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Embora sejam verificadas variações nos métodos de projeto arquitetônico, a maioria ocorre em uma sequência que considera as seguintes fases:
Análise: Definição de metas de projeto, critérios de desempenho, restrições, possíveis impactos das soluções para a comunidade e usuários.
Síntese: Busca de soluções de problema, criação de ideias, concepção das propostas.
Avaliação: Compara a solução proposta com as metas definidas na análise, de forma a distinguir o que é compatível e conflitante com os padrões de desempenho estabelecidos.
A sequência de decisões definidas nas três fases é contínua e articulada, em todo o processo de projeto, e os resultados das avaliações são transmitidas a cada etapa de projeto, por meio de representações que, além de outros meios, é composta por desenhos, perspectivas, anotações, especificações, etc.
Sobre a comunicação e representação nas etapas do projeto, pode-se afirmar que:
Perspectivas e maquetes são peças gráficas obrigatórias na fase de estudo preliminar, por representarem as soluções de projeto em uma linguagem próxima à do cliente, permitindo uma avaliação por parte do contratante.
Detalhes da edificação e de seus componentes construtivos são opcionais nas fases iniciais de projeto, como o estudo preliminar. No entanto, nas etapas de projeto básico e projeto executivo tornam-se necessários, já que se destinam à representação final das informações técnicas e à execução dos serviços de obra correspondentes.
O programa de necessidades, etapa destinada à determinação das exigências de caráter prescritivo ou de desempenho a serem satisfeitas pela edificação a ser concebida é um documento necessário para a fase de estudo preliminar e não requer desenhos ou outros esquemas gráficos, já que sua comunicação se dá por meio de planilha com a relação ambientes/usuários/atividades/equipamentos/ mobiliário, incluindo características, exigências, dimensões e quantidades.
Os documentos técnicos (desenhos e textos) que forem rejeitados parcial ou totalmente devem ser revistos ou alterados por terceiros e submetidos à nova avaliação.
Embora não represente um documento técnico, o croqui é uma ferramenta importante, utilizada durante todas as fases de projeto e mesmo no acompanhamento da obra, por propiciar o registro de novas soluções. No entanto, é um recurso que serve exclusivamente ao arquiteto, pelo baixo grau de informação técnica que fornece.