Questões de Concurso sobre Jornalismo

 
 
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São elementos essenciais para a inclusão digital:

I. Acesso a tecnologias de desempenho adequado ao fluxo de dados necessário para ter uma navegação eficaz.

II. Disponibilidade de serviços eficientes de acesso, bem como a capacidade de contratá-los.

III. Capacidade de uso fluente das tecnologias e linguagens necessárias para troca de informações na rede.

IV. Computadores com drives de multimídia.

Está correto o que se afirma APENAS em


A

III e IV.


B

I, II e IV.


C

II, III e IV.


D

I e II.


E

I, II e III.

Os redatores de textos jornalísticos devem seguir diretrizes para obter um bom resultado em seu ofício.


Considerando-se essa premissa, assinale V para as afirmativas verdadeiras e F para as falsas:


( ) A linguagem empregada deve ser simples e, por esse motivo, repleta de jargões compreendidos por quem domina áreas específicas do conhecimento.

( ) O uso de adjetivos pormenoriza o relato de fatos, devendo ser amplamente aplicado na narrativa jornalística.

( ) Convém que o significado das siglas seja devidamente esclarecido, ainda mais quando é desconhecido por grande parte dos leitores.

( ) Escrever, sempre que possível, com o emprego de verbos auxiliares é uma medida pertinente, pois garante maior ênfase à frase.


Assinale a alternativa que apresenta a sequência CORRETA:


A

V F V F.


B

F V F V.


C

F F V F.


D

V F V V.

Com procura por ovos no CT do Santa, dirigente garante segurança das galinhas

Imagem associada para resolução da questão

A notícia acima é considerada um


A
fait-divers.

B
editorial.

C
artigo.

D
stylebooks.

E
suplemento

A criação de um jornal mural é uma forma prática e eficaz de se comunicar com os funcionários de uma empresa ou instituição. Destacam-se muitas qualidades dos jornais murais, EXCETO


A

ser independente dos outros veículos da empresa.


B

o baixo custo de sua realização.


C

ser dirigido essencialmente ao público interno.


D

incentivar programas de turismo e lazer.


E

apoiar campanhas internas entre os funcionários.

Uma rede é um conjunto de pontos, os “nós”, interconectados. Ou seja, elementos que se comunicam entre si – e, por conta disto, toda rede é uma estrutura complexa de comunicação, na qual os vários “nós” interagem em múltiplas ligações, segundo Manuell Castells. (In: MARTINO, 2015)


Sobre as redes sociais digitais, é INCORRETO afirmar que


A

as redes não passam por cima de limites estabelecidos. A reunião de “nós”, sejam pessoas, grupos, corporações ou países, obedecem às fronteiras prévias.


B

nas redes, os pontos ou “nós” podem ser qualquer coisa – pessoas, páginas, comunidades ou sites.


C

as redes são estruturas abertas e em movimento. Sua forma está mudando o tempo todo, conforme suas características específicas.


D

a circulação de informações encontra nas redes o melhor tipo de arquitetura. A velocidade da circulação de informações significa que novidades estão presentes o tempo todo, gerando uma instabilidade constante.

A repetição de palavras na televisão e no rádio, assim como ocorre no jornalismo impresso, prejudica a compreensão da notícia.

C
Certo

E
Errado

Sobre as interações radiofônicas nas plataformas digitais, é correto afirmar que, EXCETO:


A

Os serviços de rádio sociais são outra modalidade que têm base radiofônica e oferecem espaço para distribuição e consumo de conteúdos sonoros, além de interação entre os participantes.


B

Sem mediação tradicional das emissoras de rádio, o internauta, por meio do podcasting, pode compartilhar áudios e escolher onde e como vai ouvir o arquivo desejado, chamado de episódios.


C

Web rádios, podcasts ou rádio social desenvolvem novas práticas interacionais e novas modalidades de recepção, as quais podem ser identificadas mais como rupturas do que continuidade no processo comunicacional.


D

Para se firmar como meio de comunicação que tem ligação de proximidade com o público, o radiojornalismo deve dialogar com as redes sociais online e remeter conteúdos para blogs, sites, perfis institucionais ou dos próprios comunicadores.

Leia atentamente o seguinte trecho do texto “Recordando a Guerra Civil”, do escritor inglês George Orwell (1903-1950), extraído do livro “Lutando na Espanha” (Globo, 2006), no qual o autor se refere à Guerra Civil Espanhola e à suposta presença de um exército russo naquele país: “Esse tipo de coisa é aterrorizante para mim, porque sempre me dá a sensação de que o próprio conceito de verdade objetiva está desaparecendo do mundo. Afinal, há possibilidades de que essas mentiras, ou em todo caso mentiras semelhantes, passem para a história. Como a história da guerra civil espanhola será escrita? Se Franco continuar no poder, pessoas nomeadas por ele escreverão os livros de história e (para ser fiel ao exemplo escolhido) aquele exército russo que nunca existiu se tornará um fato histórico e gerações de estudantes aprenderão sobre ele, a partir daí. Mas suponha que o fascismo seja finalmente derrotado e algum tipo de governo democrático se restabeleça na Espanha num futuro razoavelmente próximo; mesmo então, como é que a história da guerra será escrita? Que tipo de arquivo Franco deixará para trás? Suponha até mesmo que os arquivos mantidos pelo governo atual sejam recuperáveis — mesmo assim, como uma história verdadeira da guerra será escrita? Pois, como já sublinhei, o governo também lidava amplamente com mentiras. Do ângulo antifascista, seria possível escrever uma história verdadeira da guerra em termos gerais, mas seria uma história parcial, em cujos pontos secundários não se pode confiar. Ainda assim, no final das contas, algum tipo de história será escrito e, depois que aqueles que de fato se lembrarem da guerra estiverem mortos, será universalmente aceita. Então, para todos os efeitos práticos, a mentira terá se tornado verdade (...). Estou disposto a acreditar que a história é, em sua maior parte, incorreta e tendenciosa, mas o que é peculiar a nossa época é o abandono da ideia de que a história pudesse ser escrita com base na verdade ” (grifos no original).

Considerando o que se pode deduzir a partir da leitura desse trecho, analise as seguintes proposições:

I. Os pseudoacontecimentos (pseudoevents), conforme descritos e previstos pelo historiador norte-americano Daniel Boorstin na metade do século XX, têm sua origem durante o advento da Guerra Civil Espanhola com as ações promovidas pelo general Francisco Franco.

II. A pós-verdade retratada caracteriza certas situações bélicas, como a Guerra no Iraque em 2003, promovida pelo presidente George Bush e pelo primeiro-ministro britânico Tony Blair, dada a posterior confirmação da inexistência de armas nucleares naquele país.

III. O agendamento da opinião pública, conforme hipótese sugerida e estudada por Maxwell McCombs e Donald Shaw na década de 1970, foi um fato potencializado pelos meios de comunicação de massa e pelos historiadores ibéricos durante a Guerra Civil Espanhola.

IV. O desenvolvimento da infografia como recurso de visualização em jornais espanhóis como “El Mundo” e “El País”, no começo dos anos 1990, quando da cobertura da Guerra do Golfo, é fruto direto dos acontecimentos retratados no trecho acima, já que se dão no mesmo período histórico e no mesmo país.

Está correto o que se afirma somente em


A
I, II e IV.

B
I, III e IV.

C
II.

D
III.

Em relação à notícia, assinale a alternativa correta.


A

Todo acontecimento é notícia.


B

Notícia, segundo manuais, é um acontecimento que deperta interesse.


C

Mesmo no caso de imprensa segmentada, um acontecimento, para ser notícia, deve despertar interesse geral.


D

Apenas fatos chocantes são notícia.


E

Quanto mais aberta for a notícia, menos ela comunica.

Interação humano-computador é uma área de conhecimento que se dedica ao estudo


A

das novas formas de se comunicar com o receptor, a partir das mídias alternativas.


B

das ferramentas da comunicação integrada, ou seja, das relações entre mídia e receptor.


C

da compreensão de como ocorrem as interações entre os seres humanos, as máquinas e os softwares, bem como suas limitações.


D

do planejamento governamental em relação às políticas públicas voltadas à educomunicação.


E

dos múltiplos significados do consumo de mídia por parte dos usuários, especialmente em relação às imagens.

Na linguagem jornalística informativa recomenda-se:


A

Tempos verbais compostos e voz passiva.


B

Sintaxe elaborada, com subordinações bem estruturadas.


C

Vocabulário e estruturas gramaticais simples e coloquiais.


D

Vocabulário amplo, complexo e notadamente culto.


E

Parágrafos longos que resumam cada aspecto dos eventos relatados.

Com a inserção radiofônica aos meio web, há novas formas de fazer rádio. O ouvinte consegue alterar o fluxo de produção de mensagem e o contexto de produção. Nesse sentido, há uma em especial que é referência e cresce em potencial como fenômeno desse novo modelo de rádio nos meios digitais. Como é denominada essa produção?


A

Podcast.


B

Phasing.


C

Webdoc.


D

Casting.


E

Radioweb.

A informação tem seu valor a cada dia. Estar sempre bem informado tornou-se essencial na sociedade. Assim, por motivos particulares ou profissionais, as pessoas buscam informações que podem, ou não, afetar diretamente seu cotidiano. A maior parte dessas informações buscadas pela sociedade são produzidas e divulgadas pela mídia nacional, em forma de notícia.

Sendo assim, indique a alternativa que não condiz com o conceito de notícia:


A

A notícia é um recorte no espaço e no tempo em relação a processos sociais mais amplos, e os limites deste recorte são, em parte, estabelecidos por critérios de noticiabilidade.


B

Um conjunto de elementos pelos quais a empresa jornalística controla e administra a quantidade e o tipo de acontecimento, entre os quais vai selecionar a notícia.


C

As notícias espelham a realidade de forma neutra e objetiva, mas constituem representação acerca da realidade que dependem de crenças, valores e objetivos daqueles que a produzem.


D

Os critérios de noticiabilidade não são rígidos nem universais e, por vezes, são contraditórios e mudam ao longo do tempo, alterando também de acordo com o contexto onde estão inseridos e a sua abrangência.

Leia o texto abaixo sobre a influência das técnicas norte-americanas de redação.


As regras de redação [...] retiravam do jornalismo noticioso qualquer caráter emotivo e participante. Para garantir a impessoalidade (e o ocultamento do sujeito da enunciação), impôs-se um estilo direto, sem o uso de metáforas. [...] a comunicação deveria ser, antes de tudo, referencial.


(Adaptado de: RIBEIRO, Ana Paula Goulart. Jornalismo, literatura e política: a modernização da imprensa carioca nos anos 1950. Revista Estudos Históricos, Rio de Janeiro, v. 1, n. 31, p. 147-160, ago. 2003)


As regras de redação, no jornalismo informativo,


A

recomendam o uso da segunda pessoa do plural para passar a ideia de impessoalidade, como na manchete “Jovens e treinador perdidos em caverna na Tailândia são encontrados com vida”.


B

indicam que o uso da terceira pessoa é utilizado para garantir a impessoalidade, como na manchete “Dólar fecha em alta e fica acima de R$ 3,90, de olho em cenário externo”.


C

não fazem distinção sobre tempo e pessoas verbais desde que não existam metáforas, adjetivos e advérbios como na manchete “Ontem crime e castigo, hoje recomeço como trabalhadores: a busca dos jovens pelo caminho do bem”.


D

recomendam o uso da terceira pessoa, mas apenas do plural, como na manchete “Amazonas e Roraima têm surto de sarampo”.


E

para garantir a impessoalidade, indicam o uso da primeira pessoal apenas no plural, como na manchete “Vamos falar do VAR?”

Leia com atenção o texto a seguir.


A Polícia Militar provou, mais uma vez, a sua eficiência. A cidadã que se beneficiou do empenho da valorosa corporação foi uma técnica em enfermagem de 45 anos que foi informada pela PM de que sua motocicleta Honda Biz com registro de furto havia sido encontrada na Avenida Gonçalves no bairro Bom Jesus, por volta das 15h55 do último domingo. A vítima informou que o chassi e o motor estavam intactos, sendo registrada a falta de retrovisores, o banco estava estourado e uma das setas estava quebrada.

(O Diário – 30.01.18. Adaptado)


Um editor cuidadoso não permitiria a veiculação dessa matéria porque ela


A

identifica equivocadamente a Honda Biz, que é uma motoneta.


B

não informa a data do roubo.


C

está adjetivada.


D

deixou de informar se os meliantes levaram os pneus.


E

não informa se a enfermeira usava a motoneta para trabalho ou diversão.

Leia o trecho da matéria Os sonhos alimentam a sua criatividade, publicada em janeiro deste ano, em O Diário – edição digital:


“Viver e buscar a felicidade com as nossas conquistas e desejos, tudo se inicia ai, com um sonho, um projeto ou uma ideia. Aliás, precisamos sonhar mais! O sonho parece ser o mais poderoso recurso pelo qual as pessoas expressam seus desejos, emoções, objetivos e motivações.”

(O Diário – 30.01.18)


As características de redação desse texto permite que se afirme tratar-se de


A

um feature.


B

uma resenha.


C

um comentário.


D

uma crônica.


E

um conto.

Com as novas tecnologias, a criação de redes sociais, mídias sociais e mídias digitais se popularizaram e arrebanharam muitos adeptos para esses aglomerados sociais tecnológicos. A respeito desse fato, é correto afirmar:


A

o celular e a televisão digital correspondem a dois tipos de redes sociais.


B

o Jornal do Brasil é o primeiro jornal tradicional a se converter em rede social.


C

o Orkut é a mídia digital de maior sucesso entre os jovens.


D

as mídias sociais ocorrem nos universos off-line e online.


E

o Facebook e o Twiter são ferramentas de mídias sociais.

A redundância no texto jornalístico é


A

utilizada na mídia radiofônica, devido à audiência rotativa.


B

utilizada no ambiente web, por conta da não-linearidade.


C

inadequada para todos os veículos jornalísticos.


D

utilizada na mídia radiofônica, devido à ausência de imagem.


E

utilizada nas legendas dos meios impressos, para reforçar o conteúdo das fotos.

Com os recursos tecnológicos disponíveis, nas mídias digitais


A

a notícia limita-se às opiniões dos especialistas, sem incorporar novos níveis de aprofundamento.


B

os internautas são obrigados a seguir a hierarquia de leitura estabelecida pelo redator do texto e não os aspectos que mais lhe interessam.


C

as notícias não recebem avalizações como informações de contexto e opinião de especialistas, limitando-se ao factual.


D

há uma sequência de textos em que a informação vai se tornando cada vez mais complexa, partindo da forma mais simples (alerta) até ganhar mais profundidade.


E

a sequência de textos parte de alertas com textos completos até chegar aos sites com notícias simplificadas para a leitura em tela.

Leia o trecho abaixo retirado do livro Cibercultura, de Pierre Levy (São Paulo: Editora 34, 1999, p. 237).


Cada novo sistema de comunicação fabrica seus excluídos. Não havia iletrados antes da invenção da escrita. A impressão e a televisão introduziram a divisão entre aqueles que publicam ou estão na mídia e os outros. Como já observei, estima-se que apenas pouco mais de 20% dos seres humanos possui um telefone. Nenhum desses fatores constitui um argumento sério contra a escrita, a impressão, a televisão ou o telefone. O fato de que haja analfabetos ou pessoas sem telefone não nos leva a condenar a escrita ou as telecomunicações – pelo contrário, somos estimulados a desenvolver a educação primária e a estender as redes telefônicas. Deveria ocorrer o mesmo com o ciberespaço.


O fator determinante para inclusão digital é


A

a combinação entre ter acesso e saber como usar a tecnologia.


B

o número de linhas de telefonia celular disponíveis em um país.


C

a expansão do sistema de ensino básico e médio, seja público ou privado.


D

o número de servidores de acesso à internet em um determinado país.


E

a educação em tecnologia oferecida nos sistemas formais de ensino.

   
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