Questões de Concurso sobre Normas e Condutas Projetuais

 
 
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No projeto de uma edificação pública, os revestimentos devem atender a critérios de durabilidade, manutenção e segurança. O revestimento mais adequado para um hospital público, considerando higienização e resistência a agentes químicos, é:


A

Piso cimentício com acabamento em resina acrílica.


B

Instalar carpete de fibras sintéticas para reduzir o ruído e proporcionar conforto térmico.


C

Piso vinílico homogêneo com rodapé curvo.


D

Porcelanato esmaltado com rejunte epóxi.

De acordo com as Normas Para Projetos Físicos de Estabelecimentos Assistenciais de Saúde do Ministério da Saúde, em obras de construção de edificações para assistência em saúde, as rampas destinadas à circulação de pacientes, no caso de possuírem no máximo 2 segmentos com extensão máxima de 9,15 m. em cada segmento, devem ter inclinação máxima de:


A

1:12 ou 8,33%.


B

1:16 ou 6,25%.


C

1:8 ou 12,5%.


D

1:10 ou 10%.


E

1:6 ou 16,67%.

A elaboração de projetos de comunicação visual e sinalização de hospitais é uma atividade possível na atuação profissional de arquitetos e arquitetas. Tal projeto, quando executado corretamente, tem a capacidade de contribuir para a localização dos usuários, reforçar a marca do estabelecimento, além de ter parte importante do resultado estético do projeto. Dentre os conceitos discutidos no desenvolvimento de um projeto de comunicação visual e sinalização estão hierarquia, setorização e proporção. Sobre esses conceitos, relacione-os com os exemplos abaixo e assinale a alternativa que apresenta a sequência correta.


1. Hierarquia.

2. Setorização.

3. Proporção.


( ) Respeitar o grau de impacto de diferentes ambientes no fluxo do empreendimento.

( ) Considerar o risco de contaminação de diferentes espaços.

( ) Analisar a necessidade de sinalizar pavimentos de forma a diferenciar eles pelo seu possível grau de importância.

( ) Considerar o tamanho da fonte e altura de fixação de placas.

( ) Analisar partes do hospital de acordo com seu potencial de risco de contaminação (baixo, médio ou alto).


A

1, 2, 3, 1 e 2.


B

1, 3, 3, 3 e 2.


C

2, 3, 1, 2 e 1.


D

3, 1, 2, 2 e 3.


E

1, 2, 1, 3 e 2.

Em equipamentos públicos do tipo EAS (Estabelecimentos Assistenciais de Saúde) temos a Unidade Funcional do tipo 4, Apoio ao Diagnóstico e Terapia. Nela, o Centro Cirúrgico é previsto com outras subunidades, ambientes e funções, que são:


A

Área de recepção de paciente; Sala de guarda e preparo de anestésicos; Área de indução anestésica; Área de escovação (degermação cirúrgica dos braços); Sala pequena de cirurgia (oftalmologia, endoscopia, otorrinolaringologia, etc.); Sala média de cirurgia (geral); Sala grande de cirurgia (ortopedia, neurologia, cardiologia, etc.); Área para prescrição médica; Posto de enfermagem e serviços; Área de recuperação pós-anestésica.


B

Sala de triagem de paciente; Farmácia e Laboratório de Anestesiologia; Ambulatório de monitoramento de paciente em anestésicos; Sala de assepsia com barreira bacteriológica por radiação e/ou lavagem; Bloco de cirurgias delicadas (oftalmologia, endoscopia, otorrinolaringologia, etc.); Bloco de cirurgia padrão (geral); Bloco de cirurgias invasivas e de risco (ortopedia, neurologia, cardiologia, etc.); Área de observação de paciente pós-cirúrgico; Área de descanso de pessoal médico; Área de liberação de paciente.


C

Área de prontuário e anamnese de paciente; Sala de Anestesiologia; Clínica de anestésicos; Área de assepsia química e mecânica por lavagem e aspersão; Sala cirúrgica leve (nefrologia, angiologia, buco-maxilo-facial, etc.); Sala cirúrgica padrão (geral, exceto neurocirurgia); Sala de cirurgias longas de risco cirúrgico declarado (traumatologia, neurologia, cardiologia, etc.); Área de diagnóstico laboratorial pós-cirúrgico; Vestiário e assepsia de pessoal; Área de encaminhamento de paciente.


D

Sala para taxonomia de paciente; Farmácia e anestésicos; Ambulatório de administração de anestésicos; Sala de lavagem e desinfecção; centro cirúrgico de baixa complexidade (oftalmologia, angioplastia, hepatologia, etc.); centro cirúrgico de média complexidade (geral, exceto neurologia); centro cirúrgico de alta complexidade (ortopedia, neurologia, mastologia, etc.); Sala de observação; Barreira clínica de pessoal médico; Sala de avaliação e liberação de paciente, com protocolo de encaminhamento.

Diversos fatores influenciam a escolha adequada e a especificação de materiais para projetos arquitetônicos, desde as características do projeto e do local até as propriedades dos materiais disponíveis no mercado. Dominar os critérios de seleção de materiais é essencial para arquitetos e urbanistas tomarem decisões conscientes e responsáveis. Em um projeto arquitetônico para um hospital em região com alto índice pluviométrico, DEVE ser priorizado na seleção de materiais para a cobertura da edificação o critério de


A

baixa absorção de água, minimizando a penetração de umidade e o surgimento de patologias na estrutura.


B

alta refletividade solar, reduzindo o acúmulo de calor na cobertura e contribuindo para o conforto térmico interno.


C

elevada resistência mecânica, suportando o peso de equipamentos e cargas acidentais sem comprometer a estrutura.


D

baixa inflamabilidade, diminuindo o risco de incêndios e garantindo a segurança dos ocupantes.


E

facilidade de limpeza, permitindo a remoção rápida e eficiente de sujeiras causadas pela chuva e mantendo a estética da cobertura ao longo do tempo.

O processo de avaliação das edificações e dos seus projetos deve ser assumido como uma rotina natural e necessária em estabelecimentos de saúde, não somente para garantir a qualidade do produto, mas para que haja desenvolvimento profissional contínuo e checagem do atendimento às exigências funcionais. Dentre os métodos mais utilizados, estão a avaliação pós-ocupação (APO) e a avaliação pós-projeto (APP).


Com base na obra “Introdução à arquitetura hospitalar” (2014), analise as vantagens a seguir.


I. Propiciar o estabelecimento de critérios de sustentabilidade.

II. Envolver projetistas.

III. Conscientizar usuários-chave.

IV. Controlar a qualidade do ambiente construído.

V. Auxiliar no desenvolvimento de manuais de manutenção, operação e projeto.

VI. Fornecer subsídios para ações de prevenção à saúde e controle de doenças.


São vantagens da utilização da APO, notadamente em processos de reforma e ampliação de edificações em geral


A

I, III, V e VI, apenas.


B

II, lII, IV e V, apenas.


C

II, IV, V e VI, apenas.


D

I, lII, IV e VI, apenas.

Em um projeto hospitalar, a arquitetura é muito impactante. Cada ambiente deve ser projetado com o objetivo de melhor atender ao profissional e ao paciente. Nesse sentido, é importante considerar:


A

a pouca ventilação e a pouca iluminação


B

as configurações obsoletas de arquitetura


C

a ampla circulação, a iluminação e a boa ergonomia


D

os espaços sobrecarregados que dificultam a movimentação

No capítulo intitulado Projeto Arquitetônico, da obra “Introdução à arquitetura hospitalar” (2014), Carvalho apresenta alguns requisitos gerais de acabamento para paredes, pisos e tetos estabelecidos pela RDC 50/2002.


De acordo com o autor, no caso do acabamento de pisos e paredes, os materiais, quando usados nas áreas críticas, não devem possuir índice de absorção de água, incluindo o seu rejuntamento, superior a


A

4%.


B

6%.


C

8%.


D

10%.

O planejamento de um hospital é uma atividade complexa e envolve uma equipe multidisciplinar, abrangendo aspectos legais, econômico-financeiros e técnicos. Dentre os aspectos técnicos, há o dimensionamento, que, apesar, de a RDC 50 não mais estabelecer o parâmetro m²/leito para um dimensionamento prévio do edifício hospitalar, a obra “Manual prático de arquitetura hospitalar” (2011) apresenta uma subdivisão com esses parâmetros para apoiar o planejamento de novos hospitais, ampliação ou reforma dos existentes, sendo, para os hospitais gerais, 60 m²/leito, de acordo com o esquema a seguir:


• Administração / apoio técnico e apoio logístico: 15 m²/leito;

• Apoio ao diagnóstico e tratamento: 15 m²/leito;

• Internação: 30 m²/leito.


De acordo com a obra “Manual prático de arquitetura hospitalar” (2011), qual é o parâmetro m²/leito para hospitais universitários?


A

60 m²/leito.


B

80 m²/leito.


C

100 m²/leito.


D

115 m²/leito.

Qual a função do Programa Físico Funcional de um Estabelecimento de Saúde?


A

A programação físico-funcional dos estabelecimentos assistenciais de saúde baseia-se em um Plano de Atenção à Saúde já elaborado, onde estão determinadas as ações a serem desenvolvidas e as metas a serem alcançadas, assim como estão definidas as distintas tecnologias de operação e a conformação das redes físicas de atenção à saúde, delimitando no seu conjunto a listagem de atribuições de cada estabelecimento de saúde do sistema.


B

A programação físico-funcional dos estabelecimentos assistenciais de saúde baseia-se no Plano Diretor do Município, onde estão determinadas as ações a serem desenvolvidas e as metas a serem alcançadas, assim como estão definidas as distintas tecnologias de operação e a conformação das redes físicas de atenção à saúde, delimitando no seu conjunto a listagem de atribuições de cada estabelecimento de saúde do sistema.


C

As atribuições e atividades desenvolvidas nos diversos tipos de EAS. Listando as atividades que são geradoras ou que caracterizam os ambientes e as atividades desenvolvidas em cada ambiente.


D

Programa físico-funcional do estabelecimento assistencial de saúde apoia-se no atendimento dos pacientes, estabelecendo metas de arrecadação e implantação de tecnologias.

A RESOLUÇÃO – RDC Nº 50, de 21 de fevereiro de 2002, dispõe sobre o regulamento técnico para planejamento, programação, elaboração e avaliação de projetos físicos de estabelecimentos assistenciais de saúde, definindo os padrões construtivos para o funcionamento físico funcional da unidade. Para proporcionar uma boa circulação horizontal para passagem de camas/macas, as instalações sanitárias devem possuir uma dimensão mínima de:


A

0,90 (vão livre) x 2,10 metros.


B

1,00 (vão livre) x 2,10 metros.


C

1,10 (vão livre) x 2,10 metros.


D

1,20 (vão livre) x 2,10 metros.

Na elaboração do Projeto executivo de um EAS, o arquiteto deve atentar para uma série de detalhes construtivos que contribuem para garantir a qualidade das condições ambientais de controle de infecção.


Com essa finalidade, destaque a prescrição construtiva adequada para as áreas críticas dos EAS.


A

Priorizar materiais de acabamento para paredes e pisos que não tornem as superfícies monolíticas, pois estas dificultam o movimento natural de dilatação do material.


B

Manter em alinhamento a união entre rodapé e parede, de modo a evitar o tradicional ressalto do rodapé, que permite o acúmulo de sujeira e a dificuldade de limpeza.


C

Utilizar tintas à base de epóxi, PVC ou poliuretano para pintura de tetos e paredes, desde que sejam aplicadas com pincel e resistentes à lavagem.


D

Usar cimento sem qualquer aditivo antiabsorvente para rejuntar as peças cerâmicas que revestem pisos e paredes, a fim de evitar excesso de produtos químicos no ambiente.


E

Empregar forros falsos do tipo removível nos tetos, de modo a facilitar os serviços de manutenção predial.

De acordo com a RDC nº 50:2002, para projetar a circulação vertical para movimentação de pacientes num EAS com 2 pavimentos, que comporta atividade de internação e cirurgias não ambulatoriais localizadas no pavimento térreo de acesso exterior, o arquiteto deverá, minimamente, prever


A

escada e plataforma mecânica tipo plano inclinado adaptada a ela.


B

rampa e escada acoplada a equipamentos portáteis.


C

elevador de transporte de pacientes em macas ou rampa.


D

rampa para acesso de pacientes em macas e escada para os demais.


E

elevador de transporte de passageiros em geral e escada.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), através da RDC no 50, de 21 de fevereiro de 2002, dispõe sobre o Regulamento Técnico para planejamento, programação, elaboração e avaliação de projetos físicos de estabelecimentos assistenciais de saúde. Sobre pisos e rodapés em áreas críticas, assinale a alternativa correta.


A

A união do rodapé com a parede deve ser executada de forma a garantir uma saliência mínima de 5 mm, evitando sempre que os dois estejam alinhados.


B

Deve ser evitado o uso de materiais de acabamento que tornem as superfícies monolíticas.


C

No caso da utilização de placas cerâmicas como acabamento de piso, não podem ser empregadas placas pertencentes aos grupos de absorção IIb e III.


D

Excepcionalmente podem ser utilizados tacos de madeira, desde que a madeira seja classificada conforme a norma ABNT NBR 15799:2010 (versão corrigida 2013) como classe 3 e que seja considerada de baixa densidade.


E

Para o caso de pisos cerâmicos com áreas entre 30 m² e 50 m², necessariamente deve ser utilizada argamassa de rejuntamento de Tipo I.

A RESOLUÇÃO – RDC Nº, de 21 de fevereiro de 2002, regulamento técnico para planejamento, programação, elaboração e avaliação de projetos físicos de estabelecimentos de assistência à saúde, apresenta instruções de uso em ambientes de apoio. Com base nessa informação, responda.


I. A salas de apoio são dimensionadas para atender a unidade funcional, sendo necessária a instalação de apoio para cada tipo de atendimento funcional.

II. EAS devem possuir instalações características à natureza de sua atividade, sendo dispensada a presença de instalações dependendo da unidade/ambiente.

III. Os sanitários existentes em EAS são de uso comum.


A

V, V, F.


B

F, V, F.


C

V, F, F.


D

V, F, V.

A comunicação visual em edifícios hospitalares deve oferecer grande variedade de padrões tipográficos e de cores, assim como números e códigos de endereçamento, com o objetivo de promover adaptações contínuas entre espaços e funções, contribuindo, assim, para ajustes no fluxograma e nas hierarquias entre os espaços.


C

Certo


E

Errado

Ao projetar o local de estacionamento para as viaturas de serviço e de passageiros de um Estabelecimento Assistencial de Saúde – EAS com internação, localizado numa cidade do interior em que o Código de Obras é omisso em relação a esse assunto, o arquiteto deverá prever em conformidade com a Resolução RDC nº 50, de 21/02/2002.


A

1 vaga para veículo de serviço a cada 2 vagas de passageiros.


B

2 vagas para cada 15,00m2 de área útil do EAS.


C

1 vaga para veículo por m2 da área total construída do EAS.


D

2 vagas para veículos em geral, por quarto.


E

1 vaga para veículo a cada quatro leitos.

Um Estabelecimento Assistencial de Saúde (EAS) tem capacidade para 20 pacientes internos, 50 funcionários, 100 pacientes externos ou público por dia. A cozinha prepara 200 refeições por dia. São gastos 6 kg de roupa seca por dia para cada paciente interno.


Considerando um consumo de água de 120 litros/dia por paciente interno, 50 litros/dia por funcionário, 10 litros/dia por paciente externo ou público, 25 litros/refeição e 30 litros/kg de roupa seca, qual o menor volume que o reservatório de água fria deverá ter, segundo a RDC no 50, de 2002, da ANVISA, considerando abastecimento a partir da rede pública?


A

3,63 m3


B

4,83 m3


C

7,25 m3


D

14,50 m3


E

29,00 m3

O corredor de circulação horizontal de um EAS, destinado à emergência e urgência, tem 10,00m de comprimento e serve para passagem de pacientes ambulantes ou em cadeira de rodas, macas ou camas.


Assinale a opção que apresenta uma prescrição mínima, estabelecida pela RDC nº 50:2002, que este corredor deverá respeitar.


A

Largura mínima de 1,20m, podendo ser utilizado como área de estacionamento de carrinhos.


B

Bate-macas fixados em ao menos uma parede lateral que não podem ter também a função de corrimão.


C

Corrimãos fixados em ambas as paredes laterais com finalização reta.


D

Bebedouros e extintores de incêndio instalados de forma que, mesmo que reduzam a largura mínima estabelecida, não obstruam o tráfego.


E

Largura mínima de 2,00m, não podendo ser utilizado como área de espera.

O manual de diretrizes de sustentabilidade para projetos de arquitetura e engenharia define e orienta as condições de projeto sustentáveis para implantação das edificações através do diagnóstico dos dados físicos, climáticos e urbanos do terreno, e do estudo da concepção de volume, de forma e de zoneamento do projeto. O estudo da implantação das edificações destinadas a estabelecimentos e complexos de saúde tem vários objetivos. Dos abaixo apresentados, assinale o único que é verdadeiro.


A

Minimizar o acesso à iluminação artificial, assim como à ventilação natural


B

Buscar definição das potencialidades locais, reduzindo ao máximo o consumo de energia elétrica


C

Reduzir ao máximo o impacto da edificação nos prédios vizinhos


D

Controlar com medidas de prevenção os impactos sonoros e térmicos da edificação com relação ao entorno e às pessoas que nele labutam


E

Caracterizar agentes limitadores (orientação solar, zonas de sombra, ventos dominantes, áreas de ruído, configuração e natureza das edificações e do entorno, etc.)

 
 
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