carta de Veneza, é adequada uma solução que preveja
a reconstrução fiel conforme documentação iconográfica, utilizando-se materiais contemporâneos, sem alterar formas, texturas, cores e volumetrias.
a reconstrução fiel conforme documentação iconográfica, inclusive com o uso de materiais e técnicas que se presume terem sido utilizadas no original.
a construção segundo linguagem e técnicas contemporâneas, de um volume que dialoga e se harmoniza com a edificação existente.
a não edificação no terreno existente, de modo a preservar as condições atuais do imóvel.
a construção de uma ampliação que contraste fortemente com o existente, no volume, rompendo altura, escala e linguagem, de modo a evidenciar seu caráter de edificação nova.
Acerca das recomendações da Carta de Veneza para conservação e restauração de monumentos e sítios considere:
I. O monumento é inseparável da história de que é testemunho e do meio em que se situa. Portanto, o deslocamento de todo o monumento ou de parte dele não pode ser tolerado em qualquer hipótese. II. A conservação dos monumentos é sempre favorecida por sua destinação a uma função útil à sociedade. Tal destinação é desejável, mas não pode nem deve alterar a disposição ou a decoração dos edifícios. III. Os elementos de escultura, pintura ou decoração que são parte integrante do monumento não lhes podem ser retirados a não ser que essa medida seja a única capaz de assegurar sua conservação. Está correto o que consta APENAS emII.
I e III.
I.
II e III.
III.
Segundo a Carta Internacional sobre conservação e restauração de monumentos históricos, conhecida como Carta de Veneza, aprovada pelo Conselho Internacional dos Monumentos e Sítios (ICOMOS) em maio de 1964,
Art. 9º. A restauração é uma operação que dever ter caráter excepcional. Tem por objetivo conservar e revelar os valores estéticos e históricos dos monumentos e fundamenta-se no respeito ao material original e aos documentos autênticos. Termina onde começa a hipótese; no plano das reconstituições projetuais, todo trabalho complementar reconhecido como indispensável, por razões estéticas ou técnicas, destacar-se-á da composição arquitetônica e deverá ostentar a marca do nosso tempo. A restauração será sempre precedida e acompanhada de um estudo arqueológico e histórico do monumento. p. 93. (Cury, I, (org. Cartas Patrimoniais. IPHAN, 2004, 3ª edição)
São exigências decorrentes de tal recomendação no caso de um projeto de restauração de monumento urbano do século XVIII no estado do Pará:
o desenvolvimento de um projeto de restauração exigirá uma pesquisa histórica na qual uma equipe interdisciplinar deverá ser empregada; caso contrário, a exigência da Carta de Veneza referente à reconstituição construtiva com técnicas contemporâneas não será atendida.
por trabalhar com possibilidades em meio a vestígios, o projeto de restauração demanda medições sobre o entorno do monumento, além de apropriações do plano de urbanização do entorno, que irá definir alterações na concepção estética e tecnológica do monumento com vistas a mudanças em sua estrutura e configuração.
o estudo arqueológico e histórico do monumento, ao preceder o projeto de restauração, irá subsidiar a correta utilização das técnicas e da composição estética do monumento, que deverão aproximarse ao máximo possível das técnicas originais, para sua salvaguarda.
os materiais originais e os valores estéticos de monumentos objeto de restauração referem-se, respectivamente, à teoria que embasa a decisão da composição arquitetônica a ser utilizada e à tecnologia a ser empregada para promover uma releitura de sua importância no espaço urbano.
A Carta de Burra, que contém texto conclusivo do encontro internacional promovido pelo Icomos, na Austrália, em 1980, estabelece princípios e procedimentos para a conservação, preservação, restauração e reconstrução de bens culturais de valor estético, histórico, científico ou social para as gerações passadas, presentes e futuras.
Segundo o texto, o termo conservação é definido como
a manutenção do estado da substância de um bem e a desaceleração do processo pelo qual ele se degrada.
a proteção contínua da substância, do conteúdo e do entorno de um bem, não devendo ser confundido com o termo reparação.
o agenciamento de um bem a uma nova destinação, sem a destruição de sua significação cultural.
o conjunto de dispositivos legais que garantem a existência de um bem cultural, impondo limitações administrativas ao direito de propriedade.
os cuidados a serem dispensados a um bem para preservar- lhe as características que apresentem uma significação cultural, podendo implicar ou não, de acordo com as circunstâncias, a preservação ou a restauração, além da manutenção, dentre outras ações.
A carta de Burra, documento do ICOMOS (Austrália, 1980), distingue os termos manutenção, preservação, restauração, reconstrução e adaptação, bem como a expressão uso compatível da seguinte maneira:
• A Manutenção designará a proteção contínua da substância, do conteúdo e do entorno de um bem;
• A Preservação será a manutenção no estado da substância de um bem e a desaceleração do processo pelo qual de degrada;
• A Restauração será o restabelecimento da substância de um bem em um estado anterior conhecido;
• A reconstrução será o restabelecimento, com o máximo de exatidão, de um estado anterior, introduzindo materiais diferentes, sejam novos ou antigos; e
• A adaptação, sendo o agenciamento de um bem a uma nova destinação, sem a destruição de sua significação cultural. Uma edificação datada de 1930, portadora de características modernas na sua fachada e utilizada como equipamento escolar teve sua cobertura avariada devido à má conservação de suas peças de madeira e ao desaparecimento de telhas originais.
Quanto a procedimentos com vistas à salvaguarda do monumento,
deve ser elaborado projeto de reconstrução do bem de modo que se utilizem os mesmos materiais e as mesmas técnicas empregadas em sua construção, buscando recompor a forma original do bem.
deverão ser elaborados os projetos de restauração e de preservação das peças avariadas, de modo a recompor a estrutura do bem e a permitir a continuidade de seu uso.
a deterioração do bem exige um projeto de reconstrução das avarias e de manutenção para que o mesmo possa continuar sendo utilizado como equipamento escolar.
será necessária a elaboração de projeto de restauração das peças avariadas e de reconstrução das peças faltantes de modo a proceder à reparação do bem avariado.
As Cartas Patrimoniais têm como intuito uniformizar os discursos do cuidado ao bem cultural. O manifesto urbanístico resultante do IV Congresso Internacional de Arquitetura Moderna (CIAM) é a(s)
Carta de Atenas.
Carta do Restauro.
Declaração de Estocolmo.
Normas de Quito.
Carta de Veneza.
A história recente de restauração está plena de ideias diversas e protagonistas diferentes em vários países, e por isso percebeu-se a necessidade de estabelecer regras aceitas internacionalmente, tendo em vista solucionar os problemas complexos de salvaguarda do patrimônio artístico e histórico. Em 1921, no Congresso Internacional de História e de Arte em Paris, manifesta-se essa necessidade, assim como em Roma em 1930, mas foi em Atenas no ano de 1931, que se realizou uma conferência com resultados para o futuro. Nela participaram vinte países europeus, tendo-se discutido a tutela e o restauro dos monumentos arquitetônicos, e elaborado um documento, denominado
Carta de Atenas.
Cartas de Restauro.
Padrão de Restauro.
Carta Grega.
Padrão Gregoriano de Restauro.