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Sobre os meios informativos no século XX, analise as afirmativas.
I - Com a concorrência da televisão, o jornalismo impresso investiu na análise da informação e na interpretação do fato.
II - A rapidez da divulgação da informação no rádio e na televisão minimizou a importância do furo jornalístico e da edição extra no jornalismo impresso.
III - A concorrência da televisão obrigou o jornalismo impresso a adotar o lead contendo as questões primárias – quem, o que, quando, onde, como e por quê.
IV - O jornalismo impresso manteve vantagem em relação ao rádio e à televisão nos quesitos tempo e espaço de divulgação da informação.
Está correto o que se afirma em
I, II, III e IV.
III, apenas.
I, III e IV, apenas.
I e II, apenas.
Jornais impressos brasileiros que, a partir do final da década de 1940, implantaram e consolidaram o padrão norte-americano de produção jornalística baseado na objetividade, concisão e isenção, respectivamente, foram:
O Globo e Última Hora.
Estado de Minas e Zero Hora.
Diário Carioca e Jornal do Brasil
O Estado de S. Paulo e Folha de S. Paulo.
Dois jornais se notabilizaram no Brasil dos anos 1950: o Última Hora, por defender o governo de Getúlio, e a Tribuna da Imprensa, por atacá-lo. Os proprietários desses jornais foram, respectivamente,
Samuel Wainer e Carlos Lacerda
Carlos Lacerda e Assis Chateaubriand.
Assis Chateaubriand e Octávio Frias.
Octávio Frias e Samuel Wainer.
Cesare Civita e Assis Chateaubriand.
A chegada da imprensa no Brasil ocorreu tardiamente. Nesse período, o Brasil ainda não tinha meios próprios para a impressão de jornais. Acerca desse tema, entre os primeiros jornais brasileiros, é correto citar a (o)
Idade de Ouro no Brasil e o País.
Correio Braziliense e o Mosquito.
Correio Braziliense e o Globo.
Gazeta do Rio de Janeiro e a Idade de Ouro no Brasil.
Jornal do Commercio e o Mosquito.
O Brasil veio a conhecer a atividade de impressão relativamente tarde em relação a outros países do continente. Por aqui, ela aportou sob o manto da coroa portuguesa, em 1808, por intermédio da Imprensa Régia. Antes disso a metrópole portuguesa reprimira qualquer tentativa de se estabelecer algum maquinário de impressão. Com relação a esse período histórico, é correto afirmar que:
a Gazeta do Rio de Janeiro apresentava linha editorial favorável ao governo imperial e, por esse motivo, enfrentou, logo no primeiro ano de sua fundação, a concorrência de pasquins;
o Correio Braziliense recebia aporte financeiro de Napoleão Bonaparte para ser impresso e distribuído clandestinamente no Brasil;
o Correio Braziliense se destacou, entre outros motivos, pelo pioneirismo, ao publicar imagens por intermédio da técnica da litografia;
três meses antes da Gazeta do Rio de Janeiro, o Correio Braziliense circulava em território nacional, com periodicidade quinzenal e cerca de 20 páginas por edição;
o Correio Braziliense, de propriedade de Hipólito da Costa, continha seções como Política, Artes, Literatura e Ciências, entre outras.
O JC Online do Jornal do Comércio de Recife foi um dos primeiros sites do Brasil a colocar online o conteúdo de um jornal impresso, em 1994. Hoje, o portal JC investe em projetos multimídias que executam novas narrativas jornalísticas na web.
Assinale a alternativa correta.
As ferramentas digitais utilizadas para criar narrativas são desenvolvidas pelos programadores e designers do JC, que preferem não utilizarem recursos gratuitos fornecidos pela web.
Os projetos multimídia do JC Online apresentam uma interface fechada, que não permitem a participação do internauta.
Os projetos multimídias são desenvolvidos, concomitantemente, com a produção para o jornal impresso sobre o tema abordado, o que resulta em um trabalho que se estrutura conforme as narrativas em vários suportes que são produzidas.
A produção de reportagens multimídia se adequa melhor ao hard news, principalmente, por serem notícias que precisam ser produzidas e publicadas com agilidade e precisão.
Em 2004, o JC Online estreia o site “Luta pela Terra”, e cria um novo conceito de reportagem multimídia, apostando ainda mais nas riquezas de detalhes, navegabilidade e design.
Em setembro de 2013, o jornal The Washington Post oferecia espaço para anúncios disfarçados em artigos porque usam as mesmas fontes gráficas, estilos e tons das matérias verdadeiramente jornalísticas. Todas as peças, entretanto, viriam com o alerta “conteúdo gerado pelo patrocinador”. Esse tipo de publicidade é chamado de
merchandising impresso.
publicidade nativa.
anúncio incorporado.
publicidade interativa.
anúncio editorial.
Em 7 de abril de 1908 Gustavo Lacerda criava uma instituição com a preocupação de assegurar à classe jornalística direitos assistenciais, além de tornar-se poderoso centro de ação para defender e orientar os profissionais da área. O seu fundador já imaginava um jornalismo livre da obrigação de gerar lucro e entendia que a missão social da classe seria informar bem a população brasileira. Essa entidade hoje é presidida por Maurício Azêdo e sua sigla é
ABERJE.
FENAJ.
ABERT.
ANJ.
ABI.
Um jornal sediado em São Paulo, em março de 1940, durante a vigência do Estado Novo, foi invadido e, sob a alegação de que haviam armas nas suas instalações, foi fechado. Reabriu pouco tempo depois sob a intervenção do DIP − Departamento de Imprensa e Propaganda do governo ditatorial. Em 1945, por determinação do Supremo Tribunal Federal foi devolvido aos seus proprietários. Os números publicados sob a administração do DIP são desconsiderados em sua história, que começou em 4 de janeiro de 1875. Estes fatos pertencem ao jornal
Diário de S. Paulo.
Folha de S. Paulo.
O Estado de S. Paulo.
Diário Popular.
Jornal da Tarde.
O primeiro jornal a circular no Pará, impresso no estado, segundo historiadores, data de 1822. A gráfica encarregada de sua impressão estava instalada na rua hoje identificada como Tomázia Perdigão. O nome desse jornal era
O Liberal.
O Estado do Pará.
A Voz do Grão Pará.
O Paraense.
Gazeta do Pará.
O mais antigo periódico em circulação no Brasil e na América Latina, foi fundado em 7 de novembro de 1825 por Antonio José de Miranda Falcão, um tipógrafo de profissão. A primeira sede do periódico foi na sua própria casa. No seu primeiro número informava que o jornal circularia “todos os dias da Semana excepto os domingos”. Informava também que debaixo dos títulos de "Compras/vendas − Leilões − Alugueis − Arrendamentos − Aforamento − Roubos − Perdas − Achados − fugidas e Aprehensões de escravos − Viagens – Afretamentos − Amas de leite etc tudo quanto disser respeito a taes artigos”. Esse jornal ainda circular sob o título
Folha de Pernambuco.
Jornal do Commercio.
Diário de Pernambuco.
Tribuna de Pernambuco.
Correio Sete Colinas.
José Maria Lisboa e Américo de Campos fundaram, em 1884, um jornal que sobreviveu até setembro de 2001. Quando encerrou suas atividades, depois de 116 anos, Alberto Dines publicou artigo fazendo críticas a o que motivou o fim do periódico que ficou conhecido pelos seus classificados baratos. Dizia o articulista que “acabou a solenidade, jornal virou produto. O marketing é que manda, jornalista não apita. Neste ambiente de supermercado, mata-se um jornal com a mesma frieza com que se muda a embalagem do biscoito”.
O jornal que mereceu esse comentário de Dines chamava-se
Diário de S.Paulo.
Popular da Tarde.
Diário Popular.
Notícias Populares.
Diário da Noite.
Marco importante na história do jornalismo, a pirâmide invertida consiste
no relato que prioriza, em escala decrescente, os elementos mais importantes do fato, seguidos dos de menor apelo cultural.
na estrutura de relato dos fatos, a partir do mais relevante e (ou) interessante.
na estrutura de relato temporal dos fatos, do mais antigo ao mais recente.
no relato que prioriza a importância social das pessoas envolvidas no fato.
no relato que prioriza no texto a sequência de hierarquia temporal do acontecimento.
Acerca da história do jornalismo e dos meios de comunicação de massa, assinale a opção correta.
A televisão pública não pode, pela baixa audiência da programação, ser considerada meio de comunicação de massa.
No radiojornalismo brasileiro, predomina a divisão de funções: o repórter encarrega o produtor de apurar informações e apresentá-las ao microfone.
O uso do rádio não se popularizou no ambiente doméstico.
Com o surgimento de jornais no rádio, na televisão e na Internet, o jornalismo impresso sofreu mudanças de técnica e estilo.
O telejornalismo brasileiro nasceu em 1940, na extinta TV Tupi, primeira emissora de televisão do Brasil.
No período da ditadura militar de 64, os veículos da grande imprensa que, inicialmente, apoiaram o regime, também passaram a enfrentar a censura prévia. No entanto, enquanto os grandes jornais estavam sem poder informar, faziam sucesso os jornais da chamada imprensa alternativa, ou imprensa nanica, que eram tabloides que divulgavam ideias contra o regime militar. Entre os mais conhecidos jornais da imprensa alternativa, estavam:
Pasquim e Opinião.
Opinião e Contraposição.
MR8 Contrarevolução e Pasquim.
ALN Notícias e Escrita Comunista.
MR8 Contrarevolução e Escrita Comunista.
Os primeiros jornais periódicos surgiram na Europa, em meados do Século XVII. No Brasil, a história da imprensa inicia-se da forma mais indesejada: com a sua proibição. Antes mesmo da circulação do “Correio Braziliense”, em 1808, primeiro jornal em português a circular no Brasil, embora editado e impresso em Londres, uma Carta Régia vetou a impressão de livros e avulsos. Essa medida da Corte portuguesa deu-se no ano de:
1648.
1678.
1702.
1747.
1802.
Em sessão no dia 17 de junho de 2009, o Supremo Tribunal Federal (STF), por 8 votos contra 1, decidiu que o diploma de jornalismo não é obrigatório para exercer a profissão. Para o ministro relator Gilmar Mendes, “os danos a terceiros não são inerentes à profissão de jornalista e não poderiam ser evitados com um diploma”. Segundo ele, a formação em jornalismo é importante para o preparo técnico dos profissionais e deve continuar nos moldes de cursos como o de culinária, moda ou costura, nos quais o diploma não é requisito básico para o exercício da profissão.
Todavia, a Federação Nacional dos Jornalistas (FENAJ), junto com os sindicatos de jornalistas de todo o País, busca restabelecer a obrigatoriedade do diploma. Esse restabelecimento deve ocorrer por meio de:
Projeto de Emenda Constitucional (PEC).
Decreto-Lei assinado pela Presidenta Dilma Roussef.
Decreto assinado pelos Ministros da Justiça e Trabalho e Emprego.
Decreto-Lei assinado pelos Ministros da Justiça e Trabalho e Emprego.
Portaria assinada conjuntamente pelos Ministros da Justiça, Trabalho e Emprego e Ciência e Tecnologia.
Além da censura em seus primórdios, a imprensa do Brasil experimentou dois períodos de rigorosa censura. Em 1937, no período do Estado Novo de Getúlio Vargas, quando foi criado o DIP – Departamento de Imprensa e Propaganda, e durante a ditadura militar instaurada a partir de 1964. Em 1968, a liberdade de imprensa foi cerceada com a imposição da censura prévia a toda informação a ser veiculada pelo imprensa. Tal medida se deu por meio da edição do:
Ato Institucional Nº 1.
Ato Institucional Nº 2.
Ato Institucional Nº 3.
Ato Institucional Nº 4.
Ato Institucional Nº 5.
O Correio Braziliense, fundado por Hipólito José da Costa, editado e impresso em Londres, foi o primeiro jornal brasileiro de acordo com a historiografia oficial.
No Brasil, ao contrário do que acontece em muitos outros países, exige-se diploma superior de jornalismo para o exercício profissional da atividade, cabendo aos formados na área obter registro no Ministério do Trabalho e Emprego.