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“O sensacionalismo ficou muito relacionado ao jornalismo que privilegiava a superexposição da violência por intermédio da cobertura policial e da publicação de fotos chocantes, de distorções, de mentiras, e da utilização de uma linguagem composta por gírias e palavrões. Entendemos que o sensacionalismo é historicamente recorrente e manifesta-se em vários graus e de diversas maneiras, por isso não devemos tratar do fenômeno in totum. Rotular um jornal de sensacionalista é enfatizar, de uma maneira geral, que ele se dedica a provocar sensações, prática hoje generalizada.”
(Disponível em: https://www.observatoriodaimprensa.com.br/imprensa/o-sensacionalismo-que-aposta-no-quanto-pior-melhor. Com adaptações.)
Diante do conteúdo do texto acima, assinale a alternativa que fere um dos princípios do jornalismo:
Liberdade.
Objetividade.
Imparcialidade.
Veracidade.
Ainda no século XVIII, na primeira onda da Revolução Industrial, alguns jornais impressos da Europa e dos Estados Unidos alcançaram tiragens de mais de 1 milhão de exemplares, tornando‑se os primeiros meios reproduzidos em massa.
Certo
Errado
De acordo com os estudos sobre as condições de produção da notícia, constrangimentos organizacionais são parte da cultura profissional jornalística e eles devem‑se aos esforços para separar as atividades da redação daquelas realizadas pelo departamento comercial.
Certo
Errado
Leia o texto publicado no site de O Globo, em junho de 2024.
Há cerca de quatro anos, O GLOBO utiliza inteligência artificial em sistemas de recomendação de conteúdo em plataformas digitais. Com o Irineu, em linha com as melhores publicações internacionais, o jornal dá início a uma nova era, baseada em IA generativa, capaz de processar e gerar textos, imagens, vídeos ou áudios.
O primeiro recurso ofertado pela ferramenta que homenageia o jornalista Irineu Marinho, fundador do jornal, foi
um link para o aplicativo Vlibras que interpretará o texto das matérias do site em linguagem de sinais.
um botão sobre as imagens fotográficas das matérias do site para ofertar sua descrição em texto.
um link para recursos multimídia, gerados por IA e relacionados ao tema da matéria publicada no site.
um botão nas matérias do site do jornal que oferece aos leitores um resumo curto do texto.
uma opção de cursor sobre as matérias do site para que haja a leitura por um aplicativo de voz.
O jornalismo de revista tende a ser de maior profundidade, mais interpretativo e documental que o dos demais veículos de comunicação, exigindo da publicação características como um bom plano editorial e uma atenção ao design.
Certo
Errado
Os fatos jornalísticos desempenham um papel fundamental na sociedade, ao informar o público acerca dos acontecimentos do mundo e contribuir no processo de formação da opinião pública. No que concerne a esse tema, assinale a alternativa correta.
O fato jornalístico assemelha-se ao fato histórico, uma vez que os meios de comunicação passaram a emitir discursos a respeito da realidade social aceitos como verdadeiros pela sociedade.
Os fatos oferecidos pelo jornalismo reportam a realidade em si, sem nenhum juízo de valor.
Na esfera da comunicação e da sociologia, fato social e fato jornalístico são considerados sinônimos.
Estudos sociológicos e comunicacionais consideram que o fato social é um fragmento do fato jornalístico.
O fato jornalístico diz respeito a fenômenos sociais, enquanto o fato social refere-se a acontecimentos.
O Brasil foi o primeiro país da América Latina a ter uma emissora de televisão, a denominada TV Tupi, criada por Assis Chateaubriand, em 1950.
Certo
Errado
Ao redigir um texto jornalístico, é fundamental seguir princípios e orientações que garantam clareza, objetividade e precisão na informação, além de manter a credibilidade do veículo e respeitar o público.
Certo
Errado
Glória Maria Matta da Silva, graduada em jornalismo pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio), contratada como radioescuta e efetivada no departamento de jornalismo nos anos de 1970. Glória Maria é considerada pioneira no jornalismo brasileiro, ficou conhecida por suas reportagens especiais, com destaque para as viagens a lugares exóticos e entrevistas com celebridades como Michael Jackson e marcou profundamente a profissão no cenário nacional por estar envolvida em momentos icônicos da televisão. Qual das assertivas não está relacionada a Glória Maria.
A primeira mulher a entrar ao vivo na TV em cores pelo Jornal Nacional, em 1977. Antes disso, já havia sido a primeira repórter a aparecer na TV – antes, os repórteres não apareciam.
Em 2007, realizou a primeira transmissão em HD da televisão brasileira.
A partir de 2005, foi editora-chefe do '‘globo Notícia’', um pequeno boletim informativo, que ia ao ar depois da Sessão da Tarde.
Foi a primeira pessoa no Brasil a usar a lei Afonso Arinos.
Cobriu uma guerra, a das Malvinas. Um conflito armado entre a Argentina e a Inglaterra pelo controle das Ilhas Malvinas. Foi a primeira mulher jornalista a cobrir uma guerra, no início da década de 1980. Ela noticiou o cessar-fogo ao vivo
Qual foi a primeira publicação regular livre de censura em língua portuguesa?
Sentinela da Liberdade.
Gazeta do Rio de Janeiro.
Telégrafo Mercantil.
Correio Braziliense.
Observatório Constitucional.
Em 18 de marco de 1933, Francisco Costa fundou um jornal que, durante quatro anos, publicou 67 edições e se transformou no órgão oficial da Frente Negra Brasileira, uma das mais importantes organizações da população negra brasileira no início do século XX.
Essa descrição refere-se ao jornal
Clarim do Alvorada.
Diabo Coxo.
Jornal da Frente Negra.
Voz da Raça.
Menelik.
Frente a um cenário desafiador de desordem informacional, veículos de mídia unem esforços para “identificar e enfraquecer as sofisticadas técnicas de manipulação e disseminação de conteúdo enganoso que vemos surgir em sites hiperpartidários, aplicativos de mensagens e redes sociais”, como anunciado pelo Projeto Comprova, iniciativa colaborativa e sem fins lucrativos liderada e mantida pela ABRAJI – Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo e que reúne jornalistas de diversos veículos de comunicação brasileiros.
Sobre o projeto, é correto afirmar que
entre os 20 veículos de comunicação que integram o Comprova estão a Rede Globo de Televisão; a Record News e a Agência Reuters, além de O Estado de São Paulo, que lidera o Projeto.
o Google News Initiative e o Meta Journalism Project apoiam financeiramente o Comprova desde o início do projeto, mas não têm qualquer ingerência na definição de estratégias e decisões editoriais e nem qualquer envolvimento com as equipes que fazem as investigações.
independentemente de seu alcance, conteúdos suspeitos sobre eleições e políticas públicas publicados em jornais e revistas são prioritariamente investigados por um grupo voluntário de estudantes de jornalismo filiados a ABRAJI.
o Projeto Comprova usa sete etiquetas para os resultados de suas verificações: verdadeiro; falso; falta contexto; exagerado; subestimado; contraditório e insustentável.
o material produzido pelo Comprova não pode ser copiado, distribuído ou compartilhado em redes sociais digitais ou em produtos jornalísticos com propósitos comerciais, mesmo que seja dado o crédito da investigação ao Projeto.
O Correio Braziliense foi o primeiro jornal brasileiro, lançado por Hipólito José da Costa e, posteriormente, adquirido por Assis Chateaubriand, o qual, na ocasião da inauguração de Brasília, transferiu o periódico para ele se tornar o primeiro diário da nova capital federal.
Certo
Errado
Agência Brasil faz 33 anos; desafio é consolidar jornalismo público.
Informação gratuita e de qualidade faz diferença, dizem especialistas.
Tem coletiva no Planalto. Tem greve de ônibus. Tem projeto sendo votado agora no Congresso. Quem vai? E o julgamento no STF? E os relatórios sobre racismo? Os dados novos de violência contra as mulheres já chegaram no e-mail? As fotos já estão no sistema!
Esse é o clima de urgência de todos os dias, de todas as horas, na redação da Agência Brasil, agência pública de notícias que completou, na quarta-feira (10/5/2023), 33 anos de existência. A informação de interesse público, gratuita, contextualizada e de qualidade faz a diferença para o País, avaliam especialistas.
O professor de comunicação Rogério Christofoletti, da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), ressalta que todas as pessoas têm direito à informação e de saber o que se passa em sociedade. “Esses conteúdos precisam ter qualidade, o que significa dizer que precisam ser corretos, claros, precisos, bem apurados, envolventes, éticos e responsáveis”.
Também pesquisador dos temas da comunicação pública, o professor Josenildo Luiz Guerra, da Universidade Federal de Sergipe (UFS), entende que as organizações jornalísticas precisam investir no fortalecimento de sua credibilidade, com inovações editorias e tecnológicas interligadas.
“Essas inovações devem não apenas resultar sem produtos jornalísticos melhores, mas permitir a extração de indicadores de qualidade editorial, capazes de demonstrar que a qualidade sugerida pelos veículos é efetivamente entregue em seu conteúdo noticioso”, afirma o professor da UFS.
Disponível em: <https://agenciabrasil.ebc. com .br/geral/noticia/2023-
05/agencia-brasil-faz-33-anos-e-desafio-e-consolidar-jornalismo-publico4>.
Acessofem: 11 out: 2024, com adaptações.
Considerando o texto apresentado e seus” conhecimentos acerca de jornalismo público, assinale a alternativa correta.
O jornalismo surgiu para atender às necessidades da sociedade de forma geral, e o advento do capitalismo e dos meios industriais de difundir informação pouco interfere relações sociais.
O jornalismo público, com intuito de retomar o contato direto com cidadãs e cidadãos a fim de estabelecer a priorização de interesses pessoais, nasceu a partir do momento, em que a sociedade não vê seus interesses contemplados nas emissoras de comunicações de massa tradicionais.
O jornalismo público é um gênero jornalístico passivo, que busca o diálogo com cidadãos e comunidades, mas buscando alterar minimamente a realidade.
O modelo de concessão pública para radiodifusão a empresas que exploram a comunicação como negócio inviabiliza a concentração econômica e o predomínio da exploração comercial do espectro público de transmissão.
Manuais normativos e de redação para jornalismo público são mecanismos de responsabilização e autorregulação que, ao informar o público a respeito das normas, estabelecem expectativas de qualidade que podem se desdobrar em credibilidade e fornecem argumentos para o escrutínio daquilo que deveria ser cobrado de emissoras públicas.
Dado o contexto de história e conceitos do jornalismo e meios de comunicação em massa, associe as colunas relacionando os meios de comunicação apresentados na coluna 1, às suas respectivas particularidades apresentadas na coluna 2:
Coluna 1:
A.Grande mídia.
B.Jornal.
C.Comunicação social.
Coluna 2:
(__)Informar, educar e denunciar os abusos do poder público, das organizações e da sociedade de maneira geral.
(__)Uma função voltada para o aperfeiçoamento das instituições sociais que compõem um Estado.
(__)Controlado(a) muitas vezes por companhias com interesses políticos, o que lhe confere lucros.
Assinale a alternativa cuja a sequência da associação, de cima para baixo, esteja correta:
B, C, A.
A, C, B.
B, A, C.
C, B, A.
Em março de 1940, as instalações de um jornal sediado na capital paulista foram ocupadas pela polícia militar sob a acusação de que os diretores escondiam armas no local. O jornal foi restituído aos proprietários no dia 6 de dezembro de 1945.
O título do jornal que sofreu essa intervenção é
A Gazeta.
Correio da Manhã.
Diário de S. Paulo.
Folha de S. Paulo.
O Estado de S. Paulo.
Sobre o pioneirismo de Ivy Lee, lei o fragmento de texto a seguir.
(...) profissionais ou estudiosos da comunicação chamada empresarial, institucional ou organizacional, somos mais ou menos herdeiros de um jornalista americano chamado Ivy Lee. Em 1906, ele inventou a atividade especializada a que hoje chamamos de assessoria de imprensa ou assessoria de comunicação. Com um bem-sucedido projeto profissional de relações com a imprensa, a serviço de um cliente poderoso, Ivy Lee conquistou, por direito e mérito, na história moderna da comunicação social, o título de fundador das relações públicas, berço da assessoria de imprensa. (CHAPARRO, M. in DUARTE, J. 2018, p.3)
Sobre a atuação de Ivy Lee, é correto afirmar que
Lee foi contratado por John Rockefeller, para torná-lo o homem de negócios mais popular dos Estados Unidos, apesar de já ser amplamente amado pelo público norte-americanos.
o primeiro cliente do escritório de Lee foi William Vanderbilt, que se tornou impopular a partir da frase “o público que se dane”, dita aos jornalistas que buscavam explicações pelo fechamento de um ramal ferroviário sob sua responsabilidade.
Lee manteve sua atividade como jornalista em paralelo a de assessor de comunicação, conseguindo desse modo garantir que informações favoráveis às empresas assessoradas fossem publicadas no espaço informativo dos jornais em que atuava.
Lee estabeleceu um conjunto de regras ético-morais, em favor do pressuposto da confiabilidade, comprometendo-se a fornecer notícias e a colocar-se à disposição dos jornalistas, sempre que solicitado, para respostas honestas e verdadeiras.
em sua carta de princípios, Lee prometia um serviço de divulgação de notícias e propaganda feito às claras, destinado à publicação de matérias pagas, anúncios comerciais e conteúdos editoriais.
No fim dos anos 1950, o Jornal do Brasil passou por uma emblemática reforma gráfico-editorial que inspirou outras publicações.
Dela participaram diversos profissionais, à exceção de um. Assinale-o.
Ferreira Gullar.
Odylo Costa Filho.
Amilcar de Castro.
Vladimir Herzog.
Reynaldo Jardim.
O primeiro curso superior de jornalismo implantado no Brasil, em 1947, é atribuído
ao Sindicato dos Jornalistas de São Paulo, com chancela da USP.
à Associação Brasileira de Imprensa, com chancela da UFRJ.
à Universidade do Brasil, no Centro-oeste.
à Faculdade Cásper Líbero, em São Paulo.
ao Ciespal, com apoio da Cátedra da Unesco.
Leia o texto a seguir.
Em 2005, é difícil de acreditar que todo e qualquer repórter não carregue, além da caneta e do bloco de papel, uma câmera de vídeo. Que todo e qualquer telejornalista – pelo menos o enorme número de recém-formados – não seja capaz de captar imagens adequadamente. E que o videojornalista – a “equipe” de uma só pessoa – ainda seja visto, com frequência, como uma alternativa barata e de qualidade duvidosa. Constata-se facilmente que o videojornalismo, ou videorreportagem, ainda está longe de ser um modo de produção bem aceito pelas maiores empresas de comunicação do país.
NACHBIN, 2005.
Em menos de 20 anos, a formação e o cotidiano dos jornalistas se alteraram significativamente. Mas, o vídeo-jornalismo não é novidade. A TV Gazeta, de São Paulo, já o experimentava no fim da década de 1980.
A época, quem o praticava era chamado de
Repórter-abelha.
Mobile Journalist.
Repórter-multimídia.
Jornalista 3G.
Eu-repórter.