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Sobre o tema urbanismo, assinale a alternativa correta.
É antes de tudo uma ciência que se dedica ao conhecimento das coisas, que estuda metodicamente os fatos, que pesquisa as causas primeiras e depois, após um rigoroso trabalho de análise, tenta em sínteses sucessivas determinar, quando não leis, ao menos princípios diretores.
É uma ciência que teve início na França com o objetivo principal o de observação da destruição do ambiente, do crescimento das cidades e a determinação de leis obrigatórias para a implantação do sistema construtivo das edificações.
É a arte aplicada à ação e ao ambiente, à criação de novos paradigmas, desmaterialização através de um jogo de cheios e vazios, grupos sociais e componentes urbanos.
É uma ciência que se dedica às questões populacionais das cidades, estabelecendo critérios para organização da densidade demográfica e a construção de novas áreas de expansão.
É, antes de tudo, um grande instrumento para medir o crescimento e a organização dos espaços urbanos, com o objetivo de minimizar o impacto ocorrido na malha urbana somente das áreas degradáveis.
A concepção de cidade recomendada na Carta de Atenas (CIAM/1933) é fundamentada em quatro funções urbanas – habitar, trabalhar, recrear e circular, funções típicas do modelo de cidade funcionalista.
São características deste modelo:
o uso misto promovendo a interação entre espaços residenciais e comerciais.
as quadras com edificações implantadas em seu perímetro externo, formando bolsões para estacionamento de veículos.
as vias sinuosas integrando o trânsito de automóveis, bicicletas e pedestres.
as edificações alinhadas nas divisas do lote, configurando um conjunto edificado.
a hierarquização de vias e a separação espacial das funções urbanas.
Frank Lloyd Wright formulou seis princípios básicos para o que denominou arquitetura orgânica, publicado pela primeira vez na revista Architectural Record em 1908. Um dos princípios por ele proposto é:
Toda obra de arte deve ser ambientada, isto é, deve ser vista sob determinada luz e visual.
Numa composição de arquitetura não existem apenas os espaços externos e internos, mas também o espaço próximo e o distante, a terceira dimensão.
A arquitetura é um jogo de luz e de sombra.
A unidade entre o exterior e o interior é uma das características da arquitetura.
Uma edificação deve surgir com naturalidade de seu terreno e sua forma deve estar harmonizada com seu entorno.
Como suporte para o diagnóstico e avaliação da forma de cidades, Kevin Lynch, em seu livro "A Imagem da Cidade" publicado em 1960, utiliza uma metodologia com cinco elementos da imagem urbana.
Que conjunto de elementos pressupõe o método de observação de Lynch?
Vistas panorâmicas, praças, monumentos, vias e edifícios.
Limites, bairros, edifícios públicos, monumentos e vias.
Bairros, cruzamentos, pontos marcantes, viadutos e praças.
Vias, limites, bairros, pontos nodais e marcos
Edifícios, rios, montanhas, vias e bairros.
O modelo espacial urbano que favorecia o crescimento indeterminado da cidade garantindo maior controle da propriedade fundiária foi utilizado na formação das cidades coloniais das Américas pelos colonizadores espanhóis no século XVI. O traçado da malha urbana era caracterizado por ruas:
retilíneas, envolvendo quadras de formato regular.
em sistema radial, a partir de um núcleo cívico central.
adaptadas às condições geomorfológicas do sítio.
sinuosas, com lotes estreitos e profundos.
periféricas, interligando as áreas residenciais e comerciais.
Atualmente, a porcentagem da população urbana no Brasil é da ordem de:
50%
70%
60%
90%
80%
No que diz respeito à política urbanizadora, durante o período colonial brasileiro, analise as afirmações abaixo.
I. Foi um conjunto de critérios para controlar o processo de urbanização e sempre foi parte da política colonizadora.
II. A partir de 1549, com a criação do Governo Geral e a fundação de Salvador, a Metrópole passa a criar cidades, em capitanias que reverteram a Coroa.
III. Nas cidades que fundava, a administração portuguesa contava com a assistência técnica de mestres construtores e arquitetos ou engenheiros-militares.
IV. Havia duas formas de atuação: uma simples para as vilas e outra com padrões técnicos para as cidades da Coroa.
A opção que apresenta a(s) afirmativa(s) correta(s) é
I.
II.
III.
I e II.
I, II, III e IV.
Com relação à Revolução Industrial e às mudanças ocorridas no ambiente urbano, no século XVIII, considere as afirmativas abaixo:
I. Dentre os principais fatos que influenciaram o ordenamento das cidades e do território, podemos citar o aumento dos bens e dos serviços produzidos pela agricultura, pela indústria e pelas atividades terciárias, por efeito do progresso tecnológico e do desenvolvimento econômico.
II. O aumento da população e o aumento da produção se ligaram para formar um círculo ascendente: os habitantes mais numerosos exigiram bens e serviços mais abundantes, que permitiram um aumento ulterior da população; os bens e os serviços disponíveis em quantidade e em qualidade superior fizeram aumentar a qualidade de vida das classes sociais e produziram a busca de outros bens mais abundantes e mais diversos.
III. O desenvolvimento dos meios de comunicação permitiu uma grande mobilidade de mercadorias.
A opção que apresenta a(s) afirmativa(s) correta(s) é
I.
II.
I e II.
I e III.
I, II e III.
Com relação à evolução urbana no Brasil, durante o período compreendido entre os anos de 1500 a 1720, assinale a afirmativa correta:
A política de colonização aplicada pelos portugueses no Brasil até meados do século XVII é a mesma utilizada pelos holandeses durante os 35 anos de sua colonização do Nordeste: concentração da atenção e recursos nos núcleos menores e controle direto das demais povoações.
A vida urbana dos centros maiores apresentou, a partir de meados do século XVII, nova escala. Surgiram formas diversas de utilização das povoações, que se refletiram sobretudo na importância crescente das ruas e dos aspectos da arquitetura, voltados para estas.
A política de colonização aplicada pelos espanhóis no Brasil até meados do século XVIII é a mesma utilizada pelos portugueses durante os 35 anos de sua colonização do Nordeste: concentração da atenção e recursos nos núcleos maiores e controle direto as povoações menores.
Em meados do século XVII, com o aumento nos preços do açúcar, os interesses dos proprietários rurais e da Metrópole passaram a convergir, transformando-se as bases do processo de colonização e do sistema social da colônia.
A política de colonização aplicada pelos holandeses no Brasil até meados do século XVII é a mesma utilizada pelos portugueses durante os 35 anos de sua colonização do Nordeste: concentração da atenção e recursos nos núcleos maiores e controle direto das demais povoações.
O Plano Urbanístico Básico – PUB-RIO definiu, para fins de intervenção urbanística, diversas áreas de planejamento, cujo número foi posteriormente alterado. O número de áreas criadas pelo PUB-RIO foi:
4
5
6
8
"As casas proletárias ainda são em pequeno número e de preço elevado, em relação às posses dos empregados".
Dei instruções para que, sem prejuízo das construções isoladas, estude e projete núcleos de habitações modestas e confortáveis.
Adquiram-se grandes áreas de terreno e, se for preciso, que se desapropriem as mais vantajosas; que se levem em consideração os meios de transportes; que se racionalizem os métodos de construção; que se adquiram os materiais, diretamente, do produtor; tudo enfim, de modo a obter; pelo menor preço, a melhor casa."
O discurso que revela claro empenho em racionalizar a construção e reduzir seus custos foi proferido por:
Engenheira Carmem Portinho – Diretora do Departamento de Habitação Popular
Arquiteto Afonso Eduardo Reidy
Presidente Jucelino Kubistchek
Presidente Getulio Vargas
O bairro que originou o primeiro Projeto de Estruturação Urbana – PEU foi:
Ilha do Governador
Madureira
Botafogo
Urca
Os estudos urbanos contemporâneos promoveram o resgate da leitura das obras de Camillo Sitte porque ele:
foi um arauto da racionalidade nos traçados urbanos.
buscava a recuperação do sentido estético e social das praças e espaços públicos.
desenvolveu propostas muito semelhantes a Haussmann, autor da reforma de Paris.
acreditava que os ambientes que antes eram concebidos como espaços públicos deveriam ser incorporados ao interior da casa, em refúgios domésticos.