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Não há reportagem, seja qual for o tema, sem gente. E a identificação correta dos personagens depende da relevância de cada elemento de identidade dentro da notícia: idade, sexo, profissão ou moradia. Se um homem mata a mulher, por exemplo, um dado importante é “marido”, e não “atleta” ou “carioca”.
Um jornal que não possui fontes próprias pode ser manipulado por fontes externas formadas por núcleos de interesses que atuam como grupos de pressão social, como os partidos políticos ou grupos econômicos.
Para um repórter, aceitar presentes de fontes é um comportamento eticamente:
aceitável, porque não interfere nos procedimentos de apuração.
adequado, por ser uma prática corrente e não representar desvios.
inadequado, porque desperta ciúmes dos colegas de redação.
errado, porque gera dúvidas quanto à independência do repórter.
correto, porque colabora para melhorar o relacionamento com a fonte.
Um dos mais importantes elementos de persuasão empregados pela mídia é a adoção de "testemunhas", que dão consistência às informações distribuídas. No caso de uma reportagem sobre um problema urbano, por exemplo, o prefeito de uma cidade e o presidente de uma associação de moradores podem ser, igualmente, fontes de informação jornalística. Enquanto o segundo pode ser considerado uma fonte da sociedade civil organizada, o primeiro seria:
As notícias embasadas em fontes institucionais são marcadas por necessidades e limitações organizacionais que influenciam e condicionam o modo de fazer (organização do trabalho e rotinas produtivas) e o que é feito (a notícia em si). Por isso, as notícias assumem um caráter intencional e negociado.
A passagem dos detalhes recolhidos junto à fonte para a manchete segue uma série de macrorregras que, segundo Van Dijk, são quatro: a supressão, a generalização, a construção e a inversão.
Assessorias são fontes importantes para a produção da informação jornalística. Essas fontes podem ser classificadas como primárias e secundárias, que podem ser definidas, respectivamente, como:
a que pertence a uma instituição oficial e a que apenas testemunhou um fato.
a que fornece a informação essencial da matéria e a que ajuda na formulação de uma pauta.
a que testemunhou um fato e a que teve conhecimento do fato através do relato de terceiros.
a que é especializada no assunto em pauta e a que não é especializada.
a que representa a versão da autoridade e a que é acusada de alguma coisa.
As fontes de informações formam a base da produção dos veículos de comunicação de massa. Como devem os jornalistas se comportar diante das fontes? Escolha uma das alternativas abaixo:
O repórter deve confiar na fonte, sem precisar buscar comprovação.
A primeira preocupação do jornalista é duvidar sempre da fonte, buscando outras fontes para comprovar a veracidade da informação.
Se não houver confiança do repórter, a fonte pode omitir informações, motivo pelo qual deve o jornalista confiar sem motivo para alimentar dúvidas ou discórdia.
Com uma fonte exclusiva, o jornalista tende a crescer em sua empresa, mesmo sabendo que corre risco.
Uma forma de seleção no jornalismo é a escolha das fontes, tanto pelos editores e pauteiros quanto pelos repórteres. O resultado de uma conversa com a fonte depende também de como esta percebe o repórter: aberto a ouvir reclamações; uma ameaça; mal informado sobre o assunto ou de outras maneiras.
As informações de fontes que se mantêm anônimas — off-the-record — são publicadas em casos especiais. O off simples, quando a informação não foi checada, pode ser publicado em coluna de informação de bastidores, desde que seja dado ao conhecimento do público que ainda não foi confirmada.
O jornalismo admite as chamadas informações em off, ou seja, de fonte que se mantém anônima, sendo esse recurso usado, por exemplo, por assessorias de imprensa. No entanto, o off só pode ser publicado em coluna de informação de bastidor. Para entrar em texto de notícia, o off tem de ser checado em outras fontes.
Toda informação especializada requer uma fonte institucional capaz de prestar informações objetivas, autorizadas e dignas de crédito. Quanto maior o cargo, maior a credibilidade.
Na discussão da ética jornalística, levantam-se três assuntos que têm gerado polêmicas sucessivas: o hábito de jornalistas de se pautarem em informações vazadas; o vício das declarações em off e o uso da imprensa para se denegrirem imagens de homens públicos. Escolha a alternativa mais correta entre as quatro apresentadas abaixo:
O jornalista, ao dispor de informações em off ou de informações vazadas não deve hesitar em proporcionar ao seu veículo o furo de reportagem. Se a repercussão penalizar algum político inocente, conserta-se depois a informação.
O vazamento de informações exige do jornalista a comprovação da sua veracidade, o mesmo ocorrendo com as declarações em off, usadas, muitas vezes, como balão de ensaio para mensurar reações. O jornalista precisa corresponder ao compromisso com a sociedade, de fazer prevalecer a verdade, e evitar de ser usado por fontes mal intencionadas.
O jornalista que sabe se preservar só trabalha com as fontes que conhece há muito tempo e não corre o risco de confiar em novas fontes.
O jornalista deve ignorar todas as informações vazadas e as declarações em off.
É recomendável para as fontes que utilizam o rádio como importante veículo de divulgação de ações institucionais, EXCETO:
Estar bem informado para que sua opinião e análise sejam embasadas e consistentes.
Nunca ensaiar a leitura de um texto quando convidado a tecer comentários.
Ser simpático com o apresentador e com os ouvintes que participam dos programas.
Saber que novidade de interesse geral e um novo enfoque para a notícia são critérios para ser chamado freqüentemente pelos radialistas para en-trevistas.