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A estreita relação dos jornalistas com as fontes de suas matérias é vantajosa para esses profissionais, porque amplia a eficácia e a estabilidade de seu trabalho, mas é prejudicial a essas fontes.
Informação jornalística sem fonte é o mesmo que notícia não publicável, já que o repórter não tem autonomia para assumir a narração de fatos por conta própria.
O cruzamento de informações, apesar de ser uma estratégia bastante utilizada por jornalistas para verificar dados, é desnecessário quando as fontes são confiáveis e já conhecidas do repórter ou do editor.
Pensando a formação das redes noticiosas, Traquina se detém na reflexão em torno de uma importante relação: a que é mantida entre os jornalistas e as fontes. Citando o teórico Mauro Wolf, Traquina afirma que "a rede de fontes que os órgãos de informação estabelecem como instrumento essencial para o seu funcionamento reflete, por um lado, a estrutura social e de poder existente e, por outro, organiza se a partir das exigências dos procedimentos produtivos" (Nelson Traquina, 2005, 190).De acordo com a reflexão de Traquina em torno dessa relação, analise as assertivas abaixo.
I. A relação entre a fonte e o jornalista é sagrada e se manifesta na importância que a comunidade jornalística dá ao direito de sigilo profissional.
II. Uma fonte é uma pessoa que o jornalista observa ou entrevista e que fornece informações.
III. O desenvolvimento da relação com a fonte é um processo habitualmente orientado com paciência, compreensão e capacidade de conversação sobre interesses comuns, até formar um clima de confiança.
IV. O jornalista nunca utiliza a fonte mais pelo que é do que pelo que sabe. A autoridade da posição da fonte não pode determinar ou influenciar tão diretamente a escolha operada pelo jornalista.
Das afirmativas apresentadas, estão corretas somente
I e III.
II, III e IV.
III e IV.
II e III.
I, II e III.
Nos jornais de caráter popular, há mais espaço para as fontes não-oficiais — relatos da comunidade, denúncias de problemas na cidade, colaboração dos leitores, casos dramáticos, celebridades — do que nos veículos de referência. Essa estratégia, bastante difundida no Brasil no início do século XXI, representa uma tentativa de aproximação com o público, por meio de assuntos da vida cotidiana e da personalização dos fatos.
Do ponto de vista do estudo das fontes da notícia institucional, os diretores e executivos de uma organização, quando concedem entrevistas ou fazem declarações aos veículos internos de comunicação, são considerados protagonistas do texto publicado.
Na relação dos jornalistas com as fontes, é importante que a fonte seja confiável e disponível e que tenha bom nível de informação sobre o assunto e boa expressão oral, sendo tarefa do assessor de imprensa preparar os diretores ou gestores de sua instituição, órgão ou entidade para serem boas fontes, por meio de treinamento midiático (media training).
Durante a leitura habitual de jornais impressos, revistas e sites de internet, assim como em telejornais, não raro nos deparamos com a utilização de um conjunto limitado de fontes na composição de reportagens, entrevistas, depoimentos, etc. No caso específico da televisão, segundo Pierre Bourdieu (no livro, Sobre a televisão), a redundância das fontes é, em parte, explicada pela lógica comercial que atravessa o veículo, e que se traduz na pressão da urgência. Leia as alternativas abaixo, considerando as reflexões do autor acerca desse tipo particular de fonte.
I. "Se a televisão privilegia certo número de fast-thinkers que propõem fast-food cultural, alimento cultural pré-digerido , pré-pensado, não é apenas porque (e isso faz parte também da submissão à urgência) eles têm uma caderneta de endereços (...): há falantes obrigatórios que deixam de procurar quem teria realmente alguma coisa a dizer."
II. "(...) Se tem à mão, sempre disponíveis e dispostos a parir algum artigo ou a dar entrevista, os habitués da mídia."
III. "Eles (...) devem sua importância no mundo social ao fato de que detêm um monopólio real sobre os instrumentos de produção e de difusão em grande escala da informação".
IV. "Para ser capaz de 'pensar' em condições em que ninguém pensa mais, é preciso ser pensador de um tipo particular".
Das afirmativas apresentadas, está(ao) correta(s) somente
I e II.
II e III.
I.
I, II e IV.
II, IIII e IV.
Para entender as notícias em toda a sua complexidade de formas simbólicas, é desnecessário compreender o papel das fontes de informação e sua relação com os jornalistas, visto que o mais relevante é o produto final.
No off, uma das formas mais comuns de se obter informações no jornalismo, especialmente de fontes oficiais, as informações devem ser divulgadas diretamente pelos assessores de imprensa, sem passar pelos jornalistas.
Em uma matéria sobre um conflito militar, cientistas políticos que tecem comentários sobre o andamento e a repercussão do conflito são fontes
primárias.
terciárias.
oficiais.
diretas
Na redação da notícia, o jornalista deve recorrer ao discurso das fontes antes de publicá-la como forma de garantir a objetividade e a imparcialidade indispensáveis à prática do jornalismo contemporâneo.
Ao afirmar que a objetividade do repórter depende também da objetividade da fonte, Bucci está dizendo que é impossível haver objetividade na notícia, uma vez que a mesma não depende só de quem escreve os fatos. Entretanto, ao afirmar que "Banir a emoção da informação é banir a humanidade do jornalismo", o autor mostra uma opinião em desacordo com o Código de Ética dos Jornalistas.
A apuração, processo de averiguação da informação em estado bruto (dados, nomes, números etc.), é feita por meio de documentos e pessoas que fornecem informações, denominadas fontes. Em alguns casos, a interação de jornalistas com suas fontes requer confidencialidade.
As fontes jornalísticas podem ser oficiais e não-oficiais, sendo as primeiras compreendidas como os representantes do Estado, de entidades governamentais e da população em geral.
É orientação típica a ser dada a fontes de informações durante media training:
( ) fazer a contribuição tão completa e informativa quanto possível.
( ) ignorar os pressupostos do jornalista e responder objetivamente a questão colocada.
( ) preparar com o repórter as mensagens-chave a serem transmitidas durante a entrevista.
( ) valorizar o jornalista e atendê-lo diretamente evitando intermediação de secretárias e assessores. Avalie os itens acima e marque a opção correspondente.
A lei das três fontes diz respeito a:
Como o repórter deve estruturar a reportagem de modo a garantir que existam lead, sublead e corpo de matéria.
Como o repórter deve submeter sua reportagem a três fontes de checagem: o chefe de reportagem, o editor e o revisor.
Se três pessoas que não se conhecem nem trocaram impressões contam a mesma versão de um fato que presenciaram, essa versão pode ser tomada como verdadeira.
Se a entrevista precisa ser feita, ela deve ser executada na seguinte ordem de preferência: pessoalmente, por telefone, por email.
N.D.A.
As fontes de informação hoje são cada vez mais preparadas e atuantes no sistema de informação jornalística. Isto ajuda a sociedade a se manter informada, mas também pode conduzir a práticas de manipulação da informação. Sobre as fontes de informação, avalie os itens abaixo e marque a opção correspondente.
( ) O porta-voz, responsável por falar oficialmente em nome da organização, é também chamado de gatekeeper.
( ) Um tipo de evento programado pelas fontes é o chamado pseudo-evento. Ele tem natureza promocional e assume características que o distinguem do evento espontâneo ou natural.
( ) Um assessor de imprensa deve ser orientado a plantar matérias no noticiário, de maneira a promover a organização ou assessorado, colher visibilidade e informar com precisão a sociedade sobre temas de interesse público.
F, V, F
V, V, F
F, F, F
V, V, V
F, F, V
O emprego das aspas é uma estratégia muito usada quando o jornalista não quer se comprometer com o relato dos fatos apresentado pelas fontes ou quando ele não tem como confirmar determinadas informações. Essa estratégia é denominada por Tuchman emprego consciente das aspas.