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O CTA 23 estabelece orientações para a atuação do auditor independente quando contratado para emitir Carta-Conforto em processos de oferta pública de valores mobiliários. Esse comunicado técnico define as responsabilidades do emissor, do coordenador da oferta e do auditor independente, bem como os limites dos procedimentos realizados pelo auditor nesse contexto.
Uma companhia aberta supervisionada pela Comissão de Valores Mobiliários está preparando uma oferta pública de debêntures. Para esse processo, o banco coordenador da oferta solicita ao auditor independente da companhia a emissão de Carta-Conforto relacionada às informações contábeis incluídas no prospecto da oferta. Durante a leitura do documento, o auditor identifica que determinadas informações financeiras extraídas do sistema contábil da companhia não coincidem com aquelas divulgadas nas demonstrações contábeis auditadas.
À luz do CTA 23 – PROCEDIMENTOS PARA EMISSÃO DE CARTA‑CONFORTO EM OFERTAS DE TÍTULOS E VALORES MOBILIÁRIOS, avalie as seguintes afirmativas:
I. A definição da natureza e da extensão dos procedimentos a serem executados para emissão da Carta-Conforto é responsabilidade do Coordenador da Oferta.
II. A auditoria das demonstrações contábeis permite ao auditor assegurar a exatidão de cada valor individual apresentado nas demonstrações contábeis.
III. Ao identificar inconsistências entre as informações contábeis incluídas no prospecto e aquelas constantes das demonstrações contábeis, o auditor deve comunicar prontamente o emissor e o coordenador da oferta.
Está correto o que se apresenta em
I, apenas.
I e II, apenas.
II e III, apenas.
I e III, apenas.
I, II e III.
Durante auditoria simultânea de obras públicas estaduais financiadas por consórcios, os auditores notaram incompatibilidade entre os laudos de engenharia, os resultados das inspeções físicas, os registros em sistemas financeiros digitais e as informações declaradas à sociedade nos portais de transparência. O relatório preliminar suscitou forte reação de gestores e pressão midiática, com acusações de parcialidade.
Nessa situação, considerando-se a ética, a transparência, a independência e os normativos vigentes, a postura ideal a ser adotada pela equipe de auditoria será a de
buscar evidências, aprofundar os exames, documentar limitações, reforçar matriz de risco e amparar conclusões em evidências sólidas e fundamentação doutrinária.
revisar os achados e ajustar o relatório, reestruturando a abordagem e omitindo os pontos sensíveis para evitar crise institucional e preservar reputações.
suspender os trabalhos de levantamentos e análises e encerrar a auditoria sem emissão de relatório, alegando risco de conflito de interesses por parte da equipe de auditoria.
continuar os trabalhos e realizar a substituição da equipe de auditores pressionados, sem alterar a metodologia, para mostrar flexibilidade institucional.
continuar os trabalhos e facultar que o texto final seja revisado previamente pelos gestores auditados, para garantir correção de possíveis interpretações equivocadas.
Ao elaborar o relatório de auditoria, o auditor interno deve comunicar as constatações, mesmo que não tenha conseguido reunir evidências suficientes para sustentá‑las.
Certo
Errado
Na seção “Responsabilidades do auditor pela auditoria das demonstrações contábeis”, no relatório do auditor independente, o auditor deve declarar que, como parte da auditoria e de acordo com as normas de auditoria,
exerceu o julgamento profissional e manteve o ceticismo profissional.
atendeu a todas as responsabilidades éticas do auditor, de acordo com a exigência das normas.
conduziu a auditoria em conformidade com as normas emitidas pelo Conselho Federal de Contabilidade.
acredita que a evidência de auditoria obtida por ele é suficiente e apropriada para fundamentar sua opinião.
trabalhou de modo independente da entidade, de acordo com as exigências éticas relevantes relacionadas com a auditoria.
Em relação aos trabalhos de asseguração razoável de atestação executados por auditor independente para emitir relatório sobre a compilação de informações financeiras pro forma incluídas em prospecto pela parte responsável, avalie as afirmativas a seguir.
I. O entendimento sobre como a parte responsável compilou as informações financeiras pro forma pode ser obtido pelo auditor independente por meio de procedimentos como a leitura de documentos de apoio relevantes, como contratos ou acordos e atas de reuniões das pessoas responsáveis pela governança.
II. Em relação à emissão de relatórios de asseguração razoável sobre informações financeiras pro forma elaboradas para cumprimento da Instrução CVM nº 565, de 15 de junho de 2015, as sociedades envolvidas nas operações de fusão, cisão, incorporação e incorporação de ações, envolvendo emissores de valores mobiliários registrados na categoria A, devem divulgar demonstrações financeiras cuja data-base não seja anterior a 180 (cento e oitenta) dias da data da assembleia que deliberará sobre a operação.
III. Em muitas jurisdições, as leis ou os regulamentos aplicáveis proíbem a publicação de prospecto que contenha opinião modificada sobre a compilação das informações financeiras pro forma. Quando esse for o caso e o auditor independente concluir que uma opinião modificada é, mesmo assim, apropriada, ele deve discutir o assunto com a parte responsável e, se a parte responsável não concordar em fazer as mudanças necessárias, o auditor independente deve não emitir o relatório, retirar-se do trabalho ou buscar assessoria jurídica.
Está correto o que se afirma em
I e II, apenas.
I e III, apenas.
II e III, apenas.
I, II e III.
II, apenas.


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Considere as seguintes definições:
I. estado no qual os interesses do auditor e de sua entidade são isentos dos interesses das entidades e pessoas auditadas.
II. capacidade de utilizar conhecimentos, habilidades e atitudes necessários ao desempenho das atividades do campo profissional, observando padrões de qualidade e produtividade.
III. é a postura que inclui uma mente questionadora e alerta para condições que possam indicar possível distorção devido a erro ou fraude e uma avaliação crítica das evidências de auditoria.
As definições acima correspondem, respectivamente, aos seguintes requisitos de atuação na Auditoria:
independência — ceticismo profissional — competência profissional.
competência profissional — independência — ceticismo profissional.
ceticismo profissional — competência profissional — independência.
independência — competência profissional — ceticismo profissional.
competência profissional — ceticismo profissional — independência.
De acordo com a CTA 02 – EMISSÃO DO RELATÓRIO DO AUDITOR INDEPENDENTE SOBRE DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS INDIVIDUAIS E CONSOLIDADAS, a Demonstração do Valor Adicionado é obrigatória, segundo a legislação societária brasileira, somente para as companhias abertas, enquanto de acordo com as normas contábeis internacionais, deve ser considerada uma informação suplementar.
No relatório do auditor independente, a Demonstração do Valor Adicionado deve ser tratada
como uma ressalva, no parágrafo da opinião.
em parágrafo de ênfase, antes do parágrafo da opinião.
em parágrafo de outros assuntos, após o parágrafo da opinião.
em parágrafo de responsabilidade dos auditores independentes, após o parágrafo da opinião.
em parágrafo de responsabilidade da administração sobre as demonstrações contábeis, antes do parágrafo da opinião.
José, auditor independente no munícipio de Apiaí, emitiu opinião expressa em seu relatório de auditoria de acordo com as demonstrações contábeis auditadas. Nesse cenário, assinale corretamente a alternativa que trata sobre a responsabilidade, ou não, da opinião de José:
José não tem responsabilidade pela opinião expressa em seu relatório de auditoria.
José não tem responsabilidade pela opinião expressa em seu relatório de auditoria, caso demonstre não ter conhecimento das normas de auditoria.
José tem total responsabilidade pela opinião expressa em seu relatório de auditoria.
José tem responsabilidade pela opinião expressa em seu relatório de auditoria como também pelos possíveis prejuízos da entidade, devido à má gestão operacional.
De acordo com a NBC TP 01 (R1) e NBC PP 01 (R1), avalie as afirmativas a seguir.
I. Quando se tratar de laudo pericial contábil assinado por peritos em conjunto, há responsabilidade solidária sobre o referido documento.
II. A legislação penal determina responsabilidades e penalidades para o profissional que exerce a função de perito, as quais consistem em multa, indenização e inabilitação.
III. A perícia judicial é exercida sob a tutela do Poder Judiciário, ao passo que a perícia extrajudicial é exercida sob a tutela do Poder Executivo ou do Poder Legislativo.
IV. O planejamento deve ser revisado e atualizado sempre que fatos novos surjam no decorrer da perícia.
Estão corretas apenas as afirmativas
II e III.
I e IV.
I, III e IV.
II, III e IV.
Em relação aos elementos constitutivos de um relatório de auditoria, considere a alternativa incorreta:
A introdução deve conter a identificação das demonstrações financeiras auditadas e o período abrangido pela auditoria.
A seção de responsabilidades da administração deve esclarecer que a gestão é responsável pela elaboração e adequação das demonstrações financeiras.
A opinião do auditor deve ser fundamentada em padrões de auditoria locais, tendo normas internacionais de auditoria como incremento.
A descrição do escopo da auditoria inclui a afirmação de que a auditoria foi conduzida de acordo com as normas de auditoria aplicáveis.
As ênfases de matéria e os parágrafos de outros assuntos podem ser incluídos para destacar informações ou esclarecer aspectos das demonstrações financeiras.


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Em 24 de novembro de 2021, a XXX Auditores Independentes SS Ltda. emitiu relatório do auditor independente relativo às demonstrações financeiras da YYY S.A. encerradas em 31/12/2020. O relatório continha o seguinte parágrafo (entre outros):
“Não expressamos opinião sobre as demonstrações contábeis, individuais e consolidadas, acima referidas da YYY S.A. pois, devido à relevância dos assuntos descritos na seção a seguir intitulada ‘Base para abstenção de opinião sobre as demonstrações contábeis individuais e consolidadas’, não nos foi possível obter evidência de auditoria apropriada e suficiente para fundamentar nossa opinião de auditoria sobre essas demonstrações contábeis individuais e consolidadas.”
Com base exclusivamente no trecho acima, extraído do relatório do auditor independente referido, é correto afirmar que:
o auditor expressou uma opinião adversa;
o auditor expressou uma opinião com ressalva;
o auditor concluiu que os possíveis efeitos de distorções não detectadas sobre as demonstrações financeiras são relevantes, mas não generalizados;
a abstenção de opinião expressa reflete o julgamento do auditor de que os possíveis efeitos de distorções não detectadas sobre as demonstrações financeiras são relevantes e generalizados;
exceto pelos assuntos mencionados na “Base para abstenção de opinião sobre demonstrações contábeis individuais e consolidadas”, a opinião do auditor sobre os demais elementos das demonstrações financeiras não conteve modificação.
As normas de auditoria relativas ao parecer estabelecem que o auditor deve visando o exercício ético e eficaz de suas atividades. Algumas normas de auditoria que tratam de aspectos relacionados ao parecer. Assinale a alternativa que contém a norma que trata da responsabilidade do auditor independente em formar uma opinião sobre as demonstrações contábeis e do conteúdo do relatório emitido.
NBC TA 1500
NBC TA 500
NBC TA 1000
NBC TA 700
Os auditores devem conduzir-se de modo a justificar a confiança individual e institucional que lhes é depositada.
As fases de uma auditoria compreendem: programação, preparação, planejamento, condução e avaliação dos resultados, apresentação do relatório e acompanhamento das ações corretivas/saneadoras propostas.
No âmbito do serviço público, a opinião do auditor, com atribuição de auditoria, deverá ser expressa por meio de Relatório de Auditoria e Parecer. De caráter formal, o Relatório refletirá os resultados dos exames efetuados de acordo com a forma e tipo de auditoria. Para cada auditoria realizada, o auditor deverá elaborar relatório que refletirá os resultados dos exames efetuados, de acordo com a forma ou tipo de auditoria. As informações abrangem os atos, os fatos e as situações observadas.
Nesse contexto, analise as descrições a seguir.
I. Mensagem clara e direta, para entendimento fácil do que se pretendeu transmitir.
II. O relato das evidências conduz o leitor prudente às mesmas conclusões a que chegou o auditor.
III. Incluir nos relatórios os fatos relevantes observados na sua integralidade, sem nenhuma omissão, proporcionando uma visão objetiva das impropriedades/irregularidades apontadas, recomendações efetuadas e conclusão.
As descrições correspondem, respectivamente, aos atributos de qualidade do relatório de
coerência / clareza / integridade.
objetividade / convicção / integridade.
objetividade / clareza / coerência.
coerência / convicção / integridade.
objetividade / coerência / clareza.
Imagine que em determinado trabalho de auditoria o auditor se depara com relevante limitação de escopo, que o impede de coletar evidência de auditoria adequada e suficiente para firmar convicção sobre as demonstrações contábeis auditadas. Neste caso, qual tipo de opinião deverá ser emitida?
Opinião Modificada, do tipo “com ressalva”.
Opinião Modificada, do tipo “sem ressalva”.
Opinião Modificada, do tipo “abstenção”.
Opinião Não Modificada.
Opinião Modificada, do tipo “adversa”.
Quando da emissão do relatório sobre as demonstrações contábeis, o auditor independente deve abordar sobre as suas responsabilidades e os principais cuidados e providências tomadas no exercício do julgamento profissional. Consequentemente, um dos itens que deve ser informado pelo auditor em seu relatório é se:
Planejou e executou procedimentos de auditoria independentemente dos riscos encontrados.
Obteve conhecimento dos controles relevantes para a auditoria para planejar procedimentos de auditoria apropriados nas circunstâncias, com o objetivo de expressar opinião sobre a eficácia dos controles internos da companhia.
Identificou e avaliou os riscos de distorção irrelevante nas demonstrações contábeis, independentemente se causada por fraude ou erro.
Analisou os dados estatísticos sobre o desempenho da organização.
Avaliou a adequação das políticas contábeis utilizadas e a razoabilidade das estimativas contábeis e respectivas divulgações feitas pela administração.


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O auditor independente responsável por auditoria de demonstrações contábeis:
está impedido de emitir o seu relatório se ele não tiver algumas das informações financeiras e não financeiras ou todas elas.
que concluir pela existência de distorção relevante em informações financeiras ou não financeiras incluídas no relatório anual da entidade, deve requerer a sua correção aos responsáveis pela governança e, se não atendido, solicitar à administração.
na excepcionalidade de informações financeiras e não financeiras incluídas no relatório anual da entidade se tornarem disponíveis subsequentemente ao relatório do auditor, tem que atualizar os procedimentos realizados.
ao identificar que parece existir inconsistência relevante, deve discutir a questão com a administração e, se necessário, realizar outros procedimentos.
ao avaliar a consistência dos valores ou outros itens selecionados das outras informações com as demonstrações contábeis, tem que comparar todos os valores, que devem ser os mesmos, de forma detalhada, com os valores ou outros itens das demonstrações contábeis.
Ao elaborar um relatório de auditoria, um auditor deixou de divulgar um fato material do qual tinha conhecimento, que, caso fosse divulgado, poderia distorcer o relatório apresentado sobre as atividades da entidade auditada.
Essa postura do auditor está em desacordo com o seguinte princípio do Código de Ética do Institute of Internal Auditors:
Ao perceberem a tendência de uma empresa à descontinuidade, os auditores devem registrar o fato em seus relatórios, ainda que a divulgação dessa informação possa provocar ou acelerar a interrupção das atividades da empresa.