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Segundo a Carta de Veneza, assinale a opção que indica, corretamente, o princípio que deve orientar as intervenções em bens históricos.
Devem buscar a total reconstrução arquitetônica, de forma a uniformizar o conjunto urbano conforme padrões da época.
Devem priorizar a modernização estética do bem, permitindo reconstruções parciais com materiais contemporâneos, mesmo que alterem a autenticidade histórica original.
Devem respeitar a autenticidade e a integridade do bem, evitando reconstruções conjecturais e garantindo o reconhecimento de qualquer intervenção, sem comprometer os valores históricos e culturais do monumento.
Devem permitir a reconstrução parcial do monumento com base em interpretações livres, ainda que dialogando com evidências históricas, visando valorizar o turismo local.
Devem adaptar o bem histórico às necessidades contemporâneas com poucas restrições, podendo alterar, materiais e estrutura original conforme a demanda turística e econômica.
Determinado escritório de arquitetura será responsável pelo projeto de intervenção na ruína de um antigo convento do século XVIII situado na região metropolitana do Ceará. A proposta prevê a inserção de uma passarela de vidro e aço corten para permitir a visitação às áreas internas. O projeto pauta-se na preservação das marcas do tempo, sem esconder as partes faltantes da alvenaria original de pedra e cal originais da estrutura. Essa abordagem projetual de intervenção, sem omitir a arquitetura histórica, está fundamentada principalmente em quais diretrizes das Cartas Patrimoniais?
Carta de Veneza, que estabelece que as adições devem apresentar a marca do tempo; e Carta de Burra, que introduz o conceito de “significância cultural” e a intervenção mínima necessária.
Carta de Machu Picchu, que incentiva a reconstrução total do interior dos edifícios com tecnologias contemporâneas e redução do rigor técnico, uma vez que é inviável recuperar edificações vernaculares.
Carta de Washington, que incentiva a inserção de materiais distintos em edifícios de pedra, realizando a quebra de paradigmas arquitetônicos vernaculares e viabilizando, economicamente, a manutenção da edificação.
Carta de Veneza, que indica que as modificações técnicas ou estéticas devem destacar-se da composição arquitetônica a ser restaurada; e Carta de Machu Picchu, que foca na integração econômica do patrimônio ao turismo de massa.
Carta de Burra, que define a reconstrução como prática que preserva o significado cultural do local; e Carta de Turismo Cultural, pois acredita que o público contemporâneo identifica-se com obras que possuem características do seu tempo.
A Carta do Recife destaca o Conjunto de Fortificações do Brasil como bem seriado constituído por dezenove fortificações construídas entre os séculos XVI e XIX no Brasil, que demonstram o esforço para a ocupação, defesa e integração do território nacional.
Certo
Errado
Ao intervir em um monumento histórico, a Carta de Veneza (1964) estabelece princípios internacionais de conservação e restauro. Qual é a diretriz correta para o tratamento de adições ou acréscimos históricos em um bem tombado?
Apenas acréscimos realizados nos últimos 50 anos podem ser removidos, sendo todos os anteriores automaticamente incorporados ao tombamento como parte autêntica da obra.
As adições são permitidas livremente, desde que utilizem materiais e tecnologias contemporâneas que se sobreponham visualmente à estrutura original.
A remoção de acréscimos de épocas distintas só se justifica excepcionalmente, caso o acréscimo mascare partes de grande importância ou não possua valor histórico/artístico próprio, devendo a decisão ser baseada em rigorosa análise crítica.
Todos os acréscimos posteriores ao período de construção original do monumento devem ser compulsoriamente demolidos para restaurar a "unidade de estilo" original do edifício.
As chaves do urbanismo moderno, apresentadas na Carta de Atenas no âmbito do Congresso Internacional de Arquitetura Moderna (CIAM), em 1933, estão nas quatro funções, que compõem a vida cotidiana.
Assinale a opção que as apresenta.
Circular / habitar / trabalhar / recrear-se.
Circular / relaxar / habitar / higienizar-se.
Trabalhar / relaxar / circular/ exercitar-se.
Exercitar-se / habitar / trabalhar / alimentar-se.
Alimentar-se / circular / higienizar-se / trabalhar.
De acordo com a Carta Patrimonial de Burra, a restauração do patrimônio edificado é caracterizada pela possibilidade de introdução, no bem existente, de novos materiais, sejam eles antigos ou novos; enquanto a reconstrução é um procedimento que consiste no restabelecimento de um bem, com o máximo de exatidão possível, a um estado anteriormente conhecido.
Certo
Errado
A Carta de Veneza elevou a importância patrimonial de sítios urbanos e rurais ao mesmo nível de importância dado a edifícios isolados.
Certo
Errado
Ao complementar a Carta Internacional sobre Conservação e Restauração de Monumentos e Sítios (Veneza, 1964), a Carta de Washington, de 1986, afirmou que os valores a preservar são o caráter histórico da cidade e o conjunto de elementos materiais e espirituais que expressam sua imagem.
Assinale a opção que apresenta um dos valores da Carta de Washington.
A forma exterior das edificações definida por sua tipologia arquitetônica, independentemente do seu aspecto interior.
As relações entre os diversos espaços urbanos e rurais construídos.
A forma urbana definida por traçado e pelo parcelamento.
A vocação da cidade no momento atual, relacionando-a ou não a vocações anteriores.
As relações da cidade com seu entorno natural, sem considerar o entorno construído pelo homem.
A cidade de Ouro Preto em Minas Gerais, uma das primeiras cidades tombadas pelo Iphan em 1938, foi a primeira cidade brasileira a receber o título de Patrimônio Mundial pela UNESCO, em 1980. A partir das recomendações do ICOMOS, Conselho Internacional de Monumentos e Sítios, organização ligada à UNESCO, o plano diretor de Ouro Preto foi revisto.
Considere que, nesse contexto, Paula foi chamada para fazer um Relatório de Avaliação de Impacto sobre o Patrimônio, por conta da implantação de loteamento no perímetro de tombamento da cidade.
No relatório, Paula deve considerar os seguintes aspectos:
a Carta de Atenas (1931), a Carta de Burra (2013) e o plano diretor do município;
as normas pertinentes constantes na Constituição Federal de 1988, na Lei nº 10.257/2001 (Estatuto da Cidade) e na Lei nº 6.766/1979 (parcelamento do solo urbano);
a Carta de Atenas (1931), a Carta de Burra (2013) e as normas pertinentes constantes na Constituição Federal de 1988, na Lei nº 10.257/2001 (Estatuto da Cidade) e na Lei nº 6.766/1979 (parcelamento do solo urbano);
as normas pertinentes constantes na Lei nº 6.766/1979 (parcelamento do solo urbano), a lei de uso e ocupação do solo do município em questão e o relatório de impacto de vizinhança do empreendimento;
as normas pertinentes constantes na Constituição Federal de 1988 e no Decreto-Lei nº 25/1937, os decretos de tombamento municipal e federal, os compromissos internacionais assumidos pelo Brasil, o impacto visual, ambiental, paisagístico, bem como os danos ao patrimônio material e imaterial.
As Cartas Patrimoniais são documentos elaborados por especialistas que objetivam orientar e uniformizar as práticas em torno da proteção aos bens culturais. Contêm desde conceitos até medidas para ações administrativas com diretrizes de documentação, promoção da preservação de bens, planos de conservação, manutenção e restauro de um patrimônio, seja histórico, artístico e/ou cultural.
Em relação às Cartas Patrimoniais, é correto afirmar que:
a Carta de Veneza (1964) trata da conservação e restauração de monumentos e sítios;
a Carta de Paris (1999) trata da salvaguarda dos bairros e cidades históricas;
a Carta de Washington (1986) trata da salvaguarda dos jardins históricos;
a Carta de Burra (2013) trata da salvaguarda da cultura tradicional popular;
a Carta de Florença (1981) trata da conservação e restauração dos monumentos históricos.
A Carta Patrimonial de Atenas estimulou escolas e professores a abordarem, em meio a seus conteúdos, o respeito e a preservação de monumentos arquitetônicos e paisagísticos.
Certo
Errado
Para o entendimento do Planejamento Territorial, a Carta de La Tourrette de 1952 − debatida na França, em La Tourrette-Rhone, já trazia contribuições importantes de uma visão mais ampla do planejamento, antes restrita às áreas urbanas. Birkholz (1983, p. 13) enfatiza que o Planejamento Territorial propõe abarcar o "território como um todo, suas regiões, as áreas rurais, a rede urbana como um conjunto, e cada cidade, do ponto de vista particular", pois preocupa-se com a organização do território, estando relacionada com o meio físico, a economia e a sociedade. Birkholz (1983) destaca a Carta de La Tourrette como uma evolução da Carta de Atenas (1933), chegando à categoria território.
"O que define o território é, em primeiríssimo lugar, o poder e, nesse sentido, a dimensão política é aquela que, antes de qualquer outra, lhe define o perfil. Isso não quer dizer, porém, que _____________________(o simbolismo, as teias de significados, as identidades...) e mesmo _____________________ (o trabalho, os processos de produção e circulação de bens) não sejam relevantes ou não estejam "contemplados" ao se lidar com o conceito de território [...]" (SOUZA, 2009, p. 59).
Assinale a seguir a alternativa que correta e respectivamente preenche as lacunas no excerto:
A cultura − a economia.
A cultura − os aspectos sociais.
A economia − o desenvolvimento.
O desenvolvimento − a economia.
A cultura − o desenvolvimento.
A Carta de Veneza, de 1964, é um dos documentos internacionais mais importantes que estabelece os princípios do restauro de monumentos históricos. Um de seus postulados fundamentais trata da relação entre as partes originais e as adições necessárias em uma intervenção. Qual princípio a Carta de Veneza estabelece para qualquer elemento destinado a substituir partes inexistentes?
O elemento de substituição deve ter um caráter contemporâneo contrastante, evidenciando claramente a data da intervenção e rompendo com a linguagem estética do monumento.
O elemento de substituição é vedado, devendo a intervenção limitar-se exclusivamente à consolidação das partes existentes, mantendo as lacunas como parte da história do monumento.
O elemento de substituição deverá ser uma cópia fiel do elemento original, utilizando os mesmos materiais e técnicas construtivas para garantir a unidade estilística do monumento.
O elemento de substituição deverá integrar-se harmonicamente ao conjunto, distinguindo-se, porém, das partes originais, a fim de que a restauração não falsifique o documento de arte e de história.
A Carta de Florença (1981) e a Carta de Juiz de Fora (2010) dedicam-se à proteção dos jardins históricos.
Certo
Errado
Para realizar projetos de restauro, é fundamental conhecer as legislações pertinentes e os documentos conhecidos como “Cartas Patrimoniais”, as quais geralmente são fruto de reuniões de especialistas em nível mundial e trazem importante direcionamento sobre posturas a serem adotas no ato das intervenções em sítios e edificações de valor histórico e cultural. A Carta Patrimonial que nos oferece parâmetros para a ação conservativa e restaurativa em jardins históricos é a
Carta de Atenas (1931).
Carta de Veneza (1964).
Carta de Burra (1980).
Carta de Florença (1981).
Carta de Washington (1987).
A Carta de Veneza, cuja publicação completa 60 anos em 2024, reconhece o valor das obras do passado em todo mundo como um patrimônio comum da humanidade, o qual deve ser preservado às gerações futuras, com o dever de ser transmitido a elas na sua plenitude e autenticidade. Apesar de compreender a particularidade inerente a cada obra, a cada cultura e a suas tradições, o documento visa formular princípios gerais de conservação e restauração de monumentos no plano internacional. Com relação ao teor da Carta de Veneza, no que diz respeito à conservação e à restauração, é correto afirmar que:
a conservação dos monumentos exige manutenção permanente que, por sua vez, passa por uma destinação a uma função útil do monumento à sociedade, enquanto a restauração é uma operação de caráter excepcional e termina onde começa a hipótese.
a conservação de um monumento diz respeito a ele em si, e não ao seu entorno ou ambiência em sua escala; por sua vez, a restauração busca uma unidade do estilo original do monumento em tela, desprezando as contribuições posteriores a sua construção inicial.
a conservação de um monumento exige manutenção permanente, porém admite, em qualquer situação, o deslocamento de todo ele, ou de parte dele, do seu contexto histórico; no que concerne à restauração, as contribuições válidas de todas as épocas para a edificação do monumento devem ser respeitadas, visto que unidade de estilo não é a finalidade a alcançar no curso de uma restauração.
a conservação de um monumento estabelece que ele é inseparável da história de que é testemunho e do meio em que se situa; já na restauração, as técnicas tradicionais utilizadas na construção do monumento devem ser mantidas, mesmo que se revelem inadequadas, tendo em vista o objetivo incorruptível de preservação das suas condições originais.
a conservação de um monumento não admite o deslocamento de todo ele, ou de parte dele, do seu contexto histórico, exceto quando sua salvaguarda o exigir ou quando o justificarem razões de grande interesse nacional e internacional; já a restauração admite que suas intervenções ultrapassem a hipótese e busquem uma solução estilística ideal, adequada ao projeto do monumento.
No ano de 2010 a Igreja Matriz de São Luiz do Paraitinga, município situado no Vale do Paraíba, foi destruída numa enchente, causando grande comoção popular. A alternativa, aprovada pelo IPHAN, foi a reconstrução do bem cultural, motivada pelo desejo manifesto da população em recuperar sua referência social.
Sobre o conceito de reconstrução, presente na Carta de Burra (1980), é correto afirmar que
deve se limitar à colocação de elementos destinados a completar uma entidade desfalcada.
sempre deve contemplar a construção da maior parte da substância do bem, caso possibilite restabelecer ao conjunto de um bem uma significância cultural perdida.
a adaptação não deve ser tolerada sob nenhuma hipótese.
deve promover a reprodução de substâncias cujas características são conhecidas por testemunho materiais e/ou documentais ou, em última instância, por suposições técnicas de especialistas sobre o tema.
os elementos dotados de uma significação cultural que não se possa evitar desmontar durante os trabalhos de adaptação deverão ser catalogados e substituídos, de modo permanente.
A Carta de Veneza (1964) centrava-se na noção de monumento histórico restrito ao elemento arquitetônico isolado, correspondente às grandes criações.
Certo
Errado
Escrita como uma complementação à Carta de Veneza (1964), a Carta de Washington (1986) dedica-se ao patrimônio cultural imaterial, entendido como o conjunto de práticas, representações, expressões, conhecimentos e técnicas que as comunidades, os grupos e os indivíduos reconhecem como parte integrante de seu patrimônio cultural.
Certo
Errado
Para balizar seu trabalho de restauração de um bem arquitetônico e cultural, o arquiteto recorreu ao teor da Carta de Veneza, procedente do II Congresso Internacional de Arquitetos e Técnicos dos Monumentos Históricos, de 1964, acerca do assunto.
Assim, o arquiteto concluiu corretamente que a restauração:
deve ter todo o trabalho complementar reconhecido como indispensável que deverá ser integralizado à composição arquitetônica original, sem deixar traços do nosso tempo;
é sempre favorecida por sua destinação a uma função útil da sociedade, desde que não se altere a disposição ou a decoração dos edifícios;
deve refutar as contribuições acrescentadas ao longo de outras épocas, que não a original, visto que a unidade de estilo é uma finalidade a alcançar no curso do trabalho;
exige manutenção permanente, constituindo-se como um exercício de ação cotidiana ininterrupta e eficaz;
deve ser sempre precedida e acompanhada de um estudo arqueológico e histórico do monumento, fundamentado no material original e nos documentos autênticos.