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Os quadros se libertam das paredes e flutuam em cavaletes...

Os quadros se libertam das paredes e flutuam em cavaletes de concreto e vidro utilizados como suporte/expositor: lembrança do cavalete do atelier do artista, que mostra o verso, as costas da tela, muitas vezes com preciosas anotações. O nome do quadro e do autor também ficam nas costas, para que o público não se sinta obrigado a gostar deste ou daquele quadro, apenas pelo nome do autor. "Oh! É um Picasso! Lindo!". Não, o espectador é livre para gostar ou não, e também para criar as relações que quiser dentro deste verdadeiro "varal" de pinturas de várias épocas. [...] Uma grande família de artistas que não são separados, nem no tempo – na classificação ocidental da arte – e nem no espaço. Só a América, o Novo Mundo, poderia admitir uma coleção exposta desta maneira. No Brasil, mistura de Europa Ibérica, África e Oriente - no que herdamos dos índios − , podemos ousar novos caminhos que não o eurocêntrico.


Neste excerto do texto Uma ideia de Museu, Marcelo Ferraz se refere a uma proposta expográfica que integra um projeto de museu. Suporte expográfico e museu são, respectivamente:


A

Os Suportes suspensos desenhados por Oscar Niemeyer para o Solar do Unhão, Museu de Arte Moderna da Bahia.


B

Os Cavaletes de cristal desenhados por Lina Bo Bardi para o MASP, Museu de Arte de São Paulo.


C

Os Cavaletes de ferro e concreto desenhados por F. L. Wright: para o MOMA, Museu de Arte Moderna em Nova Iorque.


D

Os Cavaletes de vidro desenhados por Eduardo Reidy para o SESC Pompéia.


E

Os Cavaletes de madeira desenhados por Paulo Mendes da Rocha para o MUBE, Museu da escultura.